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18 de julho de 2011

Um amor que Excede a todo o Entendimento


        O amor se personificou na pessoa de Jesus. Cada palavra, cada gesto, cada ato seu, uma expressão exata e viva do amor de Deus. “Nunca alguém foi tão odiado por amar tanto”. Ele amou leprosos, cegos, surdos, mudos, possessos, prostitutas, fariseus, ladrões, ricos, pobres, enfim, a todos, independente de classe, posição social ou deficiência física. É interessante notar que seu amor não se limitava ao sentir ou desejar, incluía a ação em favor do próximo. Quem experimentava do amor de Cristo não poderia permanecer o mesmo. Os discípulos tiveram seus conceitos e ideias a respeito da relação com o próximo destruídos e reconstruídos. Enquanto a lei asseverava “olho por olho dente por dente”, Jesus pregava “não resistais aos perversos; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra” (Mt.5:38, 39), a lei mandava amar ao próximo e odiar o inimigo, Ele mandou amar os inimigos e ainda orar pelos perseguidores (Mt. 5:43, 44).
Cada traço da Pessoa de Cristo revela um sublime amor. Todos os seus atos nos ensinam a excelência do fruto do Espírito:

Sua ira ante aos cambistas e mercadores refletiu o amor que possuía pelo lugar de oração (Jo. 2:13-22). Foi uma atitude corretiva, nunca de ódio ou crueldade. O livro de Hebreus nos diz que “o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo o filho que recebe” (Hb. 12:6). 

Sua equidade na questão do tributo a César (Lc. 20:19-26) não objetivava desmoralizar ou menosprezar o Império Romano. A resposta “dai a César o que é de César e a Deus o que pertence a Deus” foi uma manifestação de amor pela justiça. Não ouviu a voz do povo nem a do Império, porque o amor não é parcial nem se alegra com a injustiça.

Sua humildade tencionou ensinar os discípulos. Ao lavar-lhes os pés não demonstrou complexo de inferioridade, autopiedade ou autocomiseração (Jo. 13:1-17). Queria impactar aos aprendizes, mostrando que gestos sensíveis podem se tornar inesquecíveis e que a humildade precisa existir em todo aquele se dispõe a seguí-lo.

Sua compaixão. As lágrimas diante daqueles que sofriam pela morte do amigo Lázaro foram de amor, não fraqueza emocional ou sentimentalismo exacerbado. Chorava porque enxergava, ouvia e sentia a  dor alheia (Jo. 11:1-44). Trazia conforto e esperança para aqueles que sofriam solitários a sua miséria.

A verdade foi aplicada por Jesus como antídoto para a cegueira espiritual. O amor que tinha por aqueles que viviam ignorantes à vontade de Deus o incomodava, por isso procurava provocar nas pessoas o desejo de alcançarem a verdade por elas mesmas. Contava-lhes parábolas e ilustrações a fim de enxergarem a luz do Evangelho. Foi assim com Nicodemos, que era considerado mestre em Israel, mas tinha os olhos vendados de presunção, até o momento em que experimentou do amor de Jesus e do novo nascimento (Jo. 3).

           O Messias prometido, o Deus encarnado no homem Jesus, mandou amar ao próximo assim como Ele nos amou. Amar não é uma opção, é um mandamento que deve ser obedecido por todos que estão sob o suave jugo de Cristo. Ele amou de fato e de verdade, e nós como seus discípulos precisamos fazer o mesmo. “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns pelos outros” (Jo. 13:35).

Pr. Alex Gadelha

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