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31 de agosto de 2011

“Sabe, e vê, que mau e quão amargo é deixares o SENHOR teu Deus”

Jeremias 2:1-19.


           Jeremias foi um jovem profeta constituído por Deus com a missão de pregar aos rebeldes de Israel e às nações vizinhas. O conteúdo de suas palavras consistia na sentença de Deus “sobre as nações e sobre os reinos, para arrancares e derribares, para destruíres e arruinares e também para edificares e plantares”. 
            As palavras que o Senhor colocou em sua boca foram de destruição mais que de prosperidade. 

           POR QUE A MENSAGEM DE JEREMIAS FOI TÃO ÁSPERA?

             O passado de Israel: Israel era uma nação afeiçoada por Deus, seu amor era como o de uma noiva; empenhava-se em seguí-lO mesmo em meio a um deserto, “em uma terra que não se semeia”. Era consagrada ao Senhor, as primícias da sua colheita. Estabelecida sob o escudo de Deus. (Jr.2:2, 3).

             A traição: Traição, “Ato de ruptura de uma promessa, de um compromisso, 
de uma aliança; quebra da lealdade e fidelidade”. Israel despedaçou a aliança feita com Deus. Correram atrás da nulidade dos ídolos e se tornaram nulos eles mesmos (Vs. 4, 5).

             O Senhor quer uma resposta: “Que injustiça acharam vossos pais em mim?” Por que nem sequer perguntaram: “onde está o Senhor que nos fez subir da terra do Egito?” (vs. 6). 
          O Senhor foi quem os introduziu “em uma terra fértil, para que comêsseis o seu fruto e o seu bem” (vs. 7). No entanto, os israelitas contaminaram e abominaram sua herança; os sacerdotes esqueceram o SENHOR, os pastores (reis) faltaram com o dever de estabelecer justiça e os profetas profetizaram por Baal, tornando-se inúteis (vs. 8).

Eis o porquê da mensagem do profeta ser mais enfática nos castigos do que nas bençãos: 

“... o meu povo trocou a sua Glória por aquilo que não é de nenhum proveito. Espantai-vos disto, ó céus, e horrorizai-vos! Ficai estupefatos, diz o Senhor. Porque dois males cometeu o meu povo”:

1º.  “A mim me deixaram, o manancial de águas vivas,...”.

2º.  “E cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retém as águas”. (vs. 11-13).

         Em uma terra desértica trocar um manancial de águas cristalinas por uma cisterna rota, é um absurdo! “As cisternas consistia em reservatórios cobertos, escavados na terra ou na rocha, para onde escorria o excesso das águas da chuva, das fontes ou dos riachos, que eram para ali canalizadas e guardadas. Como as chuvas eram raras entre maio e setembro na Palestina, as cisternas tornavam-se o principal meio de se contar com um bom suprimento de água, naqueles meses”. Se suas paredes se fendessem, acumular-se-ia mais lama do que água e assim estaria morta, inutilizada. Já um manancial em uma terra tão árida era raríssimo, dele brotava incessantemente água límpida e abundante.

          Usando esta metáfora, o Senhor quis mostrar a seu povo que eles trocaram, como muitos hoje fazem, Sua segurança e proteção por cousas inseguras, terrenas e passageiras. As conseqüências vieram, “os leões novos” (os assírios), escravizaram o povo, devastaram os campos, queimaram as cidades e esvaziaram Jerusalém. Os egípcios também os exploraram (vs. 14 – 16). 
         
          Por que tamanha tragédia? Porque deixaram o Senhor quando este o guiava pelo caminho, porque fizeram aliança com nações idólatras (vs. 17, 18). Confiaram no braço do homem, faltaram com a confiança no Senhor (17:5-8).

           “Um povo que se esqueça do Senhor conhecerá o mal e a amargura (vs. 19). Pois o bem-estar de um povo está fundamentado em seu relacionamento com o Deus vivo. Quando as alianças desse relacionamento são quebradas, o declínio torna-se inevitável” (Stanley R. Hopper).

