Pesquisar este blog

24 de janeiro de 2008

Até quando gritarei violência? (vídeo)

“Ai daquele que dá ao seu companheiro bebida misturada com drogas!”

O profeta Habacuque mostra sua perplexidade ao presenciar a multiplicação da maldade de seu tempo. O seu espírito indignou-se ao ver o predomínio da iniqüidade, opressão, destruição, violência, contendas, litígios e frouxidão da lei. Por que tudo isso? Por que Deus não age e pune os que fazem o mal? "Até quando, SENHOR, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás?" Este mensageiro divino é um daqueles poucos homens a quem se pode atribuir a prática da 4ª bem aventurança. Aquela que chama de "bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos” (Mt. 5:6).

O desejo de ver a justiça prevalecer fez o profeta arrazoar com Deus à procura de respostas que abrandassem a sua inquietação. E o Senhor revelou que Sua justiça prevaleceria contra os que praticam o mal. Os cinco ais do juízo de Deus contra os caldeus são sentenças que servem como exemplo da ira de Deus sobre os que perpetram a violência (Hb. 2:6-17). Eles mostram o lado vingativo do Criador sobre os que maltratam suas criaturas.

Dentre as sentenças enunciadas, existe a advertência aos que zombam e escravizam através das drogas: “Ai daquele que dá ao seu companheiro bebida misturada com drogas!” (Hb. 2:15). O consumo de tóxicos e entorpecentes constitui um dos grandes problemas sociais que enfrentamos no dia a dia. Testemunhamos desde governos paralelos presididos por traficantes à famílias destroçadas pelo vício. O texto profético mostra que o álcool, ou qualquer outra substância consumida de forma viciosa, é um agente de humilhação. Humilha porque distorce os pensamentos, as emoções e as ações de quem a consome. A droga faz o seu usuário de palhaço e aquele que vende contempla as vergonhas do que compra. O dominador zomba da desgraça do dominado.

Por que o homem procura refúgio neste labirinto? Logo o homem que foi feito por Deus coroado de glória e de honra (Sl. 8:3-5). Os especialistas respondem que os tipos de drogas consumidas no mundo são de caráter estimulante, depressor e perturbador. O primeiro tipo excita à confiança em si mesmo, o segundo deprime a atividade cerebral deixando alheios à vida, o terceiro aprisiona na caverna psicodélica das alucinações e dos delírios. Ambos revelam a dificuldade humana em lidar com os conflitos do mundo real e consigo mesmo. Entre essas dificuldades incluem-se desajustes familiares, complexos psicológicos (inferioridade/superioridade), más influências, ociosidade, solidão, medo, falta de rumo, etc.

Todos esses problemas são reflexos do pecado que habita a natureza humana. Como disse Jesus: “O que sai do homem, isso é o que o contamina. Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem” (Mc. 7:20-23). Não é a maconha, a cocaína, o crack ou o álcool que sujam o coração humano. Eles fermentam aquilo que já está dentro. O homem é depravado por natureza e quando vive distante de Deus se torna ainda mais imundo e autodestrutivo. Isso é motivo suficiente para não provocar o monstro que habita dentro de si.

A droga rouba a dignidade humana, faz o traficante rir e Deus acender a sua ira. Assim como o Senhor prometeu que os caldeus iriam provar o cálice do seu furor, assim também Cristo executará juízo contra os que hoje violentam a alma de infelizes, ridicularizam a sua amargura e promovem a libertinagem.

Amigo, não procure o traficante nem faça de um bar a sua morada. Busque ao Senhor Jesus, é Ele quem pode fazê-lo verdadeiramente livre (Jo. 8:36). Irmão, não seja insensível à dor e a desgraça alheia. Fale de Jesus, proteste em favor da vida.
Pr. Alex Gadelha

23 de janeiro de 2008

Buscando o Caráter de Cristo


O homem é “um ser de busca”. Isso significa que vive em uma contínua procura por algo ou alguém que preencha os recantos vazios da alma e que também sirva de motivação para a vida. Esse anseio que arde em nossos corações não é algo advindo apenas na fase adulta, pois desde a infância procuramos “nos espelhar” em alguém. Ainda meninos, aspiramos, conscientes ou não, por um modelo que imprima pensamentos, ações e valores que nos guiem a felicidade.

Os primeiros exemplos encontramos na família. O fato de o contato com os pais ser o mais intenso, contribui para que se tornem os primeiros objetos de imitação e desejo: “Quando crescer, quero ser igual a meu pai”. Só que no decorrer do entrosamento social, expandimos o círculo das relações, e conseqüentemente, conhecemos pessoas e modelos novos: admiramos professores, achamos “legais” alguns amigos da rua e colegas de escola, nos inspiramos em alguns líderes, etc.

Entretanto, durante o aprofundamento dos relacionamentos descobrimos que os heróis escolhidos não são capazes de satisfazerem plenamente nossas expectativas. Chegamos a conclusão que todos são tão decepcionantes quanto nós. E aí, partirmos para o transcendente, ou seja, para aquilo que é supra-humano e que entendemos ser capaz de suprir as carências do espírito e mostrar a direção para a fonte da vida plena. Nesse frenesi, alguns vão com muita sede e acabam mergulhando na primeira cisterna de “espiritualidade” que encontram. Quando percebem, estão todos sufocados na alienação e infelicidade. Outros, iludidos pela facilidade, pegam o atalho da religião e criam um “deus” que não é Deus, mas um reflexo de suas vontades. Assim, enganam e são enganados. Mas, então, onde posso encontrar o real e melhor sentido para minha vida? Qual o modelo mais seguro?

O inventor de algo é a pessoa mais apropriada para explicar como sua invenção deve funcionar. Em outras palavras, somente o Criador é capaz de mostrar-nos o Caminho ou a trilha que ao mesmo tempo nos confronta com a verdade e preenche os vazios. A busca pelo sentido da vida termina em Deus. Foi Ele mesmo Quem decidiu na Pessoa de Jesus Cristo mostrar-se ao homem e ensinar-lhe a Vereda que conduz a vida antes e depois da morte. NEle o homem se encontra, se compreende, pois a excelência do caráter de Jesus evidencia nossa debilidade e serve como modelo para ações e pensamentos.

Mas o que há de tão especial no caráter de Cristo? Vamos por partes. Primeiramente, leia a definição etimológica de caráter: “Caráter vem do verbo grego "Charásso" que significa entalhar, cunhar. A idéia de caráter é como nossa alma foi sendo "talhada" no passar do tempo, através de experiências e escolhas. Ela pode ter sido "bem talhada" (bom caráter) ou "mal talhada" (mau caráter)”. A psicologia o define como “o aspecto da personalidade responsável pela forma habitual e constante de agir peculiar a cada indivíduo”. Sabendo disso, como podemos considerar o caráter de Cristo? Como sendo talhado por Deus e manifestado em hábitos plenamente virtuosos.

