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28 de fevereiro de 2011

Recomeçar

Você já desejou apagar vivências do passado e escrever novas páginas em sua história? Se pudesse começar tudo de novo, quais oportunidades abraçaria e quais escolhas faria diferente? Muitos de nós teríamos uma imensa lista de boas oportunidades que deixamos escapar e de más ações que poderíamos evitar. Mas como não existem máquinas do tempo, não há como voltar ao passado e viver tudo de novo. Porém,  algo melhor pode ser feito. É que podemos construir no presente um futuro incomparavelmente melhor do que o passado. E nesta construção, os erros de outrora devem nos servir apenas como referência daquilo a ser evitado.
O segredo para se construir um presente seguro e um futuro sem mácula está no fundamento, naquilo que nos serve de motivação ou base de ações. Sentimentos de culpa, rancor e raiva, medo, ambição por riquezas ou a necessidade da aprovação alheia são alicerces frágeis que cedo ou tarde vão desmoronar sob nossos pés. Não é prudente construir sobre a areia, nem é sábio dizer que “os dias passados foram melhores do que estes” (Ec. 7:10, Mt.7:24-29). A mais excelente pedra de sustentação que podemos escolher é o amor e devoção a Jesus Cristo. Ele é uma fonte que jorra para a vida eterna, o mais potente gerador de mudanças. NEle podemos superar traumas e deslizes, pois é “um especialista em dar às pessoas um novo começo”.
Diferente do homem, Deus é um ser que exerce misericórdia em abundância. Enquanto somos tendenciosos a tratar os erros dos outros com intensa crueldade, o Senhor é rico em perdoar e atua para libertar nossa consciência, livrando-nos da culpa, cobrindo iniqüidades e lançando no mar do esquecimento os nossos pecados (Sl. 32). Jesus exprimiu o seu intenso desejo de dar as pessoas uma nova chance para recomeçar de forma correta, da maneira que agrada ao Pai. Durante o seu percurso na terra encontrou pessoas feridas por si mesmos, pelas circunstâncias e pela sociedade em que viviam. Foram adúlteros, ladrões, prostitutas, beberrões, viúvas, órfãos, endemoniados, leprosos e tantas outras pessoas sem esperança, que acreditavam estarem destinadas a eterna miséria, dor e sofrimento. Mas o encontro com Jesus mudou a forma de perceber a vida de todos aqueles que deram ouvidos às suas palavras e seguiram os seus passos. Foi assim com Pedro e os demais discípulos, com Nicodemos, com a mulher samaritana, com Maria Madalena, com Zaqueu, a estrangeira das migalhas de pão, o endemoniado gadareno, com Paulo e tanto outros nomes que recomeçaram suas vidas após conhecerem a Cristo. Reconquistaram sua dignidade, influenciaram parentes e amigos, adquiriram sabedoria do Alto e promoveram festas angelicais através do arrependimento.
A mensagem do Evangelho sempre foi uma mensagem de recomeço, de perdão de pecados e regeneração. Na conversão está explícito uma história de transformação de quem abraça a fé em Jesus. No entanto, não devemos nos acomodar no primeiro passo de fé, é preciso entender que o nosso “recomeço” espiritual deve ser contínuo, a cada dia precisamos vigiar para não sermos pegos pelas garras do passado (Hb. 12:1). Temos de ficar atentos porque neste processo de renovação espiritual ainda corremos o risco de parar de crescer, de regredir e de limitar a atuação do Espírito. Algumas precauções:
1. Não permita o tempo usurpar o desejo de recomeçar. Nunca é tarde para voltar ao primeiro amor;
2. Depois de crentes ainda precisamos praticar o arrependimento;
3. Destruir para reconstruir. Qualquer reforma começa com a demolição daquilo que não será mais utilizado.
4. Hoje é tempo de recomeçar, não deixe para “qualquer dia desses”.

