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19 de janeiro de 2008

O Sentido da Vida

Qual o sentido da vida? O que estou fazendo neste mundo? Por que fui colocado nele? Quem me pôs aqui? Qual o propósito, a direção ou o rumo da minha existência? De onde vim? Quem sou? Para onde vou? Não sei quantos de vocês já pararam para refletir sobre este assunto, mas espero que este texto provoque uma reflexão sobre a maneira como têm governado sua vida.

O sentido da vida é uma questão crucial da existência humana. "Do porquê viver, nasce o como viver”, ou seja, se entendermos a razão de estarmos vivos, iremos saber como usufruir cada fôlego da melhor maneira possível. É como se nos dessem um aparelho o qual nunca vimos antes, não soubéssemos como funciona nem a sua utilidade, até o momento em que lendo o manual, descobrimos quão precioso e útil ele é.

Na procura do manual da vida, o homem têm mergulhado em diversos mares existênciais. Os mais conhecidos são a ciência, a religião e a filosofia. Percorremos um incansável trajeto com o fim de alcançarmos o entendimento de si mesmo e do mundo no qual estamos inseridos. Alguns não têm paciência e logo forjam motivos que geram a sensação de encontro, de satisfação e “felicidade”. Um destes mecanismos de fuga são as riquezas. Os que buscam realização no acúmulo de bens fazem do dinheiro o seu deus, investem todo o seu coração, toda a sua alma, todo o seu entendimento e todas as suas forças na aquisição de materiais corruptíveis. Não é sábio centralizar nossa existência no acúmulo de riquezas. Salomão fez isto e chegou às seguintes conclusões:
- “Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do céu”;
- “quem ama o dinheiro jamais dele se farta; e quem ama a abundância nunca se farta da renda; também isto é vaidade”;
- “... a fartura do rico não o deixa dormir”. (Ec. 2:1-11, 5:10, 12).
O Mestre Jesus ensinou: “Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” (Lc. 12:15).

Ainda existe outra corrente de pensamento chamada hedonismo que defende o prazer como o fim último e universal da vida humana. Sigmund Freud, afirmou que “a razão da vida era aliviar nossas tensões”. Mas será que a vida se resume em fugir das dores, angústias e temores do universo? Acredito que aquele que vive em fuga não é livre para gozar sua existência, não pode apreciar a liberdade nem tirar lições da dor. Saulo de Tarso foi um homem que tinha privilégios e devido a estes, muitos prazeres. No entanto, aprendeu mais com a dor do que com a “boa vida” que possuía. Tornou-se Paulo, apóstolo de tribulações, perseverança, experiência e esperança (Rm. 5:3, 4).

A dor muitas vezes é um agente responsável por formar um caráter reto, resistente, ousado e ao mesmo tempo humilde. Em busca de sensações agradáveis, o hedonista acaba sendo escravo de si mesmo, dos próprios prazeres que engodam a alma. O sexo desenfreado, a pornografia, os narcóticos, a glutonaria, o álcool, o orgulho intelectual, a vaidade estética, acabam por se tornar a fonte de suas angústias, tormentos e desprazer. O hedonismo torna o homem irresponsável, covarde e mais vulnerável à morte. Viver à procura de sensações é fugir da realidade, é viver de ilusões e isto não é sábio (1ª Jo. 2:17). Um grande número de mortes no mundo é provocado pelo exagero de aventuras sensitivas como a velocidade, o delírio psicodélico e o sexo livre. Definitivamente, a busca de prazer não é o sentido da vida.

As pessoas mais vazias do mundo são aquelas que não têm nem buscam o sentido de ser, aquelas cuja filosofia é “deixe a vida me levar para onde ela quiser”.
Existe uma Pessoa que nos ajuda a encontrar o real sentido para nossas ações. Essa Pessoa é Jesus Cristo. Ele mesmo disse que é “o Caminho, a Verdade e a Vida”. Ele também disse que veio para dar vida abundante (Jo. 10:10). Para que você receba esta vida, precisa desprezar o passado de pecados e entrar pela porta estreita da salvação (Mt. 7:13, 14). Entre agora, convertendo-se de seus maus caminhos e entregando-se por inteiro a Jesus, Única e Suficiente Razão de viver. Faça isso, você vai entender e viver o sentido.

Pr. Alex Gadelha

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