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23 de fevereiro de 2011

Comunicação na Família


 “A morte e a vida estão no poder da língua; o que a bem utiliza come de seu fruto”
Pv. 18:21.

Falar de relacionamentos é falar de comunicação, e falar de comunicação é falar do bom uso das palavras visando a compreensão mútua. A moderação nas palavras é essencial em todas as esferas da vida em sociedade, seja no círculo de amigos, na escola, nos negócios, nas reuniões da Igreja e principalmente entre a família. Entre os nossos soltamos a língua, nos sentimos desinibidos, livres, sem reservas. Na verdade, a esfera familiar é o local onde nos despimos de todas as máscaras que porventura possamos usar.
Israel Belo de Azevedo no livro “O Mito da Família Perfeita” descreve situações cotidianas e princípios espirituais para um bom convívio em família. No capítulo 10: “A Vida como um Encontro” fala de duas realidades existentes no relacionamento familiar:
“Na família, podem ocorrer duas situações: Ás vezes, a gente pede um ao outro: Fala, por favor! O inverso pode ser verdadeiro: Cala essa boca, pelo menos por um momento! Quem já não participou de um diálogo desses? Em um caso, reina o silêncio. No outro, impera o excesso de palavras. A família é o lugar onde as pessoas se ajudam. Por isso, quem não fala precisa saber que, se não falar, nunca será ajudado e nunca ajudará. Quem fala demais precisa saber que, agindo assim, nunca será ajudado e nunca ajudará” (pg. 87).
Nem a tagarelice nem o rígido silêncio ajudam a comunicação dentro de nosso lar.  A moderação nas palavras é um conselho constante da Palavra de Deus, Ele sabe da nossa necessidade de controlar a língua. A regra é: Fale quando necessário e cale-se nos momentos de efervescência emocional. 
Gary Chapman, em “As Cinco Linguagens do Amor”, focaliza a necessidade de palavras encorajadoras, bondosas e humildes. Segundo ele, encorajar não significa pressionar o seu cônjuge ou filhos a fazer aquilo que você quer que eles realizem. “Encorajamento requer empatia que nos leva a enxergar o mundo segundo a perspectiva do outro. Devemos, em primeiro lugar, procurar saber o que é importante para ele” e depois, animá-lo para a conquista. Pv. 12:25: “A ansiedade no coração do homem o abate, mas a boa palavra o alegra”.
Seja grácil no falar. Elogios podem soar como sarcasmo, desdém e até agressão, dependendo de como são pronunciados. Precisamos aprender a falar com graça, de tal forma que inspire amor entre os da nossa família. Pv. 16:24: “Palavras agradáveis são como favo de mel: doces para a alma e medicina para o corpo”.
Outro ponto importante é a humildade. “Se expressarmos nossos desejos como ordens, eliminamos as possibilidades da intimidade e afugentamos o cônjuge e os filhos”. Um pedido afirma a capacidade do outro, faz entender que pode fazer algo significativo ou valioso para nós. (Mt. 7:12).
LEMBRE-SE: “Seus maiores triunfos e seus maiores arrependimentos virão das coisas que você pensa, faz e diz – não das circunstâncias que a vida lhe apresenta”. Por isso, se esforce por ter uma boa comunicação dentro e fora do seu lar. 
                                                                                                               Pr. Alex Gadelha

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