Deus está dando hoje a oportunidade de recomeçar a sua vida ao lado dEle. Não jogue fora a oportunidade. Entregue seu passado, seu presente e seu futuro a Jesus, não seja escravo dos erros de outrora nem da ansiedade pelo amanhã. Escolha ser fiel e empenhado na obra de Deus. Chegue mais próximo de Jesus e experimente um feliz recomeço. 

Pr. Alex Gadelha


23 de fevereiro de 2011

Comunicação na Família


 “A morte e a vida estão no poder da língua; o que a bem utiliza come de seu fruto”
Pv. 18:21.

Falar de relacionamentos é falar de comunicação, e falar de comunicação é falar do bom uso das palavras visando a compreensão mútua. A moderação nas palavras é essencial em todas as esferas da vida em sociedade, seja no círculo de amigos, na escola, nos negócios, nas reuniões da Igreja e principalmente entre a família. Entre os nossos soltamos a língua, nos sentimos desinibidos, livres, sem reservas. Na verdade, a esfera familiar é o local onde nos despimos de todas as máscaras que porventura possamos usar.
Israel Belo de Azevedo no livro “O Mito da Família Perfeita” descreve situações cotidianas e princípios espirituais para um bom convívio em família. No capítulo 10: “A Vida como um Encontro” fala de duas realidades existentes no relacionamento familiar:
“Na família, podem ocorrer duas situações: Ás vezes, a gente pede um ao outro: Fala, por favor! O inverso pode ser verdadeiro: Cala essa boca, pelo menos por um momento! Quem já não participou de um diálogo desses? Em um caso, reina o silêncio. No outro, impera o excesso de palavras. A família é o lugar onde as pessoas se ajudam. Por isso, quem não fala precisa saber que, se não falar, nunca será ajudado e nunca ajudará. Quem fala demais precisa saber que, agindo assim, nunca será ajudado e nunca ajudará” (pg. 87).
Nem a tagarelice nem o rígido silêncio ajudam a comunicação dentro de nosso lar.  A moderação nas palavras é um conselho constante da Palavra de Deus, Ele sabe da nossa necessidade de controlar a língua. A regra é: Fale quando necessário e cale-se nos momentos de efervescência emocional. 
Gary Chapman, em “As Cinco Linguagens do Amor”, focaliza a necessidade de palavras encorajadoras, bondosas e humildes. Segundo ele, encorajar não significa pressionar o seu cônjuge ou filhos a fazer aquilo que você quer que eles realizem. “Encorajamento requer empatia que nos leva a enxergar o mundo segundo a perspectiva do outro. Devemos, em primeiro lugar, procurar saber o que é importante para ele” e depois, animá-lo para a conquista. Pv. 12:25: “A ansiedade no coração do homem o abate, mas a boa palavra o alegra”.
Seja grácil no falar. Elogios podem soar como sarcasmo, desdém e até agressão, dependendo de como são pronunciados. Precisamos aprender a falar com graça, de tal forma que inspire amor entre os da nossa família. Pv. 16:24: “Palavras agradáveis são como favo de mel: doces para a alma e medicina para o corpo”.
Outro ponto importante é a humildade. “Se expressarmos nossos desejos como ordens, eliminamos as possibilidades da intimidade e afugentamos o cônjuge e os filhos”. Um pedido afirma a capacidade do outro, faz entender que pode fazer algo significativo ou valioso para nós. (Mt. 7:12).
LEMBRE-SE: “Seus maiores triunfos e seus maiores arrependimentos virão das coisas que você pensa, faz e diz – não das circunstâncias que a vida lhe apresenta”. Por isso, se esforce por ter uma boa comunicação dentro e fora do seu lar. 
                                                                                                               Pr. Alex Gadelha

18 de fevereiro de 2011

O que é a Fé: Uma análise de Hebreus 11:1


"Ora, a fé é a certeza das cousas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem".