Se fossemos examinar cada elemento do caráter de Jesus, teríamos de escrever um livro ou expor todas as biografias neotestamentárias. Por isso, quero mencionar apenas um aspecto revelado na adoração: a Sua contínua submissão ao Pai. Ele mostrou que mais que um ritual, adorar a Deus é um estilo de vida, um sentimento de entrega e abnegação que deve acompanhar o homem em todas as situações (Jo. 5.19,30; 6.38; 12.50; 14.10, 31; 13; 17.4; Fp. 2 5-8; Hb. 5.8). Sua postura de servo mostrou que a submissão ao Pai, não deprecia ninguém, mas destaca o valor da humildade (Mt. 5:3).

Deus deseja que todos os homens creiam e imitem a Cristo. Buscar o Seu caráter é o caminho para um viver pleno de paz consigo, com o próximo e com Deus. Por isso, decida andar como Cristo andou (1Jo 2.6). Comece sendo submisso ao Pai. Jesus é o modelo.
Pr. Alex Gadelha

22 de janeiro de 2008

A Tirania do Agora

Este ritmo de vida em que estamos inseridos pode ser chamado perfeitamente de “Tirania do Agora”. A pressão e a velocidade das circunstâncias parecem nos governar de tal forma que nos forçam a tomar decisões sérias em um curto espaço de tempo. As informações são sucintas e rápidas, “o mundo em um minuto”. Os alimentos são instantâneos. ganham a alcunha de pré-cozidos, semi-prontos, enlatados, congelados, fast foods, etc. E o que dizer dos medicamentos? Alguns “devolvem” o sono em segundos, outros aceleram o desenvolvimento da musculatura, existem os que promentem eficácia no emagrecimento e já inventaram os que despertam a libido. Sem falar das fórmulas mágicas para ganhar dinheiro rápido, conquistar uma grande clientela de um dia para o outro, fazer fortuna em trinta dias.

Parece que a tecnologia da velocidade facilita as coisas. Mas, na prática, os resultados são desastrosos: Não há tempo para refletirmos sobre as notícias; a aceleração dos processos de cozimento leva consigo os nutrientes; os efeitos colaterais dos medicamentos são sentidos lentamente, ou seja, nos suicidamos a conta gotas; perdemos o dinheiro em falsas expectativas e os relacionamentos caem no utilitarismo do mercado, em uma espécie de busca pela maximização do prazer e minimização da dor.

O maior problema nisso tudo é a transferência do imediatismo para as relações pessoais: Os jovens “ficam” para neutralizar carências; amizades tornam-se temporárias, exploratórias; pessoas memoráveis são facilmente esquecidas; trata-se o próximo como a uma máquina: não olhamos nos olhos, não abraçamos, não perguntamos o nome, apenas usamos, depois descartamos. Qual o fim disso tudo? Caos.

Esse ritmo tem influenciado também a prática cristã e a relação com Deus. Quando oramos queremos ouvir um sim ou um não objetivo de Deus. O “espera” nos incomoda. E nessa impaciência, acabamos nos precipitando nas decisões e sofrendo as conseqüências. Com relação à meditação na Bíblia, não a examinamos, alguns apenas apontam o dedo em busca de um verso fácil e útil à situação. Outros entregam folhetos, pois evangelismo impessoal é mais rápido, mais fácil e mais improdutivo. O culto é cronometrado, principalmente a mensagem. Chega-se atrasado, espera-se o término em cima do ponteiro.
Que bom que as histórias de homens e mulheres dos tempos bíblicos foram escritas para o nosso exemplo. Então vamos reparar no que aconteceu quando alguns deles caíram na sedução do agora:

- Esaú, na ânsia por comida, vendeu o direito de primogenitura ao oportunista Jacó e perdeu a benção (Gn. 25:27-34).
- Saul, pressionado pelo perigo iminente, ocupou o lugar do sacerdote Samuel e sacrificou. Perdeu o reino devido a segundos de paciência (1º Sm. 13:8-14);
- Davi deixou sua família em destroços, porque não conseguiu dominar o desejo súbito de possuir Bate-Seba (2º Sm. 11:1-5);
- Pedro foi repreendido várias vezes por suas ações impulsivas (Jo. 18:10, 11; Mt. 16:22, 23; Jo. 13:18);
- Ananias e Safira quiseram reconhecimento instantâneo, mentiram e morreram (At. 5:1-11).

Diante de exemplos assim, onde podemos encontrar uma postura correta ante a pressão do agora? Olhemos para Cristo, Aquele nos serve de Modelo em todas as coisas. Ele soube lidar com tempo e mostrou-se paciente até o fim de seu ministério:

§ Aguardava o momento adequado para revelar verdades sobre si mesmo e sua missão (Jo. 16:12);
§ Teve paciência com as pessoas, esperando a mudança no tempo oportuno (Lc. 22:31-34);
§ Destacou o que realmente é necessário (Jo. 8:38-42; Mt. 6:33);
§ Ensinou-nos a descansar na Providência de Deus (Mt. 6:25-34);

Como diz o dito popular: “o apressado come cru” ou como escreveu Salomão: "Não é bom proceder sem refletir, e peca quem é precipitado" (Provérbios 19:2); ou se preferir o que disse Chesterton: “Uma das grandes desvantagens de termos pressa é o tempo que nos faz perder”.

Neste tempo de tirania do agora, precisamos gozar a liberdade doada e ensinada por Cristo. Moderar o ritmo cronológico é uma questão de sobrevivência. Desenvolver a prática da meditação e a confiança no Deus Eterno é uma questão de saúde espiritual.

Pr. Alex Gadelha

Um Conceito Real de Si Mesmo


Ter um conceito real de si mesmo é uma condição imprescindível na vida de quem deseja amadurecer. Se o nosso autoconceito é diferente da realidade, acabamos nos enganando, sentindo confusos e não enxergando os próprios defeitos. É como um doente que não sabe que está doente ou que não admite o fato, até sentir as dores. A Bíblia enfatiza a busca da consciência de si mesmo. A contínua repetição de termos como domínio-próprio, prudência, sensatez, bom-siso, juízo, sabedoria, longanimidade, moderação, temperança etc., refletem o propósito Divino de que o homem se conheça para ter domínio de si. “O teu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo”, disse Deus a Caim.

O autoconhecimento também é alvo de investigação de muitos pensadores da história. Tales de Mileto concluiu que “o homem que não perscruta a sua própria vida não merece viver”;  O filósofo Sócrates criou a máxima: “Conhece a ti mesmo”; Abelardo disse que “comete pecado o homem que age contrariamente à sua consciência, sem importar-se se outros homens venham a louvá-lo e sem resultar seu ato em benefício para ele mesmo e para outras pessoas”; Agostinho via o autoconhecimento como “algo que leva o indivíduo à felicidade, por via da ação ética correta”. A psicologia moderna com Daniel Goleman, fala de uma inteligência emocional, que consiste na capacidade de ter consciência das próprias emoções, controlá-las e adequá-las em diversas situações de relacionamentos; os psicólogos Mayer e Stevens afirmam que “a clareza com que sentimos nossas emoções pode reforçar traços de nossa personalidade, como autonomia, consciência dos próprios limites, saúde psicológica e uma perspectiva positiva sobre a vida”.
O Senhor nos dotou de emoções, pensamentos e vontade, também deixou registrado nas Escrituras princípios que nos ajudam a geri-los de forma sadia e consciente, de maneira que possamos controlar nossos impulsos e desejos em benefício do próximo.