Pr. Alex Gadelha  

22 de agosto de 2011

Como Recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai NEle


 Cl. 2:6-15
  
          Paulo vivia uma grande luta de intercessão a favor dos colossenses: Ele intercedia pedindo consolo, amor e riqueza da forte convicção do entendimento para aqueles irmãos. Falou de Cristo como aquele “em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos” e advertiu quanto o engano dos raciocínios falazes que tentavam negar esta verdade. Embora Paulo estivesse ausente no corpo, em espírito estava com eles, alegrando-se e verificando a firmeza de sua fé.
          Com o mesmo zelo, Paulo apela para a memória dos colossenses exortando a andarem em Jesus da mesma forma como o receberam e foram inicialmente instruídos.  Quando os colossenses receberam ao Senhor estavam enraizados nele, construíam suas vidas sobre ele e tinham sua fé confirmada. A gratidão seria uma forma de continuarem crescendo (v. 6, 7). 
        A constância na fé era e ainda é uma das maiores dificuldades dos cristãos, o comum é observarmos crentes com uma vida de altos e baixos, dúvidas e certezas, perdas e ganhos, avanços e recuos, cai aqui, levanta acolá, o que pode se tornar um ciclo vicioso que impede o  crescimento (Hb. 12:1b). Os ingredientes para uma vida de progresso espiritual já sabemos: conhecimento, confiança e obediência. O que falta para muitos é aplicá-los no dia a dia. E isso requer esforço de nossa parte.
         A questão doutrinária estava em foco aqui e Paulo, pela segunda vez (1:13-23), enfatiza a verdade sobre a Pessoa de Cristo. Depois de adverti-los a não caírem na armadilha de filosofias e de vãs sutilezas, fundamentadas na tradição dos homens, nos rudimentos do mundo e não nos ensinos de Cristo (v. 8), volta a falar da excelência do Filho de Deus:
-    Nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade. Ele é Deus (v. 9);
-    Nele somos aperfeiçoados; Ele é o cabeça de todo principado e potestade (v. 10);
-    Nele firmamos um pacto com Deus - circuncisão de Cristo (v.11);
-  Através do batismo fomos simbolicamente sepultados e ressurretos com ele mediante a nossa fé no poder de Deus (v. 12);
-    Ele nos deu vida, perdoando todos os nossos pecados (v. 13);
-    Cancelou nossa dívida – devíamos algo que nos prejudicava e que não tínhamos condição de pagar pela obediência às ordenanças da lei. Ele cravou nossa dívida na cruz, o preço foi a sua vida (v. 14).
-    Com sua morte na cruz e sua ressurreição, Jesus triunfou sobre o império das trevas, envergonhando os principados e potestades do mal (v.15).
         Na carta aos Colossenses, Paulo nos ensina o caminho para sair do labirinto das heresias e das contradições religiosas: O caminho é Cristo. “Para entender a verdade e evitar a confusão precisamos ter uma forte convicção de sua Supremacia". Jesus está acima de tudo. “Qualquer busca da verdade, do entendimento, ou do crescimento espiritual fora de Cristo com certeza vai falhar”. “O conhecimento de Jesus é a base para o discernimento”.
         Não podemos negligenciar o estudo da Pessoa de Jesus, pois Ele é o ponto fundamental da nossa fé. Quando seitas e religiões negam a sua divindade ou menosprezam a sua grandeza trazem condenação sobre si mesmas. A nossa adoração, nossas orações, devoção, obediência e consagração pertencem exclusivamente a Jesus, nada deve ocupar o lugar que pertence somente a Ele. A Ele, pois, a Glória eternamente! Amém.

