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14 de fevereiro de 2009

Deus

Deus não é uma idéia ou um conceito, mas uma Pessoa. É assim como decidiu se revelar, assumindo a semelhança humana. Deus expressa sentimentos quando ira-se contra o pecado, alegra-se com os humildes e chora devido à incredulidade e o sofrimento. Ele também evidencia a capacidade de pensar. Sua Sabedoria é notória em toda a História revelada na Bíblia e existem questões do Seu Pensamento que ultrapassam a nossa mente finita. Em certos casos alguns tentam negá-lo, mas precipitam-se na sua finitude. O fato de não compreender uma Pessoa por completo, não é motivo para afirmar que ela não exista. Deus também escolhe. Isso significa que Ele tem vontade e liberdade para dizer sim ou não, ir adiante ou parar. As decisões do Criador não são arbitrárias ou sem critérios de Justiça. Ele é a Justiça em Pessoa, é perfeito em todos os seus caminhos. A plenitude do conhecimento de Deus é insondável, inescrutável. O pouco que conhecemos do Criador nos maravilha e às vezes nos confunde, mas é suficiente para exigir uma decisão de apreciação ou rejeição de sua Pessoa e Vontade.

Deus escolheu vir no Homem Jesus Cristo para revelar e ensinar a sua essência: o amor. O amor vivido em Jesus não se identifica com a inconstância dos sentimentos humanos, pelo contrário, é algo consistente, perseverante e íntegro. O amor de Deus é a síntese de todos os Seus atributos. Isso quer dizer que a afirmação bíblica de que Deus é amor, explica que tanto age com misericórdia, paciência e bondade como também com zelo, sabedoria e justiça. Deus salva o homem porque ama. Deus condena o homem porque ama. O amor não é injusto, mas alegra-se com a execução da justiça nos que crêem e nos que escolheram não crer.

Em Jesus, Deus decidiu se aproximar como nunca antes. Nascendo, crescendo, alimentando-se, trabalhando, dormindo, olhando nos olhos, tocando, relacionando-se com pais, irmãos e parentes, homens, mulheres e crianças, políticos e religiosos, pobres e abastados, assassinos, prostitutas, ladrões, bêbados, doentes, endemoniados, mentirosos e honestos, preguiçosos e trabalhadores, orgulhosos e humildes. Amou a todos. Exortando-os ao arrependimento, repreendendo certas atitudes, corrigindo falsas idéias, curando o corpo e a alma, perdoando pecados, ensinando a esperança, sofrendo vicariamente, morrendo de forma humilhante e ressuscitando em glória. Deus em Cristo contraria o senso de autojustificação, aquela idéia de conquistar a redenção através do poder do braço ou da articulação da inteligência. A religião como sistema de regras e crenças alicerçadas em tradições humanas tenta sutilmente deixá-lO do lado de fora do Trono da Vida, coroando a criatura ao invés do Criador. Mas a graça de Deus superabunda sobre a ignorância humana e proporciona a salvação pela fé no amor da cruz. O sacrifício do calvário outorgou o meio de salvação como sendo através de Jesus, o Deus amoroso encarnado. Para receber o dom da vida eterna basta apenas reconhecer-se necessitado do favor divino para o perdão dos pecados. O Favor Divino é Jesus.

Jesus não quer apenas salvá-lo, também quer amá-lo em um relacionamento invisível, mas real. Fazendo-lhe o bem, transformando sua maneira de sentir, pensar e agir. Ampliando sua visão do mundo e das pessoas através de ensinamentos preciosos, repletos de sabedoria e felicidade. Preparando-te para a batalha diária entre Reinos invisíveis, o das trevas e o da Luz. Cuidando das circunstâncias que circundam seu respirar. Talvez Ele não as mude, talvez seja você quem experimente uma ação transformadora na maneira como vê o mundo. A morte, doenças, tragédias, bens materiais, dinheiro, éticas e estéticas são entendidos com os olhos da fé.

