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31 de janeiro de 2011

13 Anos Servindo Juntos



               Estamos celebrando a bondade de Deus pela graça do nosso 13º ano como Igreja organizada. Durante a nossa história muitas pessoas nos abençoaram com o seu exemplo de fé, serviço e liberalidade. Existiram também aquelas que apenas passaram por nós deixando pegadas ou não. O nosso desejo e empenho é para que todos vivam a comunhão em abundante intimidade, pois é somente assim que podemos nos considerar membros de uma comunidade cristã.  
               No ano de 2011 a orientação pastoral aponta para que todos os ministérios adentrem nas ruas e becos da cidade. Queremos nos libertar dos vícios da religiosidade centrada do templo e ir onde as pessoas estão. A intenção é mostrar a “nossa cara”, criar e estreitar laços de amor, ampliando sobremodo o alcance da nossa evangelização.
               Também temos reconhecido que uma das estratégias mais eficazes para gerar comunhão é o serviço coletivo. O modo como Jesus viveu os três anos e meio de sua missão e a eficácia como a primeira Igreja espalhou a mensagem do Evangelho nos faz visualizar a importância de trabalharmos juntos. Não há dúvidas de que agir como cooperadores em uma mesma obra fortalece amizades, ajuda a amadurecer no exercício do perdão, aperfeiçoa o discipulado e consola através do companheirismo.
               Sabendo essas coisas, cada convertido ao Senhor Jesus precisa se integrar à comunidade e construir relacionamentos significativos. O nosso apelo é para que os irmãos que apenas frequentam os encontros de culto procurem um dos ministérios e se disponham a servir. Os grupos estão organizados por faixa etária com o propósito de facilitar o acesso à vida da Igreja. Assim, Crianças, Adolescentes, Jovens, Mulheres e Casados se reúnem nas casas e no templo para compartilhar experiências pessoais e aprenderem a vontade de Deus revelada na Sua Palavra.
               Nestes primeiros dias de 2011 estamos percebendo iniciativas pessoais e coletivas de solidariedade com a vida da Igreja. Os líderes e suas equipes têm demonstrado um potencial criativo e integrador admirável. Isso é muito bom e nos impõe o desafio de manter-nos firmes e constantes durante todo o ano.
               Não fique de fora desse bom momento. Decida ser útil, aproxime-se e dê um passo em direção a vida cristã prática. A nossa maneira de ser Igreja oferece espaços e áreas em abundância para você atuar e agradar o coração de Deus. Então não perca tempo, os dias são maus e necessitam de pessoas que amem o bem. 


Alex Gadelha

30 de janeiro de 2011

Sem Fé é Impossível...


Hb. 11:1-6

Quando penso em um texto que explique a fé e o que se pode fazer quando se está tomado por ela, os primeiros versos que vêm à mente são os do capítulo 11 da Epístola aos Hebreus. Neste porção está a definição mais precisa do que é a fé: “A fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se vêem”. De Abel à Samuel, 16 nomes são citados e considerados heróis. Heróis da e pela fé. Pessoas que realizaram grandiosos feitos devido a confiança que dedicaram ao Criador. Com o exemplo destes homens, o autor procura ensinar o que é a fé, os seus feitos e a sua necessidade para agradar a Deus.
A fé é a certeza da esperança. Mas, afinal, o que esperamos? Os crentes aguardam o arrebatamento da igreja, o ressoar da trombeta, a ressurreição dos mortos, a vida eterna na presença de Cristo. Esperamos o cumprimento de todas as promessas e profecias de Deus e temos a certeza de que nenhuma delas vai deixar de se cumprir.

A fé é a convicção do invisível. Em que fatos cremos sem enxergá-los? Os grandiosos milagres do Antigo Testamento: O dilúvio, as dez pragas do Egito, a abertura do mar vermelho, o maná do céu, a água da rocha, a queda das muralhas de Jericó, o peixe que engoliu Jonas. Não conhecemos a Cristo fisicamente, nem visualizamos o seu sangue na cruz ou as marcas dos pregos em seus punhos. Nossos olhos não vêem a Nova Jerusalém, a cidade dos santos, nem o lugar de castigo eterno para os incrédulos. Mas, visto que “andamos por fé e não por vista” (1ª Cor. 5:7), entendemos que todos estes fatos são verídicos, reais, autênticos.  E “bem-aventurados os que não viram e creram”, disse Jesus (Jo. 20:29).

Sem fé é impossível alcançar um bom testemunho. Todos os homens e mulheres da Bíblia que alcançaram um bom testemunho diante dos homens e de Deus fizeram-no mediante a confiança no Todo-Poderoso. Com os seus atos de convicção influenciaram as pessoas para o bem, foram exemplos para filhos, amigos, vizinhos, família, sociedade, para sua geração. Devido a sua fé, deixaram uma herança histórica louvável e mesmo que estejam mortos corporalmente, seus exemplos ainda falam.