Pr. Alex Gadelha

13 de agosto de 2011

O Homem Natural, o Espiritual e o Carnal




          Afirmamos e cremos que somente aquele que tem o Espírito de Deus pode entender as coisas de Deus. Paulo usou a analogia do espírito humano para explicar isto. Ele disse que assim como apenas o espírito do homem conhece as coisas do homem, “assim, também as cousas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus”, isto porque “o Espírito a todas as cousas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus (1ª Co. 2:10, 11).
         Segundo a Palavra, nós temos o Espírito de Deus e este tem nos revelado a sabedoria de Deus e ensinado o conhecimento que nos foi dado gratuitamente por Ele (vs. 12). É uma espécie de conhecimento que não se conquista nas universidades nem na escola da vida, pois é algo ensinado pelo Espírito Santo, que nos capacita a conferir coisas espirituais com espirituais (v. 13). 
         Então surgem perguntas: Por que muitos crentes não entendem a Palavra de Deus? Por que ainda escutamos absurdos vindos de crentes velhos na fé? Irmãos que deveriam ser mestres e ainda são meninos na Palavra? No mesmo texto da Carta, Paulo aponta três tipos de pessoas existentes na Igreja: O homem natural, o homem espiritual e o homem carnal.
          “O homem natural não aceita as cousas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (v.14). O homem natural é o não convertido, que pode está entre a igreja, mas não entende o significado real de ser cristão. Para ele a igreja é uma organização social, um lugar de lazer ou de rituais religiosos e a vida cristã é encarada à quatro paredes. Não evangeliza, não contribui, nem sente o peso do pecado. É um incrédulo de coração endurecido. Dentro da congregação dos salvos, mas condenado ao inferno. 
     O homem espiritual, à medida do tempo, vai adquirindo discernimento e mergulhando nas profundezas de Deus. Os seus pensamentos e sentimentos resultam em um comportamento de temor e obediência à Palavra de Deus. Ele tem a capacidade de julgar situações e saberes, e ser respeitado nos seus julgamentos.
          No capítulo 3, Paulo se refere aos coríntios como “a carnais, como a crianças em Cristo” (v.1). Os coríntios são exemplos da terceira espécie de crentes: os carnais ou infantis. Em Corinto os problemas eram vários: contendas, impureza, litígio entre irmãos, idolatria e vã glória. Estes irmãos eram salvos, mas confusos quanto às cousas de Deus devido à vida de pecado. O Espírito Santo em um crente carnal está aceso na intensidade de uma vela, por isso pouco ilumina.
         Tanto o homem natural como o crente carnal pode vir a ser um homem espiritual. Para isso, ambos precisam se debruçar sobre a Palavra de Deus e vivê-la intensamente. O homem natural pode se tornar filho de Deus e ser cheio do Espírito e o crente carnal, ou infantil, pode reascender o Espírito e continuar desenvolvendo a mente de Cristo.

Pr. Alex Gadelha

8 de agosto de 2011

EXORTAÇÃO PARA CRESCER NA ORAÇÃO


                      
 “O que exorta faça-o com dedicação” (Rm. 12:8). A palavra grega para exortação tem em si a mesma raiz de um dos títulos do Espírito Santo: O “parakletos”, que significa consolador, ajudador ou advogado. Paraklesis é a palavra usada para exortação no português e significa “chamada”, “ordem”, “consolo”, “exortação”. Exortação é um dom de Deus, visando o despertar e consolo dos crentes que formam a Igreja do Senhor. Exortar é chamar ou até mesmo ordenar ao crescimento e solidificação da fé através do ensino; é servir como apoio didático.

Exortação para Crescer na Oração: “Se quisermos conhecer uma pessoa não devemos perguntar o que ela faz e sim o que ela mais ama” (Agostinho). 

A oração inclui: Falar com Deus; Prestar-lhe adoração; Apresentar-lhe petições; Confissão de pecados; e intercessão por outros. A oração deve priorizar elementos espirituais, no entanto, o que temos vivido?
Oração consumista: Quando somente pedimos; ausência de palavras de gratidão e louvor pelos atributos de Deus; Oração materialista: Buscando o reino material; inversão de valores: o ter em lugar do ser.

JESUS: NOSSO MAIOR EXEMPLO DE PRÁTICA DE ORAÇÃO: “Ele se retirava para lugares solitários e orava”. Lc. 5:16. “Tendo-se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto e ali orava”. Mc. 1:35. “Naqueles dias, retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus”. Lc. 6:12. “Cerca de oito dias depois de proferidas estas palavras, tomando consigo a Pedro, João e Tiago, subiu ao monte com o propósito de orar”. Lc. 9: 28. “Tendo Jesus falado estas coisas, levantou os olhos ao céu e disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que o Filho te glorifique a ti”.  Jo. 17:1.