A fé é a convicção do invisível e a certeza da esperança gerada pela compreensão da Palavra de Deus revelada na Bíblia. Crendo, você conhece a Deus, supera a deficiência da descrença e torna-se um ser potencialmente amoroso. Ora, o amor é o vínculo da perfeição.

Pr. Alex Gadelha

8 de fevereiro de 2009

Submissão

Esta palavra gera um sentimento de medo, principalmente por parte das mulheres. A idéia de ser “submissa ao próprio marido como ao Senhor” é aterrorizante. E para minimizar a dor ideológica formulam-se conceitos que minimizem a possibilidade “humilhante” de ser vista como submissa. Isso acontece porque muitas tiveram sua dignidade ferida por maridos cruéis ou por setores da sociedade que ultrajam a mulher, ou ainda como desculpa para defender um espírito rebelde. Mas é importante destacar que o princípio da submissão não está restrito ao sexo feminino, ele é universal.

Foi o próprio Deus Quem estabeleceu a idéia de alguns seres governarem outros. É só considerar a hierarquia dos anjos dos céus, a ordem para o homem dominar a Terra, a relação entre o homem e a mulher, a honra que os filhos devem prestar aos pais e os mais novos aos anciãos, a existência de governos e a presença de líderes entre amigos, na escola, no trabalho, na Igreja. Quer queiramos ou não, estamos em uma rede de relacionamentos onde alguns possuem poder de decisão sobre nós. Em certos casos esse poder é conquistado pelo caráter, pelo jeito-líder de ser, noutros foi dado por alguém, comprado ou até imposto.

Será que o conceito de submissão está claro na mente dos que o rejeitam? É mais fácil ouvirmos o que não é submissão: “não é escravidão”, “não é humilhação”, “não é anular a personalidade”, “não é...”. Às vezes definir negativamente é uma maneira de preservar sua opinião e fugir de certos deveres. Entretanto, tentemos uma conceituação afirmativa utilizando a etimologia do termo: O prefixo “sub” quer dizer “abaixo de” e “missão” algo a ser cumprido. Então, submissão seria estar debaixo de uma responsabilidade. Para a mulher seria a de auxiliar o marido, cuidar do lar. O dever do marido é o de amar a sua esposa como Cristo amou à Igreja. Ele fez isto doando a própria vida (Ef. 5:22-27). A missão dos filhos seria honrar os pais (Ef. 6:1-3). A responsabilidade dos cidadãos é de obedecer as leis estabelecidas pelo Governo Humano, desde que estas não contrariem a Lei Divina (Rm. 13:1-7). Também é necessário reconhecer o dever de obediência aos pastores e líderes do Corpo (Hb. 13:17). Os empregados devem servir de coração aos seus patrões como estes devem zelar por eles (Cl. 3:22-4:1). Para o dia a dia Paulo exorta considerar os outros superiores a si mesmo (Fl. 2:1-4). E com relação a Deus devemos amá-lo entregando-lhe a vontade, assumindo total dependência (Mt. 22:37). Alguns podem entender a aceitação destas orientações como uma declaração de óbito dos desejos pessoais, mas não é isso que Deus quer.

Reconhecer a autoridade do outro não significa deixar de existir, de pensar ou decidir. Quando isso acontece não é submissão, mas alienação. Em uma relação saudável de autoridade há liberdade para o diálogo, para a argumentação respeitosa. Se isso não acontece resulta em autoritarismo, tirania. Por outro lado, não podemos usar a liberdade de pensamento como subterfúgio para defender a insubmissão. Existem momentos em que devemos abrir mão da nossa opinião em respeito à autoridade do outro. Nessa relação paradoxal é necessário o difícil equilíbrio entre o ceder e o resistir, o argumentar e o calar, o falar e o ouvir. Em situações críticas precisamos apelar à justiça divina, aquietar-se e esperar que Deus resolva. Outros casos exigem uma atitude de ousadia em defesa da verdade, não propriamente de si mesmo. Submissão é obediência inteligente.

