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25 de junho de 2012

O Cuidado de Deus com o Trigo

“Não! Replicou o Dono do Campo, para que, ao separar o joio, 
não arranqueis também o trigo”. Mt. 13:29.

Em todas as parábolas sobre o Reino dos Céus é possível notar o amor e a justiça de Deus em operação na vida do homem. Na narrativa do joio no campo de trigo não é diferente. A começar pela qualidade da semente lançada no campo, que é boa e por isso produz frutos de mesma natureza.

O Criador tem amado ao homem desde o Éden, quando tomou a iniciativa de plantar o Jardim para sua habitação (Gn. 2:8). Além da luz, do firmamento e dos astros, da relva e dos animais, Deus soprou vida e concedeu liberdade. Ao escolher comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, o ser criado a imagem e semelhança Divina trouxe a morte (Rm. 5:12), a multiplicação das dores, o suor, a rejeição. Mas Deus não o rejeitou para sempre, pois mesmo após a traição a misericórdia divina ecoou no chamado “onde estás?” e depois das consequências enunciadas, no cuidado em substituir a cinta de folhas de figo por vestes de peles (Gn. 3:9, 21).

Deus não tem prazer na morte do ímpio, mas sim em sua conversão (Ez. 33:11). Nesta convicção é que Paulo escreve a Timóteo incentivando-o a orar por todos os homens, explicando-lhe que o Senhor deseja que todos sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade (1ª Tm. 2:1-4). Deus ama a todos, mas salva alguns. Isso porque mesmo tomando a iniciativa, Ele exige uma resposta afirmativa. É necessário então um aceite recíproco, como aquele ilustrado por Jesus na parábola do filho pródigo, quando o filho arrependido faz um duro percurso de volta até receber o abraço do pai (Lc. 15). Tal ação exemplifica bem a exortação do Senhor através da boca do profeta Jeremias: “Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração” (Jr. 29:13).

Quando o homem arrependido encontra-se com Deus, experimenta uma nova dinâmica neste relacionamento: Torna-se filho (Jo. 1:12), separado pelo selo do Espírito Santo (Ef.1:13, Rm. 8:14), unido às ovelhas de Seu pasto (Jo. 10) e no fim do século será guardado em seu Celeiro (v. 30). Aos que vivem nesta dimensão de amor ao Pai, são prometidas bênçãos espirituais como o perdão de pecados, a vida eterna (I Co. 5:17, Jo. 5:24) e o amparo divino durante as angústias da peregrinação neste mundo (Hb. 13:5 e 6). Ele o livrará das tentações (1 Co. 10:13), capacitará a viver o Seu amor no próximo (I Jo. 4:7), concederá sabedoria do Alto (Tg. 1:5), e nutrirá a alma com uma paz que excede a todo entendimento (Jo. 14:22, Fl. 4:7).

Deus poupa o mundo incrédulo para preservar os que lhe pertencem. Suporta o joio, para não arrancar o trigo. Mas chegará o dia da Ceifa e nele não haverá mais chances de se unir ao trigo. Os ímpios serão lançados na fornalha, mas os justos resplandecerão como o sol, na presença do Pai.

Deus quer cuidar de você. Vá ao Seu encontro e seja colhido como trigo!

Pr. Alex Gadelha

A sabotagem do diabo no Campo de Deus


"O inimigo, que o semeou, é o diabo". Mateus 13:39.

Na parábola do joio no campo de trigo existe um conflito entre o Agricultor e o seu inimigo. Enquanto um ordena a semeadura da boa semente de trigo, o outro sorrateiramente lança a erva daninha na terra. Jesus explicou que Ele mesmo, o Filho do Homem, é o responsável por plantar os filhos do Reino no mundo, enquanto a difusão da semente maligna e invasora é obra do diabo. Esse conflito explícito na ilustração do Mestre representa uma guerra histórica, universal e invisível que acontece entre forças Divinas e potestades espirituais do mal.


