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28 de outubro de 2010

Ouvindo a Voz de Deus no Conselho de Homens Piedosos



Um dos títulos proféticos do Messias é o de “Maravilhoso Conselheiro” (Is. 9:6). A imparcialidade e sabedoria nas respostas de Jesus maravilhavam os ouvintes. Foi assim nas questões do tributo a César (Mt. 22:17-22), do Sábado (Mt. 12:10, 11), da contaminação do homem (Mt. 15:1-20), do perdão (Mt.18:21, 22), da vida eterna (Mt. 19:16) etc. Deus enviou ao Cristo para aconselhar a humanidade à respeito do Seu amor e as boas novas de salvação.
Um conselho sábio pode nos aliviar da dúvida, da insônia, da depressão, do embaraço e da insegurança que assolam a existência. Bons conselhos são valiosos (Pv. 25:11), medicina para a alma (Pv. 16:24). Deus usou diversos conselheiros para guiar os homens nas veredas da justiça:
-   Jetro (sogro de Moisés): Vendo a sobrecarga sobre o genro, aconselhou a eleger dentre o povo “homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que aborreçam a avareza” para que julgassem os milhares de Israel (Ex. 18:13-27).  
-   : Em seu discurso, lembra de como os que o ouviam esperavam o seu conselho e faziam silêncio para ouvi-lo (Jó 29:21). Imaginem o quanto foi aprimorado o conhecimento de Jó após a sua provação.
-   Salomão: No início de seu reinado, Salomão representava a sabedoria divina (1 Rs. 3:16-28). Seus conselhos ajudaram o reino a crescer sobremaneira. 
-   Daniel: Depois de revelar o sonho do rei Nabucodonosor, Daniel o aconselhou a que abandonasse os seus pecados e iniqüidades, que fosse misericordioso com os pobres para, talvez, prolongar a sua tranquilidade (Dn.4:27). Em seu orgulho o rei não escutou ao seu conselheiro e Deus o humilhou, tornando-o como um animal do campo (Dn. 4).
             Há uma característica a ser destacada nos grandes conselheiros do povo de Deus: Uma vida de temor e retidão diante dEle. Alguém que deseja ajudar os outros com palavras de orientação, primeiro deve buscar aprender e viver os conselhos divinos para evitar opiniões pessoais, instintivas ou preconceituosas. “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Is. 8:20). A Bíblia deve ser a única regra de fé e prática, nossas admoestações devem passar pelo seu crivo. É perigoso ouvir conselhos de incrédulos, mesmo que esses sejam familiares ou amigos próximos. E não somente incrédulos, como também crentes carnais ou ainda inexperientes.
             Um caso na Bíblia que demonstra o estrago que um conselho irresponsável pode causar é descrito em Números 13, onde o Rei Roboão ao invés de seguir o conselho dos anciãos, preferiu ouvir aos jovens que haviam crescido com ele e o serviam. Enquanto os anciãos orientaram para que fosse benigno, agradável e de boas palavras, porque assim o povo o serviria para sempre; os jovens lhe disseram que fosse mais cruel e que falasse ao povo: “... meu pai vos impôs jugo pesado, eu ainda vo-lo aumentarei; meu pai vos castigou com açoites, porém eu vos castigarei com escorpiões” (2 Cr. 10:10, 11). Roboão seguiu o conselho por afinidade, a conseqüência foi a divisão do Reino.
             Paulo exorta: “instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria”, mas antes Ele deseja: “Habite ricamente em vós a palavra de Cristo” (Cl. 3:16). O conhecimento das Escrituras e a iluminação do Espírito Santo nos habilitam a sermos canal de Deus entre a Igreja e no mundo. Deus ainda usa pessoas como eu e você como seus conselheiros, vamos nos dispor para a sua obra.
Pr. Alex Gadelha

9 de outubro de 2010

Ouvindo a Voz de Deus nas Circunstâncias

     “Precisamos aprender a discernir a presença de Deus em cada circunstância da vida. Um filho de Deus, andando no Espírito, deve buscar as obras de Deus, as pegadas de Deus e as evidências das mãos do Deus Todo-Poderoso em cada situação da vida. Deus é soberano, e nós somos seus filhos. Não existem acidentes na vida de um filho de Deus. Há certas coisas que Deus pode permitir. Há algumas coisas que Deus envia. Há captadores de atenção que Deus coloca em nossas vidas, mas não há acidentes” (Charles Stanley). 


  Ouvir a voz de Deus nas circunstâncias nem sempre é fácil, afinal somos tendenciosos a nos centrar tanto nos problemas ou nas bênçãos que não atentamos para a fonte e a razão delas. Diante de situações agradáveis e desagradáveis podemos fazer uma pergunta que pode responder algumas de nossas ansiedades. Ao invés de sempre perguntarmos o porquê, podemos indagar: Para que Senhor? O que queres fazer em minha vida por meio destas coisas que estou vivendo? 


    Na pedagogia divina, acontecimentos incomuns podem estreitar a comunhão com Deus e fortalecer a nossa fé. Nos registros bíblicos, o Senhor captou a atenção de seu povo diversas vezes e de várias formas:

   Fracassos – Quando Israel venceu a batalha de Jericó (Js. 6), o Senhor ordenou que consagrassem toda prata e ouro ao seu tesouro, eles desobedeceram e perderam a batalha contra a fraca cidade de Ai (Js.7). As conquistas bélicas do povo de Israel geraram diversas vezes um sentimento de independência e orgulho. Quando Deus percebia isto, Ele mesmo promovia a derrota de seu povo com o fim de ensiná-lo a reconhecê-lO em seus caminhos.

   Doença e aflição – Deus pode permitir que adoeçamos tanto para fortalecer a nossa fé (Jó 42:1-5), como para nos advertir acerca do pecado (Sl. 119:67). Existem muitas lições que podemos aprender na dor, a principal delas é a humildade e a dependência de Deus (Sl. 32:3-7, 2 Cr. 32:24-26).

   Tragédias – A incredulidade do povo de Israel no Egito custou-lhes suas vidas. Serviu de exemplo para várias gerações (1Co. 10:1-11).

    Oportunidades – Deus possibilita oportunidades para o crescimento de seus filhos e a realização de Sua vontade. Paulo compara as oportunidades de evangelismo como portas abertas pelo Senhor (1Cor. 16:9; 2 Co. 2:12; At. 14:27; Cl. 4:3; Ap. 3:8).

   Bênçãos – Deus discursa sobre sua providência quando nos abençoa com aquilo que precisamos. Davi conta de sua experiência de nunca ter visto um justo a mendigar o pão (Sl. 37:25), Paulo, confiante, diz aos filipenses que Deus havia de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de suas necessidades (Fp. 4:19).

    É necessário reconhecer aqui que existem circunstâncias que são provocadas por nossas próprias ações. Não podemos culpar a Deus pelas conseqüências de nossos erros, a Bíblia é clara ao dizer que “colhemos o que semeamos”. Por isso “nunca se queixe daquilo que você permite”.

   É bom ouvir a voz de Deus nas circunstâncias e percebermos o seu cuidado e amor sobre nós. Amados, que possamos ser sensíveis a voz do Senhor, nos esforçando para obedecê-la, vivendo sob Sua orientação.


Pr. Alex Gadelha

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