Agora note a maneira como Deus trata o seu povo. Como Autoridade Soberana Ele aponta caminhos, oferece opções e também adverte sobre as conseqüências (Mt. 7:13, 14). Ele abre espaço para o arrazoar (Is. 1:18-20). Bate na porta, espera uma resposta (Ap. 3:20). Coloca condições (Jo. 3:18). É uma relação saudável que não anula o Poder do Criador, mas, pelo contrário, evidencia-o e leva-nos a reconhecê-lo como totalmente digno de nossa confiança, admiração e obediência. A submissão a alguém de caráter íntegro enaltece a identidade do submisso, pois a autoridade além de merecer honra, tem a responsabilidade de dar segurança, nutrir de conhecimento e promover a maturidade de quem o honra. Observar o caráter do senhor é uma maneira de conhecer também o do servo. “Diga-me a quem tu obedeces, e eu direi quem tu és”.

Por fim, doar-se inteligentemente extrapola o ego, ensina o amor. E o amor é o vínculo da perfeição. Ele inevitavelmente será expresso em gestos, palavras e sentimentos sublimes. Ser submisso é ser honesto no nível moral do seu relacionamento, é não ter medo de ceder. A submissão é uma bênção que precisa ser compreendida.
Pr. Alex Gadelha.

O que Esperar de uma Igreja ao Longo do Tempo?

Diferente do lento processo de maturação que passa o corpo e a mente do ser humano, penso que a Igreja pode acelerar o seu crescimento. Não por suas próprias forças, mas pela dependência de Deus. Ser dependente de Deus não significa ser inútil ou inativo. Mas, pelo contrário, significa entregar-se durante o serviço. E dentre muitas coisas, essa entrega envolve a disposição de conhecer a vontade de Deus revelada na Palavra, o contato contínuo com o Criador por meio da oração, sensibilidade à voz do Espírito Santo, o compartilhar do coração uns com os outros na comunhão e acima de tudo a difícil decisão de amar ao próximo.

Creio que a vontade de Deus é que com o passar do tempo a Igreja cresça por meio dos seus membros. Cada um executando a sua função no Corpo, cooperando com todas as partes, fortalecendo-se mutuamente e intensificando sua influência sobre o mundo. Quando uma igreja pára de crescer, não é porque Deus quer assim, mas porque os membros não exercem os seus dons. Ora se alguns atrofiam, o Corpo inteiro sofre, sobrecarrega, pois somos uma teia de relacionamentos, interdependentes. Mas também não devemos esperar pelo dia onde todos assumirão suas responsabilidades ou quando deixarão de ser consumidores e possuirão um alto nível de vida devocional. Esse dia não existe. Primeiro, porque nem todos que vêm à Igreja são de fato convertidos à Jesus, segundo, porque alguns têm sido sufocados pelos cuidados, riquezas e preocupações desta vida.

E a idéia de “mudar a sua Igreja começando em si mesmo” só funciona se a intenção estiver voltada para adorar a Deus, edificar o irmão e evangelizar o próximo. Se a causa da aceitação de novas atitudes for egoísta, haverá mudanças, mas para pior. É necessário querer mudar a si mesmo para se ofertar como instrumento de transformação dos irmãos. É assim que o Senhor pode despertar a Igreja. É assim que podemos experimentar o milagre da salvação na vida de tantos amigos, familiares e desconhecidos.

Sou grato a Deus pelos poucos que remam no barco da Igreja do Senhor. Mas trabalho para que esses se multipliquem, influenciem e gere força capaz de impactar quem passa pela nossa comunhão. Imagino o dia onde a maioria da Igreja assuma sua responsabilidade pelo sustento financeiro, vença os vícios da preguiça, do escorar-se na liderança e seja firme na sã doutrina, não se deixando contaminar pelos modismos do mundo gospel.

Espero que não precise aguardar muito tempo para testemunhar um crescimento significativo da Igreja. Peço a Deus que faça de cada dia um divisor de águas para os anos que virão, caso o Senhor não nos arrebate.