A sabotagem de Satanás contra os planos de Deus começou na dimensão celestial, quando seduziu parte dos anjos à rebelião (Jd. 6; 2ª Pd.2:4) e por isso foi lançado na terra. No jardim do Éden, assumiu a sagacidade da serpente e convenceu ao primeiro casal a comerem da árvore do conhecimento do bem e do mal, distorcendo o mandamento do Criador e fomentando a ideia de se tornarem como Deus (Gn. 3:1,5); Semeou discórdia e inveja no coração de Caim até que este assassinasse ao seu irmão (1ª Jo.3:12); A maldade de Caim foi a mesma que alcançou a geração de Noé, causou o dilúvio e a confusão das línguas na Torre de Babel (Gn. 6:5; 11:1-9); Cheio de más intenções, Satanás também disputou com o arcanjo Miguel a respeito do corpo de Moisés (Jd. 1:9); Ele assediou os israelitas desde o Egito à Canaã, tanto as tribos como os reinos, para que adorassem a deuses estranhos, fabricados por mãos e imaginação humanas (Ex. 32, 1º Rs.11); Foi o diabo que intentou contra Jó e foi envergonhado pela sua fé e paciência (Jó 2).

No Novo Testamento, Satanás aparece tentando Jesus no deserto (Mt. 4); seus demônios tomam posse do corpo de pessoas provocando descontrole e agressividade (Mc. 1,23-27; Mt. 17:14-21; Lc 8,26-39) e também concedendo poderes de adivinhação (At. 16:16-18). Ele tentou a Pedro (Mt.16:23); encheu o coração de Ananias e Safira de cobiça (At. 5:1-11); Paulo chama a atenção para o fato de que tem poder para transfigura-se em anjo de luz e seus ministros aparentam ser ministros de justiça (2ª Co. 11:13-15), mas na verdade são promotores do engano e ensinam doutrinas de demônios (1ª Tm. 4:1). No Apocalipse, Satanás estará coordenando a trindade Satânica (Apocalipse 13.13-18) e o seu fim é ser lançado no lago que arde com fogo e enxofre (Ap. 20:10).

Quais as intenções do maligno? Jesus compara-o “a um ladrão, que vem para matar, roubar e destruir” (Jo. 10:10). Pedro escreve que “o diabo, vosso adversário, anda ao derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar (1ª Pe. 5:8). Paulo diz que não se deve ignorar os seus desígnios (2ª Co. 2:10,11), porém, resistir aos seus dardos com o escudo da fé (Ef. 6.16); Tiago orienta não dar espaço, antes resisti-lo a fim de que fuja (Tg.4:7). Como na parábola o inimigo sabota o campo a fim de que ramos de trigo sejam arrancados, no reino espiritual o propósito diabólico é destruir a criatura feita a imagem e semelhança do Criador. O seu ódio contra Deus alimenta a sua ira contra o homem.

Nesse intento, age covardemente, à noite, “pelas costas”, explorando a fraqueza dos que dormem, encobrindo a luz do Evangelho da glória de Cristo, cegando o entendimento dos incrédulos (2ª Co. 4:3, 4). Ele se utiliza de homens maus, que têm aparência de piedade, mas negam o poder de Deus. “Foge também destes”, é o conselho de Paulo (2ª Tm 3:1-9).

O mundo está disseminado de joio plantado pelo diabo. Mas a nossa luta não é contra as pessoas que ele usa, mas sim contra Ele mesmo, que sutilmente planta ideias, promove ações e desejos que contrariam a vontade de Deus para a vida humana. A guerra já foi vencida por Jesus (Rm. 8:31-39), mas enquanto não chegar o desfecho final, teremos de lutar vestidos da armadura concedida por Deus (Ef. 6:10-17).

Pr. Alex Gadelha

A perversidade do joio

"o joio são os filhos do maligno" Mateus 13:39.
 
     Enquanto o trigo foi semeado pelo Dono do Campo, o joio é uma sabotagem do inimigo. Os filhos do Reino produzem atitudes que são frutos da presença Divina em suas vidas, enquanto os filhos do maligno têm impregnado perversidade em suas almas. Cada um reproduz os frutos da semente que está em seu coração (I Jo. 3:7-9). O joio tem amargura e veneno, causa tonturas e náuseas. Foi originado de uma atitude covarde.

