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19 de janeiro de 2008

A Vida como uma Estrada


Muitos poetas, pensadores e compositores gostam de descrever a vida como sendo uma estrada, um caminho com início, meio e fim. Certamente tiveram a experiência de viajar, talvez de ônibus, carro, navio ou de avião, e refletiram sobre a vida durante o percurso. Viajar é um convite à reflexão. Quando se está no volante de um carro, no guidão de uma moto ou no assento de um ônibus, os pensamentos fluem e geram edificantes momentos de introspecção. Pensamos sobre Deus, família, igreja, profissão, estudos e um leque de vivências que fazem parte da existência.


Algo que a maioria das pessoas não percebe é que a estrada tem vida. Ela fala através de placas, que ora nos adverte, ora nos informe a proximidade do ponto de chegada. Em uma viagem podemos nos deparar com tragédias, acidentes com carros e corpos destruídos. Se o percurso for pelo interior sertanejo no inverno, somos agraciados com belas paisagens, lagoas, relva verde, animais no pasto, aves cortando os céus, flores à beira do acostamento. Em período de escassez de chuvas, o quadro muda radicalmente, a cor predominante é o cinza da seca e o negro das queimadas.


Em uma viagem também nos encontramos com diferentes tipos de motoristas, desde os apressados aos de ritmo lento, existem os simpáticos e indiferentes, humildes e orgulhosos, trabalhadores e turistas. Os “mais apressadinhos” às vezes nos assustam quando ultrapassam sem dar sinal, estão tão preocupados em chegar e acabam alongando ou finalizando o seu percurso de maneira inesperada. Outros parecem mais camaradas e fazem piscar suas luzes de sinalização, é como se estivessem dizendo: “Licença, vou ultrapassá-lo, encosta um pouco para a esquerda”. Há ainda aqueles que nos protegem, querem evitar acidentes e sinalizam: “não me ultrapasse agora, um veículo está vindo à minha direita”. Quando tudo fica limpo, o pisca indica o caminho livre e a troca de buzinas simboliza a gratidão. E o que dizer de viajar à noite? Quando o sol se põe não é tão seguro dirigir, afinal perdemos uma grande porcentagem de percepção. De repente podem surgir animais na pista, um buraco ou um motorista que focaliza sua “luz alta” em nossos olhos. Andar à noite exige cuidados redobrados.


Como em uma estrada, na vida encontramos diversas pessoas se comportando como motoristas e veículos. São aquelas que ultrapassam sem autorização, assustam os outros com a sua inconveniência e falta de ética, esquecem de pisar no freio. Outros atropelam a conversa, não escutam nem valorizam o que o outro tem a dizer. Querem impor as suas idéias e pronto! Os apressadinhos são precipitados, não observam o ambiente, as pessoas e a sua postura egoísta. Querem chegar primeiro e para isso são capazes de arriscar suas vidas e a dos outros. Priorizam o urgente ao invés do seguro. Por outro lado, encontramos amigos que nos aconselham e zelam por nossa segurança. Avisam quando querem ultrapassar ou diminuem a velocidade para facilitar a nossa passagem, buzinam para chamar a atenção ou agradecer, além de alertarem sobre os perigos da pista. Percebem quando estão incomodando e logo baixam a luz para enxergarmos de maneira mais nítida, sem ofuscamentos. Como é bom ver amigos que diminuem a velocidade visando promover o bem de quem percorre a mesma estrada.


Percebe como a estrada tem vida? Podemos aprender muito quanto estivermos trilhando o asfalto, rasgando o mar ou cortando o céu. É só observarmos o que está ao nosso redor e meditar sobre as situações reais que estamos vivendo. Mas vou revelar o segredo para continuar no rumo certo, com paz e segurança: Substitua o urgente pelo melhor, respeite a lei, ame ao próximo e siga o caminho que Deus delineou. “Lâmpada para os meus pés é a tua Palavra, e luz para os meus caminhos”. Sl. 119:105.
Pr. Alex Gadelha

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