Você pode começar a mover a vida de sua Igreja, decidindo rever atitudes e posturas, assumindo a sua parte no ministério e cumprindo sua função no Corpo. Não esquecendo de que todas estas atitudes precisam estar revestidas com o mesmo amor do Dono da Igreja: Jesus Cristo.

Pr. Alex Gadelha

6 de fevereiro de 2009

Eu Acredito em Deus nas Pessoas

Eu acredito em Deus nas pessoas. Mesmo que a sociedade considere alguns casos irreversíveis, tento não ser seduzido pelo pessimismo da maioria e viver de maneira a conduzir desesperançados à presença do Senhor do impossível. Entre os desacreditados estão principalmente os envolvidos com algum tipo de vício: A jogatina, o cigarro, o álcool, as drogas “pesadas”, o sexo lascivo, enfim, os prazeres da noite que escravizam e provocam reações de desprezo. E diante de casos assim sou tentado à descrença, mas luto para não perder a esperança. Decido não querer o olhar acusatório do diabo. Procuro desenvolver a sensibilidade de um bom médico que examina as causas da doença, entende-as e assim medica a fim de alegrar-se com a cura. Quero a atitude do pastor que enxergou a centésima ovelha distante do rebanho. Quero amar como Jesus.

Dizem que reconhecer as falhas é o primeiro passo para superá-las. Pois bem, confesso que a utopia de amar como Cristo anda dentro de minhas letras, mas distante da minha prática, pois assumo que tenho sido influenciado pela frieza do mundo. E quando falo em mundo não estou me referindo apenas ao sistema de práticas que habituamos condenar, nem à pessoas que costumamos evitar. O mundo que me influencia está dentro da Igreja, naquelas atitudes mesquinhas que levam a desprezar o mais pobre, o menos escolarizado, o mais avançado em idade, o portador de deficiência, os ditos “anormais” e aqueles que teimam em não ter os mesmos gostos pessoais ou não conseguem atingir o mesmo “status” estético-econômico-espiritual. O mundanismo infiltra-se com esta roupagem e não propriamente em ritmos musicais ou estilos de roupas.

Mas apesar das sutilezas, queixumes e caprichos que tenho de lidar no cotidiano da comunhão, acredito que é nela onde Deus possibilita as pessoas experimentarem e gerarem transformações. Esse acreditar não é fatalista, não significa um cruzar de braços diante de más línguas e intenções. Tal esperança me faz ensinar, pregar e confrontar com a verdade, de maneira que possa ver os sonhos de Deus se tornarem realidade na vida dos outros. Tenho a sincera convicção de que manipulação não muda ninguém, mais cedo ou mais tarde as pessoas percebem isso e se revoltam ao descobrirem que suas consciências estavam alienadas. É o amor sincero que ajuda as pessoas a tomarem decisões, porque sentir-se amado gera segurança e coragem para seguir adiante.

A cada amanhecer reafirmo que minha esperança está em Cristo. Sinto-me amado pelo Sumo-Pastor e espero todos os dias que Ele aja de maneira particular e universal. Esse anseio alimenta o meu amor, ainda me impulsiona à obediência e à perseverança. Não desisto porque estou olhando para a cruz. Ai de mim se focar os erros dos que vestem paletós e gravatas! Escolho acreditar que eles travam a mesma luta interna, sendo que alguns evidenciam, confessam, outros escondem, sofrem sozinhos, mas ambos tentam acertar.

Deus nos chamou para sermos agentes de esperança, sacerdotes intercessores. Vasos de barro que servem como depósito de tesouros preciosos ou pequenos templos que acomodam o Espírito Santo. Mesmo com tamanha fragilidade, o Senhor nos dá senso de valor e nos surpreende com os resultados. Isso me faz sentir como Paulo, ou como os heróis da fé que extraíam força da fraqueza e tudo podiam naquele que fortalece. Isso nutre a minha fé e me leva a acreditar que Deus continua a agir nas pessoas.

Pr. Alex Gadelha

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