 
É bom estudar os detalhes de um texto, principalmente quando este faz parte do Livro inspirado por Deus, a Bíblia. De apenas um versículo podemos extrair e aplicar lições doutrinárias, repreensivas, corretivas e educativas. Analisando o primeiro verso do capítulo da fé (Hebreus 11), encontramos a melhor definição do que seja a fé. Vamos analisar este versículo em seus pormenores:

I. "A FÉ", do heb. Heemim; do gr. Pistis; do lat. Fides. Na sua etimologia parece significar "constranger", no sentido da necessidade que o homem tem em depositá-la em Deus. Vejamos outras descrições do que seja a fé:
·       Firme persuasão, convicção baseada no ouvir.
·       Firme convicção produzida de uma completa revelação de Deus da verdade.
·       Rendição pessoal a Deus, com uma conduta motivada por tal rendição (II Co. 5:7).
·       Fé e obediência andam juntas (Tg. 2: 18-20). 
As definições acima enfatizam a fé como derivada do conhecimento da revelação divina. O apostolo Paulo escreve: "Porque a fé vem pelo ouvir e o ouvir a palavra de Deus" Rm. 10:17. O conhecimento da Palavra faz germinar a fé genuína no coração do homem. Quanto mais conhecemos a Palavra, mais conhecemos a Deus e mais fé temos nEle.

II. "É A CERTEZA", certeza é conhecimento seguro de algo.  

III. "DE COUSAS QUE SE ESPERAM", refere-se às promessas de Deus no futuro, seja longínquo ou próximo. Fé é estar confiante em receber de Deus todas as suas promessas. Tal confiança nos faz descansar nEle, sabendo que o cumprimento das promessas pode demorar, mas inevitavelmente se efetuará. Podemos esperar seguros em tudo o que Deus esta guardando para nós.

IV. "A CONVICÇÃO". Convicção é certeza adquirida por demonstração. A demonstração do poder de Deus em Jesus Cristo na sua encarnação, morte, ressurreição e ascensão aos céus; como também na transformação que Ele realiza na vida daqueles que o confessam como Dono de suas vidas. Outra definição:
·        "Persuasão íntima": Crê com o coração (o coração é usado figuradamente na Bíblia como sendo o centro das decisões do homem. Crer com o coração envolve o intelecto, as emoções e a vontade).  Rm. 10:10.


V. "DE FATOS QUE NÃO SE VÊEM", Estes "fatos" mencionados na definição da fé em Hebreus 11:1 incluem o passado, presente e futuro:

Fatos do Passado como a criação do mundo e do homem, o dilúvio, a história do povo de Israel, a encarnação do Verbo, seu nascimento virginal, seus milagres, sabedoria, sofrimento, morte na cruz, ressurreição e ascensão aos céus. Não presenciamos estes "fatos" visivelmente, mas temos convicção que são verdadeiros. Isto é fé. 

Fatos do Presente: O Espírito Santo habitando em nossos corpos, a voz de Deus através das Escrituras, a certeza de que Deus nos escuta, nossa regeneração, justificação, redenção, remissão, adoção e posição de santos diante de Deus são acontecimentos invisíveis do presente aceitos pela fé. 

Fatos do Futuro: Acontecimentos escatológicos como a 2º vinda de Cristo, o arrebatamento, o encontro nos ares com Cristo, a transformação de nossos corpos corruptíveis, as Bodas do Cordeiro, a Grande Tribulação, o Reino Milenar de Cristo, a Cidade Santa, a destruição deste mundo, os Novos Céus e Nova Terra, o Julgamento Final, a Vida Eterna habitando na presença de Deus, etc. são fatos futuros críveis pela fé.

CONCLUSÃO

É importante conhecer a fé para que possamos examinar a nós mesmos.
É importante conhecer a fé para discernimos as suas imitações.
É importante conhecer a fé para que possamos nos aproximar de Deus sabiamente.


"De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam". Hb.11:6.



Alex Gadelha

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