Orou ao ser batizado; Lc. 3:21.
Orou para escolher os seus discípulos; Lc. 6:12.
Ensinou seus discípulos a orar; Mt. 6:5-15. 
Ensinou-lhes a eficácia oração com fé e advertiu-lhes sobre obstáculos da oração; Mc. 11:20-26.
Orou do cair da tarde à quarta vigília (entre 3h e 6h da manhã); Mt. 14:23.
Orou impondo suas mãos sobre crianças; Mt. 19:13.
Orou na companhia de três de seus discípulos; Lc. 9:28.
Orou intercedendo pelos discípulos do presente e do futuro; Jo. 17:20.
Orou dando graças antes da última ceia; Lc. 22:19.
Orou para fortalecer a fé de Pedro. Lc. 22:32.
Orou três vezes para suportar a agonia no Getsêmani; Lc. 22:39-46.
Orou nos últimos momentos da crucificação; Lc. 23:34.

Jesus, o Mestre da Oração nos dá o exemplo e nos exorta a estar em constante comunhão com Deus para suportar as dificuldades neste século e formar um caráter santo, firme e maduro. “Vigiai e orai!” é a sua ordem, que possamos romper com o superficialismo espiritual no qual muitos estão mergulhados. Que Deus nos ensine a orar como convém, que Ele nos deixe cônscios de que uma vida cristã sem oração é uma vida medíocre, estática e frágil. A oração fortalece a fé, por isso, “orai sem cessar”.


Pr. Alex Gadelha 

4 de agosto de 2011

DUAS LÓGICAS EM EFÉSIOS 4:17-24



            No capítulo 04 de Efésios, além de tratar sobre a unidade da fé e do ministério dos santos, Paulo fala da nova vida em Cristo, listando pecados que precisam ser abandonados e virtudes que devem ser cultivadas. No texto de Ef. 4:17-24 podemos entender duas lógicas: A da compreensão e do comportamento que os gentios têm em relação a Deus e a que Ele espera que desenvolvamos como novas criaturas.
            O apóstolo enfatiza nestes versículos a importância do pensamento sobre assuntos espirituais, ou seja, a necessidade de ter uma mente transformada para compreender a Deus e sua vontade. Observe as expressões usadas por ele para contrastar a mente do velho homem e a do novo:

A MENTE DO VELHO HOMEM:

·       “Vaidade dos seus próprios pensamentos” (v.17).
·       “Obscurecidos de entendimento” (v. 18a).
·       “Alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem” (v.18b).
·       “Dureza do seu coração” (v.18c).
·       “Se corrompe segundo as concupiscências do engano” (v. 22).

A MENTE DO NOVO HOMEM:

  • ·      “Não foi assim (como os gentios depravados) que aprendestes a Cristo” (v.20).
  • ·       “O tendes ouvido e nele fostes instruídos” (v.21).
  • ·       “Vos renoveis no espírito do vosso entendimento” (v.23)
  • ·       “O novo homem criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade” (v.24).

            As descrições acima mostram o foco da discussão, que é a necessidade de uma nova compreensão em Cristo. O apóstolo ainda deixa claro que o fato dos gentios estarem alheios à vida de Deus faz com que se tornem insensíveis, perdendo assim a razão e o sentimento que alerta sobre o pecado. Esta falta de conhecimento e de sensibilidade produz um comportamento desviante da verdade, onde os homens se entregam a perversão dos bons costumes e cometem incontrolavelmente toda sorte de impurezas. Essa é a lógica do pecado:

Falta de Conhecimento–> Insensibilidade ao Pecado–> Comportamento Desviante.

            Para os novos crentes de Éfeso, Paulo afirma que se eles ouviram e assimilaram a verdade que foi ensinada em Jesus, não deveriam seguir a lógica de pecado. A exortação é para que os crentes arranquem de si a forma de pensar e agir do passado, do velho homem que é corrompido pela sedução do engano. A renovação começa no “espírito da nossa mente”.
            É a partir do conhecimento da verdade que somos revestidos do novo homem, criado por Deus em justiça e santidade. Eis a lógica do novo homem em Cristo: 

Conhecimento de Deus -> Vigilância  contra o Pecado -> Santidade.

            Na conclusão do capítulo e no restante da carta podemos conferir exortações práticas para os cristãos. Exortações que envolvem não apenas o pensamento, mas também a boca que deve preferir a verdade e usar palavras de edificação; o temperamento controlado; a batalha contra o diabo; as mãos que precisam trabalhar; sentimentos saudáveis e relacionamentos uns com os outros.
            Duas lógicas em Efésios 4:17-24. Qual delas você está seguindo?

Pr. Alex Gadelha.

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