A Bíblia revela o caráter de Deus e o perfil do homem segundo o seu coração. E no que diz respeito às palavras, o homem idealizado por Deus, não é tagarela (Pv. 13:3), mas moderado e prudente (Pv. 10:19), não se gaba de coisas que não fez (Pv. 25:14), pronto a ouvir (Tg.1:19), fala na hora certa (Pv. 15:23, 25:11), anima ao caído (Pv. 16:24), corrige com mansidão (2ª Tm. 2:24-26; Gl. 6:1) e trata a todos com palavras graciosas (Ef.4:29). Seus pensamentos transformam (Rm. 12:2), exaltam a verdade, o respeito, a justiça, a pureza, o amor, a boa fama, a virtude e o aquilo que produz louvor (Fl. 4:8). O homem de Deus tem a mente de Cristo (1ª Cor. 2:16), suas ações refletem o caráter do próprio Deus (1ª Co. 11:1). Nos relacionamentos demonstra amor e interesse pela felicidade do próximo. Compartilha a si mesmo, tem tempo para os outros, para si mesmo através da meditação e principalmente para o Criador.

O padrão de um homem de Deus está na Bíblia e antes de buscá-lo, precisamos ter uma idéia coerente sobre nós mesmos, estarmos cientes da rebeldia inata que existe em todo homem, mas que precisar ser corrigida e dominada. Caso isso não aconteça, nos tornamos frágeis diante do pecado e das angústias do mundo. Salomão comparou o homem que não tem domínio próprio a uma “cidade derribada, que não tem muros...”. Pv. 25:28. Em seu tempo, uma cidade que não fosse murada estava à mercê dos ataques inimigos, que a invadiriam com muita facilidade. Queria ensinar que um homem sem domínio de si é vulnerável à ataques pessoais; que “os impulsos fora de controle são uma fraqueza, não uma força” e quem não controla a si mesmo se sujeita à contínuas repreensões. Em provérbios 16:32 o sábio afirmou: “melhor é o longânimo do que o herói de guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade”. Ao homem não basta ter força, inteligência e coragem, é preciso disciplina para impedir que os próprios impulsos o matem.

Entendo que quando possuímos uma imagem real de nós mesmos, podemos reconhecer atitudes e pensamentos que precisam mudar. Ampliam-se as possibilidades de nos derramar na presença de Deus, sabendo que apesar de quem somos, Ele nos ama, e não quer que permaneçamos os mesmos.

Pr. Alex Gadelha

Teologia e Pastoreio


Aprendi a pastorear, pastoreando. Confesso que desejei “internar-me” durante quatro ou cinco anos em um seminário teológico, pois na época um dos pré-requisitos para ter o ministério reconhecido era um diploma de teologia. Hoje, esse paradigma está sendo revisto por aqueles quem vêem a Igreja mais como Corpo do que como Instituição. Suscitam-se questionamentos como: Por que afastar do rebanho aqueles que desejam pastoreá-lo? Não é entre as ovelhas que se aprende a pastorear? Mais que teologia, o pastor precisa de habilidades que lhe permitam desenvolver relacionamentos significativos no aprisco.
Entretanto, o fato de não ter cursado teologia não me permitiu ficar longe dela. E ai do pastor que não a considera, principalmente no contexto em que vivemos. Em um mundo de multi-informações, de novas descobertas e de profundos questionamentos, o conhecimento sistemático das Escrituras deve ser buscado por todos os ministros que querem dar respostas claras, dispor de idéias articuladas e argumentos conscientes. Para conquistar o direito de ser ouvido, precisamos conciliar uma vida piedosa com uma mente perspicaz e persuasiva. É neste ponto que entra a importância da leitura.
Não apenas os pastores, mas todos os cristãos têm as mesmas possibilidades de desenvolver um senso crítico através da leitura e meditação nas Escrituras. Temos em mãos mais de trinta mil versos, inspirados pelo próprio Deus, que podem nos tornar sábios e habilitados para viver bem neste mundo mal. Quando o evangelista Lucas observou a voracidade pelo conhecimento dos bereianos, logo se admirou e deixou registrado um elogio: “Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim (At. 17.11). Esse caso nos ensina que a leitura crítica é um ato nobre. E para aquele que tem a missão de conhecer a Deus para revelá-lo a outros, ela é vital. Quem deseja manejar bem a Palavra da verdade, deve aplicar na pesquisa teológica o pensamento de Victo Hugo: “Ler é beber e comer. O espírito que não lê emagrece como um corpo que não come”. Isso Jesus disse quando afirmou que “...nem só do pão viverá o homem, mas de toda a Palavra de Deus" (Lc. 4:4).
Como pastor, sinto a necessidade de ler. Desenvolvi esse hábito lendo não somente teologia, mas também literatura, lingüística, psicologia, história, sociologia, antropologia, política, filosofia etc., tudo passado pelo filtro do bom senso bíblico. Mas não se engane, leitura sem reflexão prática é inútil, enfadonha. Foi o maior pesquisador da história bíblica quem disse que “não há limite para fazer livros, e o muito estudar é enfado da carne" (Ec. 12:12) e disse mais: “Porque na muita sabedoria há muito enfado; e quem aumenta ciência aumenta tristeza.” (Ec 1:12-18). De acordo com Augustus Nicodemus, Salomão “percebeu que a busca do conhecimento e da ciência per si não é capaz de satisfazer os anseios mais profundos da alma humana. Salomão concluiu que a suma de todo o conhecimento é o temor a Deus, que se expressa em obediência voluntária à Sua vontade”.
Entendo que conhecimento e solidariedade, juntos, geram credibilidade ao ministério. Foi Jesus quem nos ensinou isso. Quando as pessoas o ouviam ficavam tanto maravilhadas por seu conhecimento e autoridade (Mc.1:22) como incomodadas com seu espírito solidário (Mc. 2:16,17). Estou tentando imitar os passos do meu Mestre. Quero equilibrar a busca por conhecimento com a prática do amor.


Pr. Alex Gadelha

Uma Guerra Estúpida

Igrejas que guerreiam entre si. Este problema incomoda a muitos cristãos sinceros que observam e procuram entender o espírito contencioso entre o povo de Deus. Não dá para esconder as evidentes guerras internas e os conflitos denominacionais. Existem embates que nem sempre são visíveis ou pessoais, mas que se refletem nos discursos, nas ações e nos relacionamentos. Um tipo de guerra fria, cujas armas são a indiferença, o boicote, a má vontade e a difamação.