     Ao brotar, o joio se entrelaça no trigo. Como numa ilusão de ótica se tornam idênticos quando observados à distância. Mas basta aproximar-se para notar a diferença, pois o joio não consegue sustentar a coerência, logo a constância de suas más ações o entrega. A sua máscara é transparente. Causa escândalos e pratica a iniquidade (v. 41).

     Jesus chamou os fariseus de filhos do diabo, porque assim como em Satanás, existia dentro deles desejo homicida e mentira (Jo. 8:44). Ora, o teste de paternidade espiritual de uma pessoa são os valores, princípios e ações que defende e pratica: “Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: qualquer que não pratica a justiça e não ama a seu irmão não é de Deus” (1ª Jo. 3:10). Enquanto os nascidos de Deus promovem vida em abundância através do amor, os descendentes espirituais do diabo agem como ladrões, focados em matar, roubar e destruir a alegria dos relacionamentos, a saúde do corpo, o descanso da alma (Jo. 10:10).

     O joio põe em risco o trigo. Se não for tratado com cautela, pode levar consigo aquela porção ainda imatura, verde. Por isso é importante nutrir bem a terra com a Palavra da Verdade, a fim de que a boa semente crie forças para apartar-se da erva daninha e brilhar junto aos raios do Sol, refletindo o caráter do Mestre Jesus. Se o trigo não for bem tratado adoece, apodrece, amarga.

      A pessoa-joio aparece no mundo e na igreja fazendo o serviço emperrar, provocando a perda do Alvo, desviando do Caminho. É um embaixador do maligno lançando sementes de amargura com a língua, azedando a doçura do grão que estava a vicejar no coração do pecador arrependido. Como um pouco de fermento faz levedar toda a massa, suas más conversações corrompem os bons costumes (1ª Co. 15:33), seus ensinos deturpam a verdade (2ª Pe. 3:16), fazendo de seus seguidores filhos do inferno duas vezes (Mt. 23:15). São homens maus e enganadores, que irão de mal a pior, enganando e sendo enganados (2ª Tm. 3:13).

      Como tratar o joio? Aquele que estiver na igreja deve ser notado com a exortação de Paulo: “Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais” (1ª Co. 5:11). A intenção não é condená-lo, mas fazê-lo reconhecer-se, instigando-o ao arrependimento e disciplinando-o em amor até que exerça a fé salvadora no Senhor Jesus. O joio que está no mundo deve ser adubado com a Palavra. Evangelizado. Depois, é esperar o milagre da transformação em trigo, da regeneração pelo Espírito Santo. Se isso não acontecer, resta apenas a fornalha.

      O destino do joio, tanto o que está na igreja como no mundo, é o inferno que arde eternamente com fogo e enxofre, onde há choro e ranger de dentes (v. 42). Essa separação definitiva acontecerá na consumação do século, quando os anjos lançarão os filhos do diabo no fogo, enquanto os justos resplandecerão no Reino do Pai Celeste, reluzindo como ramos maduros de trigo em um dia de céu azul.

     Ao fim desta reflexão resta-nos perguntar: Quem é você no mundo? Será que apenas aparenta ser trigo? Na verdade é joio e precisa experimentar a presença de Deus em seus caminhos e na sua mente? (Rm. 12:1, 2). E se és trigo, porque ages como joio? Está na hora de adubar a fé para sarar a alma e produzir nutrientes que alimentem quem estiver por perto. A Ceifa chegará.

Pr. Alex Gadelha

O ser trigo

"...a boa semente são os filhos do reino". Mt. 13:38

      Essência, propriedade e qualidade são três palavras utilizadas para descrever ou explicar uma ideia, uma substância ou um valor impregnado a uma pessoa, objeto ou produto. A qualidade refere-se às expectativas sobre necessidades que são supridas ou não. Por isso, quando julgamos algo como de “boa qualidade” é porque que nos satisfez, conformou-se ou superou àquilo que esperávamos. Quanto maior criticidade ou conhecimento sobre o desejado, maiores as exigências. A resistência ao tempo (durabilidade), a saúde (os nutrientes), a quantidade (raridade/abundância), o conjunto (organização), a agilidade e precisão (destreza e função) são elementos importante nesse tipo de escolha. Propriedade é uma palavra para explicar aquilo que pertence a alguém ou a algo. As propriedades podem ser enfraquecidas, perdidas, adulteradas ou destruídas. Já a palavra essência descreve aquilo que é único, constante e imutável, que não pode ser naturalmente transformado. Por exemplo, cada ser humano possui um cheiro que lhe é próprio, os perfumes apenas se misturam a ele, produzindo uma terceira fragrância. Outro exemplo seria o código genético ou DNA, singular entre os que já passaram e os 7 bilhões que habitam o planeta hoje. 

