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22 de junho de 2015

Aprender a adorar no Livro do Apocalipse

Estudar os louvores e a adoração no Apocalipse de João permite visualizar como acontece o serviço dos santos anjos nos Céus e vislumbrar alguns momentos futuros de como adoraremos diante do Trono de Deus. O tratamento que os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos dão ao Cordeiro de Deus em nada assemelha-se ao que cantores gospels e muitos grupos de louvor fazem nos cultos. O temor diante de Deus demonstrado no prostrar do rosto em terra, e os temas dos cânticos sempre exaltando os atributos e os feitos de Deus, fazem-nos perceber como estamos distantes do padrão dos Céus.

Infelizmente, nas músicas que ocupam o topo da parada gospel, as letras apontam para um Deus que parece implorar ao homem que permita-o fazê-lo feliz. O Criador é desenhado como subalterno à criatura. Este tipo de cosmovisão forma pessoas ambiciosas e alimenta a ignorância quanto ao caráter de Deus. E ignorância quanto a quem Deus é, destrói um povo.

O mercado da música gospel com suas extravagâncias, excentricidades e heresias também tem engolido muitos ministérios de louvor, distraído as pessoas da verdade e desfocado o para quem devemos cantar, o para quem é o culto. Na revelação dada por Deus a João, Cristo é o Rei e Soberano sobre tudo e todos. É Ele quem é digno de receber glória, honra e poder dos homens e não o contrário. Ou seja, o culto revelado no Apocalipse é cristocêntrico, oferecido somente a Deus na Pessoa do Cordeiro. Já o culto da religiosidade gospel é antropocêntrico, tem como propósito maior o agradar aos visitantes dos templos e aos associados que, especialmente aos domingos à noite, consomem produtos como boa música, refinada oratória, catarse emocional e até show nos moldes de uma stand up comedy.

Voltemos ao Evangelho presente na revelação apocalíptica, cultuemos a Deus cantando os seus atributos com temor, tremor e alegria, fazendo tudo para glória do Seu Nome e nunca para suprir expectativas de homens que buscam um lugar apenas para se sentirem bem consigo mesmos, mas não com Deus.
Pr. Alex Gadelha


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