É bem verdade que quando pensamos em Igreja, imaginamos um grupo de pessoas reunidas a fim de estimular a fé uma das outras, compartilhar experiências e cultivar a reciprocidade. Pensamos em uma assembléia de adoradores, ajuntamento de crentes reunidos para estudar a Bíblia, louvar ao nome de Jesus, proclamar a salvação, desfrutar da comunhão e interceder uns pelos outros. Atribuímos a Igreja o propósito de criar e manter vínculos que visam fortalecer a fé de cada um de seus membros. Lindo, não é verdade? Mas, infelizmente, estamos perdendo esse senso de mutualidade e absorvendo a competitividade do mundo dos negócios. Ao invés da denominação mais próxima ser encarada como parceira, agora é tida como concorrente, rival e até inimiga. E vale tudo para vencer a disputa: seduzir com entretenimento de qualidade; ignorar mágoas e problemas gerados no outro grupo; propor cargos na liderança; esquematizar arranjos sentimentais e até manchar a imagem da suposta oponente.

Congreguei-me em três igrejas e cheguei a algumas conclusões sobre o porquê dessa guerra estúpida. A primeira é que quanto mais uma igreja cresce, mais ela desperta inveja em outras. O desejo de ser maior, de sentar ao lado direito de Jesus, gera pesar pela prosperidade ou alegria da outra, mesmo que essa outra defenda os mesmos valores e siga a mesma Pessoa. Uma igreja que cresce aparece, amplia templos, membresia, pastores, receitas e ações ministeriais. Isso arregala os olhos verdes do ciúme.

Outra razão que separa as igrejas é a síndrome da superioridade. É a mania de considerar-se melhor, mais pura, mais reverente, mais fervorosa, mais aconchegante, mais comprometida, mais verdadeira, mais santa. Chamo essa postura de síndrome, porque tais grupos apresentam sintomas que caracterizam uma doença na alma: Egocentrismo, extremismo, fundamentalismo e exclusivismo são algumas das psicoses que arruínam a comunhão.

Uma terceira explicação pode ser encontrada no conflito pessoal entre os líderes. Aqui envolve guerra de vaidades, raízes de amargura e jogo de intrigas que contaminam os liderados e alimenta de antipatias os novos. Problemas de relacionamento entre pastores e líderes que ultrapassam as fronteiras pessoais e se espalham pelos átrios do templo.

Não sou ecumênico, não prego a existência de uma única denominação, não apoio heresias nem negocio minha fé. E é claro que precisamos nos afastar e até combater os que pregam heresias. No entanto, minha convicção não dá o direito de semear discórdias nem de torcer pela desgraça de um grupo que considero parte da mesma família. O “fogo amigo” deve ser uma fatalidade, não uma estratégia.

Irmãos contra irmãos. Que idiotice! Que insensatez! Exércitos aliados destruindo uns aos outros, enquanto o inimigo ceifa almas e se diverte com o enredo. Creio que se trabalharmos juntos, poderemos fazer mais em favor do Reino e do Rei. Quando isso não for possível, respeitemos o campo alheio e oremos para que Deus continue usando a Sua Igreja para iluminar o mundo na guerra contra as trevas.
Pr. Alex Gadelha.

20 de janeiro de 2008

2007, Eu e Deus

O ano foi especial. Na minha retrospectiva, considerei-o melhor que outros. Mas, por que será que consideramos alguns anos mais produtivos? Acredito que a resposta está nas experiências vividas. E em 2007 novas situações foram acrescentadas ao currículo de minha vida. Como nos 29 que se desfizeram, neste conheci pessoas, superei desafios, aprendi com as vitórias, derrotas e empates. A diferença é que vivi experiências marcantes que mexeram com minha sensibilidade e despertaram empatia como em nenhum outro tempo.

Empatia é outra palavra para compaixão. Compaixão é sentir a dor do outro em mim mesmo. Senti dores no hospital, na clínica psiquiátrica, no centro de recuperação para dependentes químicos e na penitenciária. Observando, ouvindo e conversando com vítimas da desigualdade social, dos próprios pecados e da maldade inata. Em todos, percebi o desejo de superar a dor, restaurar a saúde, gozar a liberdade.

Nos hospitais presenciei a frieza de funcionários, enfermeiras e médicos. Raramente existia um sorriso acolhedor ou um gesto de afeto. A impressão que deixavam era a de se considerarem estrelas da situação. O status do jaleco branco parecia suprimir o juramento de zelar pela saúde do paciente. Só que do atendimento médico depende a vida dos que ali estão. Assim, a necessidade faz engolir sapos, sublimar direitos, perder a dignidade. Talvez esse conformismo seja um dos maiores pecados da cultura brasileira. Pecado gerado por uma ignorância histórica que continua sendo preservada pelos donos do poder. Isso dói.

O que dizer das clínicas psiquiátricas? São úteis quando existe um mínimo de consciência do paciente, boa intenção dos psiquiatras e o máximo de amor da família. Se não for assim, servem como um excelente local de despojo. Quando famílias querem descartar parentes inquietantes, ladrões de conforto e da paz egoísta, podem usar um lugar de restauração como prisão. Isso incomoda qualquer cristão que se esforça em cumprir a Lei Régia do relacionamentos entre os homens: amar ao próximo como a si mesmo.

Na penitenciária, sentei, senti, ouvi, comi, li, orei. Entendi e internalizei a expressão do apóstolo Paulo: “lembrai-vos dos presos, como se estivésseis presos com eles” (Hb. 13:3a). Entendi que o “lembrar” deve-se ao fato de sermos tendencioso a esquecer aqueles que “desaparecem” do convívio. Senti-me motivado a estudar mais sobre o sistema carcerário. Reencontrei o filósofo francês Michael Foucault e seu clássico “Vigiar e Punir”, onde o sistema carcerário aparece como instrumento de dominação das elites sobre as classes inferiores. Um faz de conta que pune apenas os pobres e constrange à obediência pelo medo. Observando a situação, fiz a pergunta cuja negativa é óbvia: Este sistema pode ressocializar alguém?

Mas os casos mais chocantes estavam relacionados às drogas. Esta artimanha das trevas engana de tal forma que cria uma nova personalidade, com corpos esqueléticos, rostos desfigurados, vozes arrastadas, pensamentos evasivos. Alguns espancaram parentes, outros roubaram os próprios lares e ainda outros se venderam como escravos ao traficante. Em toda esta relação existia, de um lado, a fragilidade humana, de outro, sua perversidade. A voracidade pela substância que temporariamente "ameniza" a dor e "faz esquecer" os problemas, multiplicaram as perguntas e as respostas em minha cabeça. A mais convincente foi a do Senhor Jesus Cristo: “Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa contaminar; mas o que sai do homem é o que o contamina”. A essência do problema é invisível. O processo de desintoxicação não pode saná-lo. É necessário a regeneração da alma, algo que somente o Espírito Santo de Deus pode fazer.
Em todos esses lugares e de todas essas pessoas, ouvi vozes de desesperança. Muitos afirmam não acreditar na reversibilidade dos quadros. No entanto, não me deixo contaminar pelo vírus do pessimismo. Acredito em um Deus Vivo e Gestor de impossibilidades. Cri e testemunhei a transformação operada na vida desses desacreditados. Lidei com alguns face a face, e ainda hoje posso vê-los na Igreja, dentro de minha casa, no círculo de meus amigos. Como é bom saber que Deus continua contradizendo nossos prognósticos. Onde não há esperança, Ele semeia vida abundante.

