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Mostrando postagens de outubro, 2018

UMA REFLEXÃO SOBRE A DERROTA DO PT E A ELEIÇÃO DE JAIR MESSIAS BOLSONARO

O PT perdeu para si mesmo. Criou um sistema doutrinário que rotulou ao invés de dialogar. Faltou sensibilidade para perceber que a sociedade brasileira em sua grande maioria é conservadora, porque foi construída sob a égide de princípios cristãos. Ignorou que na democracia, a política é a ciência da governança, mas também a arte de conciliar interesses, com vistas a convivência pacífica e ao bem comum. Sendo assim, cometeu suicídio eleitoral ao fomentar movimentos e discursos que rotulavam de “fundamentalista” ou “intolerante” qualquer que tivesse visão de mundo contrária à sua. As ofensas à liberdade de expressão, crença e culto apenas fermentaram a ojeriza de milhares em cujas mãos estava o poder do voto. E estes acionaram-no para ensinar uma lição clássica: se há preconceito, não se deve combatê-lo com mais preconceito. O pleito eleitoral mostrou que pessoas tomadas por convicções religiosas são fiéis aquilo que creem como verdades absolutas, mais do que a líderes carismático

Amar a verdade e promover a mentira?

O ser humano mente. E isso independe de idade, sexo, condição financeira, nível educacional ou religião. É uma verdade absoluta! A diferença está na constância e nas motivações pelas quais fazem isso. Enquanto para alguns mentir é um hábito, uma estratégia de vida, para outros consiste em um pecado que exige confissão humilde e arrependimento sincero, um erro a ser corrigido. Alguns mentem com criatividade maquiavélica, outros de maneira estúpida, revelando facilmente a perfídia de seu caráter. Existem os que dissimulam ou omitem, e os que vomitam inverdades com frieza aterrorizante. Todos mentem. É um fato penoso, mas necessário de ser reconhecido para não se tornar vítima nem algoz dos outros ou de si mesmo. Mas porque as pessoas mentem? Jesus referiu-se ao diabo como o pai da mentira, o primeiro a infectar com perversidade a criação de Deus (Jo. 8:44). Nas Escrituras está registrado que ele seduziu uma terça parte dos anjos (Ap. 12:3-9), astuciando subir “às alturas das nu

Verdades absolutas em um mundo que odeia padrões

O relativismo moral é uma corrente de pensamento que afirma a inexistência de valores aplicáveis a todos os tempos históricos, espaços geográficos e contextos culturais. Argumenta que todo comportamento está condicionado por interesses pessoais ou grupais, conforme as transformações sociais produzidas por sujeitos, grupos ou instituições que detêm a hegemonia do pensamento na esfera educacional, religiosa, política, midiática, etc. Nesta concepção, o mal é interpretado de forma subjetiva, ou seja, se acordo com pontos de vista, julgamentos pessoais, sentimentos e percepções individuais. Por exemplo, o aborto deixa de ser entendido como o assassinato de uma vida inocente e indefesa para ser um meio de libertação de um ente que traz desconforto ao corpo da mãe. O relativismo está presente também na linguagem, combatendo qualquer normatização da língua; na arte, promovendo o despudor da nudez ou da violência; no direito, quando permite múltiplas interpretações da lei; no comportam

Uma palavra aos cristãos sobre a Eleição Presidencial: Em quem podemos apostar?

Não existem incorruptos na política. Todos são inclinados a satisfazerem suas próprias vontades ou a se amalgamarem aos interesses de seu grupo, partido ou ideologia. Isso se explica na natureza humana corrompida pelo pecado, decaída, visceral. Como está escrito: “não há um justo, nem sequer um” (Rm. 3:10). No fundo, os belos discursos eleitorais são retóricos e escondem diferentes níveis de interesses pelo poder. A cada pleito, o político brasileiro reforça a comum prática de apresentar propostas sedutoras, algumas utópicas, outras suscetíveis ao esquecimento, para somente depois de eleito manifestar suas verdadeiras intenções. Alguns até se esforçam em inovar nas estratégias de campanha, mas quando adentram as portas dos palácios poucos resistem às iguarias do rei ou conseguem romper com essa estrutura corrompida. E quando se pondera sobre o contextual atual, é perceptível o jogo sujo no tabuleiro da política brasileira, desde os mais altos escalões aos cabos eleitorais favor