      Nas parábolas, Jesus usa aspectos físicos da natureza e ações do cotidiano para ensinar princípios espirituais. Na narrativa do joio e do trigo são exploradas as diferenças entre essências e propriedades destes cereais comparando-os a posição dos homens diante de Deus, o Dono do Campo. Enquanto o trigo representa os filhos do Reino, o joio refere-se à descendência do Maligno. Nessa parábola, o que o trigo tem que o joio não tem? A sua origem é Divina, foi o Filho do Homem quem o semeou (v. 36) e sua semente é boa (v.37), consequentemente produz frutos saudáveis.

        Não existe nada mais preciso que revele a essência espiritual, as propriedades de caráter e a qualidade da fé de uma pessoa do que as suas ações. O ser trigo implica em ser nascido do Espírito Santo (Jo. 3:6), habitado (1ª Co. 6:19), selado (Ef. 1:13), guiado (Rm. 8:14), fortalecido (Rm. 8:26), ensinado (Jo. 14:26), transformado por Ele (Tt. 3:4-6). Quem é trigo vivencia eternamente a presença de Deus em seus caminhos. Não há como separar-se dEle, porque está dentro. A Sua fragrância está impregnada nos poros e nas entranhas, nos pensamentos, sentimentos e vontades (2ª Coríntios 2:15). Cristo vive no trigo e o alimenta (Gl. 2:19, 20).

          A essência bem alimentada produz propriedades de caráter indissimuláveis. A principal delas é o amor. Não conforme o mundo, mas segundo Deus. Entre o joio, amar significa não ter limites de justiça, apossar-se do outro, usá-lo a fim de suprir paixões carnais momentâneas, ignorar necessidades sensíveis, utilizar o cuidado como moeda de troca. 

        O amor do trigo é derramado pelo Espírito Santo (Rm. 5:5), tem origem Divina. É um fruto que acopla dentro de si virtudes como alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio (Gl. 5:22, 23). Assim como do trigo literal derivam produtos que alimentam, como farinha, pão, biscoitos, macarrão, os filhos do Reino nutrem a vida dos outros com atitudes, gestos e ensinos que trazem luz, libertação e paz (Mt. 5:13-16).

         E a qualidade do trigo? Depende do cuidado. Por isso, é preciso, com toda diligência, dia após dia, cultivar hábitos que fortaleçam a fé e acrescentem virtudes (2ª Pe. 1:3-11). Leitura e reflexão sobre a Palavra, oração individual e coletiva, comunhão, louvor, serviço e exercício dos dons são práticas que adubam, preservam e nutrem a vida de quem ama a Deus.

     Enquanto vivemos todo esse processo, o Dono do Campo está aguardando o tempo planejado para a Ceifa. Quando chegar, resplandeceremos com a sua luz, porque o veremos como Ele é e seremos semelhantes ao corpo de sua glória (Fl. 3:21).

Para estar no Celeiro de Deus é preciso ser trigo. 


Pr. Alex Gadelha

6 de junho de 2012

Série: Falso ou Verdadeiro? Joio ou Trigo? - INTRODUÇÃO


Os cuidados no julgar
“Queres que vamos e arranquemos o joio?” Mt. 13:28.


Campo de trigo (e de joio)

      Uma das constantes advertências de Jesus diz respeito aos perigos do julgamento precipitado e desmedido. Com base em palavras isoladas do Mestre muitos até defendem uma postura extrema de não julgamento. Usam o “não julgueis para não serdes julgados” (Mt. 7:1) para justificarem certa tolerância ao pecado dos outros ou aos próprios, dependendo dos interesses do momento. O caso da mulher pega em flagrante adultério, aquela do “quem não tiver pecado que atire a primeira pedra”, é outra situação mal interpretada. O problema está em não considerar o contexto desses ensinos, pois se olharmos para o todo dos enunciados entenderemos facilmente que Jesus não está condenando o juízo nem muito menos ignorando o pecado.