Agradeço a Deus por cada minuto de 2007. Por cada pessoa, cada circunstância, cada bênção recebida e transmitida a outros, inclusive a você que lê este artigo.

Pr. Alex Gadelha

Lembre o Sacrifício

Jerusalém, sexta-feira, três horas da tarde. Trevas cobrem o Gólgota – o “Lugar da Caveira”, onde eram crucificados os cidadãos não-romanos que cometiam crimes de pena capital. A crucificação era uma forma humilhante, vergonhosa e horrível de morte, pois o crucificado ficava nu, abandonado a céu aberto, sangrando suspiros de morte. O local era estratégico, ficava à entrada da cidade e qualquer transeunte poderia ver os corpos crucificados durante dias. Os romanos humilhavam os condenados com o propósito de inibir qualquer transtorno à paz romana.

Desde o meio-dia três homens estão pendurados. Dois deles cometeram um grave crime e mereciam estar ali. O do meio foi condenado injustamente. Uma multidão está a observar o espetáculo: Alguns curiosos, outros vingativos e ainda outros esperançosos. Muitos que presenciavam aquele momento conheciam um dos crucificados. Foi Ele que com seu amor transformou suas vidas, com o seu toque os curou, com sua palavra libertou-os da opressão demoníaca, até mesmo devolveu-lhes a vida estando mortos. Em suas mentes havia um misto de confusão e de esperança. O que haveria de acontecer? Ele desceria da cruz?

Entre as cruzes pode-se escutar uma conversa ofegante. O da esquerda fala em um tom de zombaria e é repreendido pelo da direita, que faz um pedido àquele que estava no centro das atenções e das cruzes: “Lembra-te de mim!”. A resposta é como bálsamo que alivia a dor dos pregos cravados em seus pulsos: “Hoje estarás comigo no paraíso”. Mas a cruz é mais asfixiante para quem têm seu corpo cheio de hematomas, sua cabeça perfurada por espinhos, a face deformada, costas lapidadas por pedaços de chumbo e uma infecção generalizada espalhando-se por dentro. O sangue escorre pelo madeiro. De repente, um grito corta o silêncio: “Pai, perdoa-lhes!”. O povo estava ali e a tudo observava. Outro gemido é vindo do monte: “Deus meu, Deus meu, porque me desamparastes?”. Lágrimas caem dos olhos daqueles que o acompanharam durante três anos. Sua garganta está seca, em sua língua não há saliva, a cada segundo sua respiração esvaece. Com um sussurro diz: “Tenho sede”. Um soldado mergulha uma esponja em bebida ácida e amarga, fixa-a num caniço de hissopo e conduz até a sua boca. Jesus tomou o vinagre e disse: “Está consumado! Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito!”. E inclinando a cabeça, expirou.

Quem procurar vivenciar o sacrifício de Jesus vai sentir o coração apertado e a alma extasiada por tanto sofrimento e amor. Vai poder entender as várias expressões da profecia de Isaías 53 sobre o sofrimento vicário do Messias, o clamor do Filho pelo amparo do Pai e o porquê do abandono. Jesus estava levando sobre si todo o pecado da humanidade (1ª Jo. 2:2). Não podia ser diferente, “ele foi moído pelas nossas transgressões” (Is. 53:5). Para satisfazer a Deus, foi necessário todo este suplício e sacrifício de sangue.

Diante do maior ato de amor realizado na face da terra, qual será nossa resposta? Infelizmente, muitos que dizem seus seguidores desprezam seu amor quando vivem de forma medíocre e ingrata. Outros o rejeitam explicitamente, não crêem e blasfemam contra Alguém que hoje é Salvador, mas que um Dia desembainhará sua espada de Justiça.
Meu desejo e minha oração para quem lê esta reflexão é para que exeperimente a convicção do amor do Cristo. Que um dia, após entregar-se por inteiro ao Salvador, possa ter a mesma convicção do apóstolo Paulo e estar pronto “não só para ser preso, mas até para morrer pelo nome do Senhor Jesus” (At. 21:13). Que tenha o intenso desejo de ser fiel em todas as circunstâncias da vida, a ponto de oferecer a si mesmo pelo sublime nome de Jesus. Sabendo que ninguém pode agradecê-lo na mesma proporção de sua graça.

Pr. Alex Gadelha

Naum apresenta o Deus Vingador


Meu primeiro contato com o livro do profeta Naum aconteceu quando ainda novo convertido, num período onde a chama nascente de minha fé estimulou-me a ler a Bíblia inteira, no ritmo de Gênesis a Apocalipse. Naum é um livro curto, de apenas três capítulos, mas que descreve Deus com uma veemência que me deixou estupefato. O profeta revelou um atributo divino que resistimos em não aceitar ou dificultamos compreender. Ele mostrou a vingança, a indignação, a ira e a fúria do Deus Vivo contra os inimigos de seu povo.


A visão é uma sentença contra Nínive, capital da Assíria, uma nação que impunha temor pela maneira cruel com que tratava os vencidos de guerra (Na. 3:19). O Juiz que levaria a efeito é o próprio Senhor Deus, cujo caráter “zeloso e vingador” é explicitado nos primeiros versos: “o Senhor toma vingança contra os seus adversários e reserva indignação para com seus inimigos”. O Deus descrito por Naum é o mesmo Deus das oportunidades, tardio em irar-se, misericordioso e de grande clemência (Sl. 145:8). No entanto, tais atributos não permitem que tome o culpado por inocente, seja conivente ou indiferente ao pecado. Sua compaixão não contradiz a sua Justiça. Para alguns, pode ser confuso, porém não é contraditório, desde que tenhamos a consciência de que os pensamentos de Deus vão infinitamente além dos nossos.


O quadro desenhado pelo o elcosita apresenta o Senhor caminhando entre furacões e estrondos, as nuvens servem-lhe como simples estribos. É Ele Quem causa a seca, míngua os rios e murcha a primavera. Sua presença trás o calor de uma erupção, a terra e seus habitantes são levantados, sacudidos pelo terremoto. O profeta faz perguntas retóricas, cujas respostas são óbvias: “Quem pode suportar a sua indignação? E quem subsistirá diante da sua ira? A sua cólera se derrama como fogo, e as rochas são por Ele demolidas”. Uma imagem assim provoca não somente temor, mas também medo. O medo vivido por muitas pessoas que beberam do cálice da ira divina. Como reafirma o escritor aos hebreus: “Ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hb. 10:30, 31).


