O relativismo moral é uma corrente de pensamento que afirma a inexistência de valores aplicáveis a todos os tempos históricos, espaços geográficos e contextos culturais. Argumenta que todo comportamento está condicionado por interesses pessoais ou grupais, conforme as transformações sociais produzidas por sujeitos, grupos ou instituições que detêm a hegemonia do pensamento na esfera educacional, religiosa, política, midiática, etc. Nesta concepção, o mal é interpretado de forma subjetiva, ou seja, se acordo com pontos de vista, julgamentos pessoais, sentimentos e percepções individuais. Por exemplo, o aborto deixa de ser entendido como o assassinato de uma vida inocente e indefesa para ser um meio de libertação de um ente que traz desconforto ao corpo da mãe. O relativismo está presente também na linguagem, combatendo qualquer normatização da língua; na arte, promovendo o despudor da nudez ou da violência; no direito, quando permite múltiplas interpretações da lei; no ...
O amor se personificou na pessoa de Jesus. Cada palavra, cada gesto, cada ato seu, uma expressão exata e viva do amor de Deus. “Nunca alguém foi tão odiado por amar tanto”. Ele amou leprosos, cegos, surdos, mudos, possessos, prostitutas, fariseus, ladrões, ricos, pobres, enfim, a todos, independente de classe, posição social ou deficiência física. É interessante notar que seu amor não se limitava ao sentir ou desejar, incluía a ação em favor do próximo. Quem experimentava do amor de Cristo não poderia permanecer o mesmo. Os discípulos tiveram seus conceitos e ideias a respeito da relação com o próximo destruídos e reconstruídos. Enquanto a lei asseverava “olho por olho dente por dente”, Jesus pregava “não resistais aos perversos; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra” (Mt.5:38, 39), a lei mandava amar ao próximo e odiar o inimigo, Ele mandou amar os inimigos e ainda orar pelos perseguidores (Mt. 5:43, 44). Cada traço da ...
Posicionar-se é expressar o que pensa a respeito de uma ideia ou atitude argumentando-se a favor ou contra. Fazemos isso o tempo todo, com palavras ou em silêncio. Esse ato diz muito sobre nós mesmos. Mostra o valor atribuído a crenças pessoas, mostra nossas prioridades e como enxergamos o mundo. Nossas posições provam se somos capazes de sacrificar o que cremos em troca de vantagens ou se estamos dispostos a sofrer danos em nome de convicções inegociáveis e pelas pessoas que amamos. Quando não nos posicionamos alimentamos uma tirania gestada no silêncio. Assim, o seu “não concordo” pode corrigir autoritarismos e libertar um ambiente monopartidário, caolho ideologicamente, comum em ditaduras. Posicionar-se ensina o convívio com o diferente, o divergente, o contraditório. Mostra que críticas a ideias não implicam em ódio a pessoas. A graça comum nos dá a capacidade de até apreciar a inteligência de alguém, mesmo não concordando com nenhum de seus argumentos. Pos...