       O que o Mestre reprova nestas e em outras passagens é a desmedida do julgamento, o ato hipócrita. Ele explica que a dureza com que desqualificamos os outros revolverá contra nós mesmos (Mt. 7:2). A orientação não é para conivência ao pecado, mas para a consciência daqueles que precisam ser abandonados por quem julga. Nesse assunto também é importante compreender que o perdão está implicado com o esforço de romper o ciclo de erros, com o “vai e não peques mais” (Jo. 8:11).
   
       Para Jesus a nossa atribuição de valor ao outro não deve ser pautada na aparência, mas na reta justiça (Jo 7:24); nos frutos de transformação (Lc. 6:43); na prática do amor (Jo. 13:35). Devem-se considerar esses aspectos da vida, sem esquecer a autocrítica, o julgar a si mesmo.
 
       Um julgamento precipitado e sem misericórdia seduz, ao mesmo tempo em que destrói. Os fariseus de tanto apontarem os pecados dos outros, criaram uma casca religiosa para esconderem a podridão de suas almas. O senso de superioridade estava fundamentado no rigor do cumprimento das práticas rituais de sua religião. A parábola do fariseu e do publicano explicita muito bem tal concepção (Lc. 18:9-18). Mas diferente dos homens, Jesus vê o miolo, o coração distante de Deus (Mt.15:8). Por isso, foram tenazmente condenados, convocados ao arrependimento e duramente repreendidos através de princípios que contrariavam qualquer senso de meritocracia (Mt. 21:31).


      Para não incorrer no pecado dos fariseus (julgarem a si mesmos superiores), é necessário um rigoroso senso de vigilância. Isso implica em ouvir os ensinos de Jesus pensando em como aplicá-los na própria vida. Olhar para as próprias atitudes, medi-las pela Palavra, conformá-las ao Seu Exemplo. Quando focamos nos deslizes e pecados alheios, esquecemos a nós mesmos. E quando isso acontece nos tornamos especialistas em orgulho, preguiça, avareza, impureza, maldade e falsidade dos outros, dependentes da desgraça alheia para alimentar um sentimento doentio de jactância.


      O Justo Juiz é quem pode fazer com precisão a distinção entre os homens. Na sua mensagem classifica-os em dois grupos antagônicos: os filhos da luz e os filhos das trevas. Em natureza todos são iguais, “porque todos pecaram e carecem da glória de Deus”, mas é na relação com o Criador que reside a diferença. A separação se dá a partir das decisões a respeito da adoração e da obediência a Deus. Ele procura adoradores que o adorem em espírito e em verdade (Jo. 4:23, e 24). Eles estão no campo, próximos ao joio, visualmente confundíveis, mas distintos em ações.

         Na Parábola do Joio e do Trigo há um desejo avassalador dos servos em arrancar a erva daninha. O Agricultor prudentemente os aconselhou a esperar a ceifa. Com o tempo o processo de maturação torna o trigo viçoso e apesar da semelhança, é possível extrair o joio e queimá-lo. Enquanto este traz escândalos e pratica a iniquidade, o trigo alimenta a alma com o pão da vida, a palavra pregada e vivida, pensamentos e atitudes em conformidade com o amor de Jesus Cristo.

Na natureza é impossível transformar joio em trigo, mas no reino espiritual Deus tem esse poder. Por isso, é preciso moderação e paciência no trato com pessoas que julgamos irremediáveis, incorrigíveis ou incuráveis. Enquanto estiverem no campo, dividindo o mesmo mundo, haverão de ser suportadas e amadas, com a mesma misericórdia e amor que Jesus derrama sobre nós diariamente. Serão exortados, repreendidos, disciplinados, adubados com Palavra de Deus, o Evangelho de Jesus. E dependendo da reação, serão colhidos e unidos ao trigo no Celeiro Celestial.        
           
Pr. Alex Gadelha

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