Mas quem deve abalar-se diante da presença ameaçadora do Senhor? Os seus inimigos. Em Naum, Nínive é a inimiga. A mesma que um dia ouviu a pregação do teimoso Jonas, que se arrependeu e recebeu o perdão divino. A cidade-rainha, após 150 anos, voltou aos pecados de outrora. O principal e mais perigoso deles foi o de odiar o povo de Deus. Odiar o povo de Deus significa desprezar o Senhor desse povo. A mensagem pregada pelo profeta Naum é considerada a mais dura dentre os proclames proféticos. Ele pregou o que Jonas gostaria de ter pregado: A aniquilação de Nínive. O ódio reincidente deste povo cruel subiu aos céus mais uma vez e incitou o Vingador a que descesse até eles.


Deus esqueceu de seu amor? De modo nenhum. Amar também significa não se alegrar com a injustiça, mas regozija-se com a verdade. É por isso que mesmo entre as linhas austeras de Naum, ainda há espaço para falar da bondade, acolhimento e onisciência de Deus (1:7). Se de um lado o Senhor persegue com trevas e inundação os inimigos de seu povo, por outro, aos que nEle confiam, Ele se põe como fortaleza no dia da angústia. Se isso não bastasse, ainda garante-lhes liberdade, quebra de jugos e rompimento de laços (1:13, 15).


Quando Paulo exortou sobre o dever da ira sem pecado e sobre a maneira como tratar os inimigos, talvez pautou-se na revelação de Naum e com certeza nos ensinos de Jesus. Ambos instruíram a amar os inimigos e deixar que Deus seja o Vingador (Rm. 12:9; Mt. 5:43-45; Ef. 4:26).


Pr. Alex Gadelha

Caçadores de Emoções


Entre as multidões que seguiam Jesus, muitos estavam interessados no que Ele poderia fazer e não em Quem era. Alguns o apertavam porque estavam ansiosos para usufruir sua eficácia curadora ou testificar sinais espetaculares. Enxergavam nEle a possibilidade de se libertar de males físicos e de opressões demoníacas que tolhiam a alegria de viver. E Jesus, movido de compaixão, curava a todos (Mt. 4:24).


Entretanto, após o episódio da primeira multiplicação dos pães e dos peixes, o Senhor lançou-lhes em rosto o motivo de o seguirem: “... vós me procurais não porque vistes sinais (messiânicos), mas porque comestes dos pães e vos fartastes” (Jo. 6:26). O imediatismo por satisfação fazia com que não percebessem a Pessoa e Missão do Mestre. No seu ministério de três anos e meio, os discursos de Jesus ficaram cada vez mais exigentes. Apelava aos que o seguiam para tomarem cada um a sua cruz, negarem a si mesmos, repartirem suas posses, comerem sua carne e beberem o seu sangue. O resultado: muitos o abandonaram.


Hoje, o objeto de consumo das multidões tomou novas dimensões. Agora, a cura e a prosperidade não são suficientes. Agora, os mais exigentes também querem experimentar sensações de transcendência. Assim como Tomé, querem “sentir Deus”. Quanto maior o êxtase, melhor a igreja. Caso a comunidade não proporcione isto, logo é estigmatizada de “fria”, “parada”, sem “unção”. Abandonam a congregação por motivos egocentricamente egoístas.


Tais aventureiros “pulam” de igreja em igreja, deixando para trás um rasto que evidencia um perfil de descompromisso com o Reino de Deus:


- O culto é substituído por qualquer evento que anime seus corações ou aumente a produção de adrenalina;


- Fidelidade financeira não faz parte da relação com a igreja que freqüentam. O seu dinheiro é facilmente investido em viagens, retiros e programações de lazer. Constância em dízimos e ofertas, contribuição para projetos e missões, não estão no seu “modus operandi” (maneira contínua de agir);


- São preguiçosos e indiferentes quanto ao estudo da Bíblia. Conhecimento espiritual exige disciplina, demanda esforço e até dor. Dor de ter o caráter confrontado com a verdade, mudanças exigidas, responsabilidade de aplicar o que se está descobrindo;


- E quanto ao serviço? Preferem ser servidos. Na contramão do ensino de Jesus. Esforçam-se apenas por aquilo que gera prazer.


- A área de relacionamentos é a parte mais delicada. O caçador de emoções será seu amigo enquanto estiver agradando-o. Caso não satisfaça todas as suas reivindicações, pode-se passar facilmente de amigo a inimigo. As mudanças de humor são repentinas, inesperadas. Ora somos as melhores pessoas do mundo, ora somos as mais desprezíveis.


É importante observar que tais pessoas se fecham em si, erguem muralhas pessoais, não se deixam conhecer nem se tratar. Alguns mentem, escondem-se por trás de uma falsa espiritualidade ou hipocrisia inconsciente.


O papel dos crentes maduros é fazer com que os caçadores de emoções mudem o foco de suas aspirações e desenvolvam amor à Verdade. Ao invés de sensações, a convicção de está no Caminho certo. Ao invés de louvores intimistas, aqueles com conteúdos coerentes com a revelação escrita e que despertam na mente a grandeza de Deus. Ao invés de líderes que aliciam o eu, precisam de pastores que confrontem o pecado e reparem as suas deficiências na fé.


Jesus disse que Deus é quem procura adoradores. Pessoas que o adorem em espírito e em verdade. Que os caçadores de emoções parem de procurar sensações e se deixem serem encontrados por Deus, adorando da forma como Ele quer. Que nossas emoções estejam a serviço do culto racional.


Pr. Alex Gadelha.

Consumidos pelo Sucesso


Ele chegou à igreja como um desconhecido. Vestia-se de maneira tão simples quanto falava. Desempregado, os pés era o meio de transporte mais utilizado, antes de ganhar uma bicicleta usada de sua mãe. Estava na fase final dos estudos, próximo de concluir o “segundo grau”. Foi ao culto várias vezes. Ouviu, ouviu e ouviu até que decidiu se tornar um crente. Muitos parabéns e abraços de congratulações pela decisão. No início estava dominado pelo primeiro amor: Não media distância nem hora. Estava no culto de oração, na escola bíblica, no sábado jovem e era um dos primeiros a chegar ao Domingo à noite. Envolvido na leitura Bíblica, aprendia e transmitia o pouco conhecimento aos amigos descrentes. Após os cultos saía com a turma para a lanchonete. Às vezes tinha com o que pagar, outras vezes os irmãos chegavam junto e bancavam sua conta. Era simpático e amigável. Humilde, mas sociável e dedicado na Obra. Alguém que fazia questão de servir.


