Pesquisar este blog

7 de outubro de 2012

A Vida com Deus


Introdução

     “Criou Deus, pois, o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou” (Gn. 1:27). Crer no Criador ajuda a esclarecer as muitas questões existenciais da vida humana, inclusive aquelas que dizem respeito à nossa própria humanidade. A necessidade de entender a si mesmos suscita perguntas que impelem os homens a buscarem a origem, o sentido, a explicação da vida. Ora, acreditar que o homem é fruto de uma evolução bacteriana ou uma continuidade primata rebaixa-o à condição de um ser irracional, uma besta. No relato do Gênesis e em toda a Bíblia não encontramos o homem classificado como um animal, mas, pelo contrário, recebendo o poder de dominá-los, um ser singular em seus atributos. Somos comparados e servidos por anjos (Hb. 1:14); a coroa da Criação (Sl. 8:5); os últimos seres criados, os primeiros e únicos a terem consciência. O planeta e tudo o que nele há foi arquitetado para ser nossa Oikos (casa a ser administrada). O corpo, a alma e o espírito possibilitam-nos a criatividade, a memória, a inteligência, a consciência e tantas outras faculdades que nos permitem experimentar cores, sons, gostos, odores, sensações e ainda a capacidade de refletir sobre a vida. 

     O tempo, o prazer, o trabalho, a política, a cultura, o conhecimento, a morte e tantas outras dimensões são pensadas e experimentadas a medida da compreensão e de escolhas pessoais. O modo como as administramos produz resultados que alimentam a alma, adoecem-na ou a destroem. E neste tempo e espaço que habitamos é o posicionamento em relação a Deus que determina a qualidade da existência, bem como será o critério para o julgamento, para a eternidade com ou sem Deus.

      Se os alicerces de nossos raciocínios, sentimentos e ações são frágeis, o edifício vital racha, goteja, afunda, desaba. Fundamentar-se em Deus, vivê-lo no dia a dia trará segurança para aquele que nEle crê e ainda transbordará para a alma mais próxima. E o que significa estar em Deus? Permanecer em Deus significa deter-se em amar, transbordar em amor. “Deus é amor: aquele que permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele.” (1ª João 4:16). “Aquele não ama, não conhece a Deus, pois Deus é amor” (1ª Jo. 4:8). 

      Como o Único exemplo em excelência de amor na e à humanidade, Jesus foi um homem de seu tempo, ao mesmo tempo em que viveu fora dele. Ele não negou as dimensões política, cultural e religiosa da vida, mas exortou os seus discípulos a viverem-nas de modo diferente: Eles deveriam pagar impostos, mas separando o Reino de Deus do Império de César (Mt 22.17-21); Obedecer a Lei de Moisés, mas não se coadunar com as práticas dos que assentavam-se em sua cadeira (Mt. 23:1 a 3); Quando rompeu com práticas culturais explicou-lhes o porquê (Mt. 15:11; Jo. 13:14). Ainda ensinou sobre o casamento, sobre o saber, sobre a tradição, o trabalho, a infância, a morte. Em todos os seus ensinos o ingrediente do amor estava presente. Desde a justiça na purificação do templo (Jo. 2:13-16) à misericórdia no perdão a mulher flagrada em adultério (Jo. 8).

     Desde a Criação o mundo girou milhares de vezes, mas o homem continua o mesmo. Em sua essência continua pecador, transgressor da lei divina, inventor de males e distante da Vontade de Deus. A esperança que nos acaricia é a de que os princípios para a vida eterna continuam vivos; o amor de Deus em Jesus ainda viceja. Crer, receber e viver esse amor fará toda diferença nos caminhos, estações e dimensões da vida.  

Pr. Alex Gadelha

2 de outubro de 2012

Sete astúcias para ser eleito no Brasil



1º. É preciso dinheiro. Muito dinheiro. Se não tiver, vai ter que tomar “emprestado” com empresários, instituições ou políticos “experientes”, bons de “poupança”. Depois é só pagar com o suor público, senão com favores, terrenos, bens, medicina ou cargos comissionados.

2º. É preciso fazer promessas a grupos e pessoas de lugares específicos. “Uma mão lava a outra”. Para ter a rua pavimentada, uma praça bonita, campo de futebol no bairro, quem sabe um posto de saúde. E assim facilmente a obrigação se torna em favor.

3º. Acuse o adversário. Investigue o seu passado político ou até sua vida íntima. Compare discursos do passado com os do presente. E não esqueça que nesse jogo imagens valem mais do que palavras.

4º. Torne-se um ídolo. Marketing é a chave do sucesso! Contrate uma boa e grande empresa, distribua camisas, cartazes, carros, bandeiras, bolas coloridas. Alugue paredões de som e estruturas tecnológicas como canhões de luzes e helicópteros. Encomende paródias musicais, pois facilitam a lavagem cerebral pelos ouvidos. Crie jargões, “se colar, colou!”. E quando alguém perguntar de onde vem tanto dinheiro, diga-lhes que pessoas que acreditam em você estão custeando tudo isso.

5º. Toque o povo, permita ser tocado. Explore a ingenuidade e a miséria de pobres e analfabetos; alimente a cobiça dos ricos. Eles farão inimizades e amizades pelo seu nome, fixarão pôsteres nas portas e nos umbrais de suas casas e lá permanecerão durante toda a campanha, quem sabe até o fim do mandato.

6º. Seduza líderes. Sindicalistas, presidentes de associações, desportistas, famílias de influência etc. Lembre que “padres” e “pastores” de grandes rebanhos são peças chaves, formadores de opinião. Alguns desejam apenas um terreno ou a simples reforma do antigo templo.

7º. Finja. Minta, sorria, abrace, beije, abra bem os braços, dê tchauzinhos carinhosos, cumprimente aquele que olha na porta como se fosse um amigo de infância. Assuma uma postura de vítima, mas ao mesmo tempo seja um herói. Depois, chegue em casa, tome um bom banho e durma, se conseguir, com um peso na consciência do tamanho da sua cobiça. Se não sentir nada é porque a mente cauterizou o pouco de honestidade e honra que ainda existia nela.  

Alex Gadelha

Conselhos no Twitter