Mas um tempo depois a história mudou. Terminou o ensino médio, passou no vestibular e conseguiu um bom emprego. Naturalmente os estudos acadêmicos e o cansaço do trabalho foram distanciando-o da comunhão. “Estava cansado. Sai um pouco mais tarde do emprego e não tive disposição de vir à igreja”. Era a resposta que se repetia quando alguém perguntava o porquê de sua ausência. Como bom crente, nos primeiros passos de fé foi fervoroso, “trabalhador”, com disposição para suar em favor do Reino de Deus. No evangelismo e discipulado adquiriu habilidades na relação com as pessoas, desenvolveu o tato. E de tanto prestar atenção nas mensagens absorveu valores que construíram uma consciência ética e crítica. Tais virtudes foram levadas para o ambiente profissional e logo galgou promoções, setores melhores e salários maiores.


Comprou o seu primeiro carro. À prestação, é verdade, mais era seu. Mas, ao contrário do que se esperava, agora ia à igreja só ao Domingo à noite e às vezes surpreendia aparecendo na Escola Bíblica ou no culto de oração. Bem vestido, corpo definido, pouca fala e um olhar desconfiado. Reclamava do nível das participações, da qualidade do som, dos músicos e das mensagens do pastor. O seu ciclo de amigos reduziu-se aos de sua estirpe. Tinha afinidade somente com os economicamente semelhantes. Não tinha tempo para se engajar em nenhum ministério, pois sempre estava ocupado ou tinha outros programas mais interessantes. Foi dizimista fiel enquanto ganhava apenas dois salários, depois que a vaca engordou, sentiu dificuldades em compartilhar tão grande quantia de leite. De servo à consumidor de religião, de pombo à pavão, de aprendiz à sabe-tudo. Essa transformação apagou o brilho que existia em seus olhos e distanciou o seu coração de Deus e dos irmãos. O sucesso foi o seu carrasco. O conforto passou a ser sua filosofia de vida. O dinheiro passou a ser o seu deus.


Os fatos narrados aqui são baseados nos exemplos de muitos irmãos que passaram pela comunhão da Igreja, mas que cobiçaram riquezas, “se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores”.


Se esta história parece com a sua, cuide-se enquanto há tempo. Evite cair na tentação e na cilada do amor ao dinheiro, e em muitas “concupiscências insensatas e perniciosas, que afogam os homens na ruína e perdição” (1ª Tm. 6:9, 10).


Não posso concluir sem mostrar o outro lado, pois conheço pessoas que tiveram o mesmo começo, mas que não se deixaram dominar pelo lícito. Adquiriram propriedades, ampliaram seus recursos e ainda conseguiram preservar um coração de servo. São irmãos abençoados que abençoam a Igreja com o que ganham e principalmente pelo caráter que possuem. Crentes que distinguem sabiamente os valores celestiais dos valores terrenos, que sabem que “nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele” (1ª Tm. 6:7). Cristãos que acumulam tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam. Eles aprenderam que “onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt. 6:19-21).

Pr. Alex Gadelha

19 de janeiro de 2008

O Deus das Oportunidades



Deus é um Especialista em recomeços, Mestre em compaixão e Doutor em oportunidades. Isto não quer dizer que é conivente com o pecado, pois do seu amor não se separam o senso de justiça e a equidade, daí o princípio de que “para cada ação humana há uma reação divina, para cada semente um fruto”. O Deus das oportunidades é sensível ao arrependimento e atraído pela dor dos corações esfaqueados de contrição. Por mais que caíamos, por mais que sejamos omissos ou acomodados, quando nos arrependemos, o Pai dos pródigos continua acessível e disposto a dar novas roupas, sandálias, anéis e bezerros cevados. É o eterno tapeceiro à procura de corações cinzentos a fim de tricotar cores de vida. Ele é o Artesão de novas histórias e nos mostra que existe vida não somente após, mas também antes da morte.


Jesus Cristo, a expressão exata do Oleiro Celestial, mostrou a habilidade divina de restaurar vasos de barro e de transformá-los em porcelana de primeira Mão. Olhe para o covarde Pedro, o assassino Paulo, a pecadora do ungüento, a adúltera à beira da morte e aquela samaritana de cinco maridos. Observe o “mensaleiro” Zaqueu, o latrocida da cruz e tantos homens e mulheres maltrapilhos que foram resgatados pela graça transformadora do Senhor Jesus Cristo. O Deus das oportunidades continua vivo, mesmo entre uma geração de religiosos superficiais, inescrupulosos com os erros dos outros e dissimulados com a sujeira do próprio umbigo. Ainda que estes fariseus modernos gritem “Diciplina-o! Disciplina-o!”, posso ouvir o Deus das oportunidades dizendo:

- a Pedro: “apascentas as minhas ovelhas” Jo. 21:17.
- a Paulo: “Este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome adiante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel”; “Coragem!” At. 9:15; 23:11.
- a mulher pecadora: “a tua fé te salvou; vai-te em paz” Lc. 7:20.
- a mulher adúltera: “onde estão os teus acusadores? Ninguém te condenou? Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais” Jo. 8:10, 11.
- a mulher samaritana: “Se conheceras o dom de Deus e quem é o que te pede: dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva” Jo. 4:10.
- a Zaqueu: “Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa. (...) Hoje houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão. Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o perdido” Lc. 19:5,9,10.
- ao crucificado à direita de Cristo: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” Lc. 23:43.
- e a todos: “Vinde a mim... eu os aliviarei”.

Amados, considero cada dia que começa mais uma oportunidade que renasce da graça de Deus. As chances são abundantes, mas precisam ser abraçadas com todas as forças, pois o seu estoque vai minando no decorrer do tempo. Aliás, o tempo trabalha tanto como aliado, quanto como inimigo das oportunidades. Como escreveu o velho Moisés: “porque tudo passa rapidamente e nós voamos”.


Portanto, enquanto tivermos oportunidades nascidas no coração Divino, vamos seguir o conselho do profeta Isaías: “Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar”. (Is. 55.6-7).


Pr. Alex Gadelha

A Vida como uma Estrada


Muitos poetas, pensadores e compositores gostam de descrever a vida como sendo uma estrada, um caminho com início, meio e fim. Certamente tiveram a experiência de viajar, talvez de ônibus, carro, navio ou de avião, e refletiram sobre a vida durante o percurso. Viajar é um convite à reflexão. Quando se está no volante de um carro, no guidão de uma moto ou no assento de um ônibus, os pensamentos fluem e geram edificantes momentos de introspecção. Pensamos sobre Deus, família, igreja, profissão, estudos e um leque de vivências que fazem parte da existência.


Algo que a maioria das pessoas não percebe é que a estrada tem vida. Ela fala através de placas, que ora nos adverte, ora nos informe a proximidade do ponto de chegada. Em uma viagem podemos nos deparar com tragédias, acidentes com carros e corpos destruídos. Se o percurso for pelo interior sertanejo no inverno, somos agraciados com belas paisagens, lagoas, relva verde, animais no pasto, aves cortando os céus, flores à beira do acostamento. Em período de escassez de chuvas, o quadro muda radicalmente, a cor predominante é o cinza da seca e o negro das queimadas.


Em uma viagem também nos encontramos com diferentes tipos de motoristas, desde os apressados aos de ritmo lento, existem os simpáticos e indiferentes, humildes e orgulhosos, trabalhadores e turistas. Os “mais apressadinhos” às vezes nos assustam quando ultrapassam sem dar sinal, estão tão preocupados em chegar e acabam alongando ou finalizando o seu percurso de maneira inesperada. Outros parecem mais camaradas e fazem piscar suas luzes de sinalização, é como se estivessem dizendo: “Licença, vou ultrapassá-lo, encosta um pouco para a esquerda”. Há ainda aqueles que nos protegem, querem evitar acidentes e sinalizam: “não me ultrapasse agora, um veículo está vindo à minha direita”. Quando tudo fica limpo, o pisca indica o caminho livre e a troca de buzinas simboliza a gratidão. E o que dizer de viajar à noite? Quando o sol se põe não é tão seguro dirigir, afinal perdemos uma grande porcentagem de percepção. De repente podem surgir animais na pista, um buraco ou um motorista que focaliza sua “luz alta” em nossos olhos. Andar à noite exige cuidados redobrados.


Como em uma estrada, na vida encontramos diversas pessoas se comportando como motoristas e veículos. São aquelas que ultrapassam sem autorização, assustam os outros com a sua inconveniência e falta de ética, esquecem de pisar no freio. Outros atropelam a conversa, não escutam nem valorizam o que o outro tem a dizer. Querem impor as suas idéias e pronto! Os apressadinhos são precipitados, não observam o ambiente, as pessoas e a sua postura egoísta. Querem chegar primeiro e para isso são capazes de arriscar suas vidas e a dos outros. Priorizam o urgente ao invés do seguro. Por outro lado, encontramos amigos que nos aconselham e zelam por nossa segurança. Avisam quando querem ultrapassar ou diminuem a velocidade para facilitar a nossa passagem, buzinam para chamar a atenção ou agradecer, além de alertarem sobre os perigos da pista. Percebem quando estão incomodando e logo baixam a luz para enxergarmos de maneira mais nítida, sem ofuscamentos. Como é bom ver amigos que diminuem a velocidade visando promover o bem de quem percorre a mesma estrada.


Percebe como a estrada tem vida? Podemos aprender muito quanto estivermos trilhando o asfalto, rasgando o mar ou cortando o céu. É só observarmos o que está ao nosso redor e meditar sobre as situações reais que estamos vivendo. Mas vou revelar o segredo para continuar no rumo certo, com paz e segurança: Substitua o urgente pelo melhor, respeite a lei, ame ao próximo e siga o caminho que Deus delineou. “Lâmpada para os meus pés é a tua Palavra, e luz para os meus caminhos”. Sl. 119:105.
Pr. Alex Gadelha

O Sentido da Vida

Qual o sentido da vida? O que estou fazendo neste mundo? Por que fui colocado nele? Quem me pôs aqui? Qual o propósito, a direção ou o rumo da minha existência? De onde vim? Quem sou? Para onde vou? Não sei quantos de vocês já pararam para refletir sobre este assunto, mas espero que este texto provoque uma reflexão sobre a maneira como têm governado sua vida.

O sentido da vida é uma questão crucial da existência humana. "Do porquê viver, nasce o como viver”, ou seja, se entendermos a razão de estarmos vivos, iremos saber como usufruir cada fôlego da melhor maneira possível. É como se nos dessem um aparelho o qual nunca vimos antes, não soubéssemos como funciona nem a sua utilidade, até o momento em que lendo o manual, descobrimos quão precioso e útil ele é.

Na procura do manual da vida, o homem têm mergulhado em diversos mares existênciais. Os mais conhecidos são a ciência, a religião e a filosofia. Percorremos um incansável trajeto com o fim de alcançarmos o entendimento de si mesmo e do mundo no qual estamos inseridos. Alguns não têm paciência e logo forjam motivos que geram a sensação de encontro, de satisfação e “felicidade”. Um destes mecanismos de fuga são as riquezas. Os que buscam realização no acúmulo de bens fazem do dinheiro o seu deus, investem todo o seu coração, toda a sua alma, todo o seu entendimento e todas as suas forças na aquisição de materiais corruptíveis. Não é sábio centralizar nossa existência no acúmulo de riquezas. Salomão fez isto e chegou às seguintes conclusões:
- “Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do céu”;
- “quem ama o dinheiro jamais dele se farta; e quem ama a abundância nunca se farta da renda; também isto é vaidade”;
- “... a fartura do rico não o deixa dormir”. (Ec. 2:1-11, 5:10, 12).
O Mestre Jesus ensinou: “Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” (Lc. 12:15).

Ainda existe outra corrente de pensamento chamada hedonismo que defende o prazer como o fim último e universal da vida humana. Sigmund Freud, afirmou que “a razão da vida era aliviar nossas tensões”. Mas será que a vida se resume em fugir das dores, angústias e temores do universo? Acredito que aquele que vive em fuga não é livre para gozar sua existência, não pode apreciar a liberdade nem tirar lições da dor. Saulo de Tarso foi um homem que tinha privilégios e devido a estes, muitos prazeres. No entanto, aprendeu mais com a dor do que com a “boa vida” que possuía. Tornou-se Paulo, apóstolo de tribulações, perseverança, experiência e esperança (Rm. 5:3, 4).

A dor muitas vezes é um agente responsável por formar um caráter reto, resistente, ousado e ao mesmo tempo humilde. Em busca de sensações agradáveis, o hedonista acaba sendo escravo de si mesmo, dos próprios prazeres que engodam a alma. O sexo desenfreado, a pornografia, os narcóticos, a glutonaria, o álcool, o orgulho intelectual, a vaidade estética, acabam por se tornar a fonte de suas angústias, tormentos e desprazer. O hedonismo torna o homem irresponsável, covarde e mais vulnerável à morte. Viver à procura de sensações é fugir da realidade, é viver de ilusões e isto não é sábio (1ª Jo. 2:17). Um grande número de mortes no mundo é provocado pelo exagero de aventuras sensitivas como a velocidade, o delírio psicodélico e o sexo livre. Definitivamente, a busca de prazer não é o sentido da vida.

As pessoas mais vazias do mundo são aquelas que não têm nem buscam o sentido de ser, aquelas cuja filosofia é “deixe a vida me levar para onde ela quiser”.
Existe uma Pessoa que nos ajuda a encontrar o real sentido para nossas ações. Essa Pessoa é Jesus Cristo. Ele mesmo disse que é “o Caminho, a Verdade e a Vida”. Ele também disse que veio para dar vida abundante (Jo. 10:10). Para que você receba esta vida, precisa desprezar o passado de pecados e entrar pela porta estreita da salvação (Mt. 7:13, 14). Entre agora, convertendo-se de seus maus caminhos e entregando-se por inteiro a Jesus, Única e Suficiente Razão de viver. Faça isso, você vai entender e viver o sentido.

Pr. Alex Gadelha

Conselhos no Twitter