Sem fé é impossível compreender... Compreender a origem do Universo, a nossa origem. Por ela entendemos que o grandioso e diversificado mundo que agora existe surgiu do invisível, originou-se da Palavra de Deus. “Ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir” Sl. 33:9.  É a fé que nos ajuda a encontrar o sentido da vida, a razão de estarmos aqui neste universo infinito e angustiante. Pela fé encontramos a Deus e a nós mesmos.

Sem fé é impossível agradar a Deus. Para se aproximar de Deus é preciso crer em sua existência. Crer no Eterno, Imortal, Invisível, mas Real. É necessário crer que Ele recompensa aquele que o busca com perdão de pecados, com paz no coração, certeza de salvação, com uma nova vida, uma vida nova.


É impossível aproximar-se de Deus com fé e continuar sendo a mesma pessoa!

Alex Gadelha.

21 de janeiro de 2011

Fé em Tempos Difíceis

       
      
      
Fé em Tempos Difíceis


Olá. Tudo bem? Tudo bem mesmo? Viver bem nesse mundo mal está cada vez mais difícil não é verdade? E existem razões para nos preocupar e até mesmo desesperar. Pense em algumas delas:

  • Catástrofes ambientais encurtam a nossa existência e tem tornado o mundo um lugar inóspito;
  • Doenças incuráveis e epidemias são constantes;
  • A luta pela sobrevivência no competitivo mercado de trabalho faz os homens devorarem uns aos outros;
  • O medo da violência que ronda as ruas nos força a uma espécie de prisão domiciliar sem termos cometido crime nenhum;
  • O domínio de vícios como o álcool e o crack tem destruído famílias inteiras;
  • A ciência tem formado homens-bombas em seus sentimentos e valores;
  • A religião está manchada com escândalos que envolvem desde a exploração mercantil da fé ingênua até o abuso sexual de crianças;
  • A família está sendo atacada por ideologias humanas e também sofre com a fragilização dos laços de lealdade: os cônjuges traem, os filhos ignoram os pais e não respeitam a memória de seus antepassados;
  • Os exemplos de corrupção estão em todas as esferas do poder, do Congresso Nacional às ruas da cidade. Eles são vergonhosos e causam indignação.

Em um mundo assim, a esperança é facilmente assassinada e o pessimismo alarga suas tendas. E o que fazer então? Sinceramente, não podemos esperar um mundo melhor habitado por pessoas más. No entanto, podemos experimentar paz e segurança mesmo em meio ao caos. Essa possibilidade é real, mesmo que os discursos da mídia, da ciência incrédula e principalmente do próprio homem digam o contrário. 

Estou falando sobre a fé. De acordo com a Palavra de Deus, a fé é a certeza da esperança e a convicção do invisível. “Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb. 11:1, 6). Com fé tudo é possível, inclusive a alteração de circunstâncias e a transformação de nós mesmos. Isso porque é Deus quem intervém na vida daquele que crê.

Agora é importante entender esse conceito, pois não o podemos confundir com superstição, crendice ou credulidade. 

Para superar a superficialidade do entendimento da fé como uma simples crença na existência de um Criador, três passos são necessários:

O primeiro é conhecer a Verdade. Conhecer é ouvir, examinar o que Deus diz sobre Ele mesmo e sobre nós. A Verdade é Jesus e quando o conhecemos somos libertos das trevas da ignorância espiritual e iluminados pela glória do seu Evangelho.      

O segundo é crer. Não adianta ler toda a Bíblia, memorizar e citar versículos, ou apenas afirmar que Deus existe. É preciso uma entrega total e resignada de nossa vontade. Essa confiança resulta em paz, segurança e sabedoria.

Quem conheceu e confiou sua vida a Jesus manifestará amor. Amar é o grande mandamento. Quem ama a Deus também o faz ao próximo. Está disposto a perdoar e pedir perdão, a lutar por aquilo que é justo e a praticar a misericórdia.

A fé alicerçada no conhecimento bíblico, na confiança resignada e na prática do amor é a força necessária para suportar e superar as adversidades da vida. Mas ninguém nasce crendo assim. É uma escolha que exige a decisão consciente e pessoal de confessar Jesus Cristo como Único Senhor e Salvador.

É para ouvir sobre essa fé que estamos convidando você a participar do 13º Aniversário da Igreja Batista Regular da Fé no Liberdade I. E independente de como está a sua vida, queremos que fique conosco durante estes dois dias de gratidão e louvor. Ficaremos felizes com a sua presença e com certeza, Deus também ficará.     

Pr. Alex Gadelha

7 de janeiro de 2011

O Trabalhador é Quem Dignifica o Trabalho


                “O trabalho dignifica o homem” disse o filósofo Max Weber no livro “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”, escrito entre 1904 e 1905. No contexto histórico não existia escassez de empregos, por isso a frase possuía um sentido original de crítica àqueles que se recusavam a trabalhar por vontade própria ou por estarem envolvidos na luta de classes. A tese de Weber era a de que a cosmovisão dos protestantes alemães e ingleses favoreciam a economia do acúmulo e a mentalidade da vida sempre produtiva. A poupança gerada por um estilo de vida sem luxos e sem gastos desnecessários e o entendimento de que o trabalho seria um meio de glorificar a Deus contribuíram para essa interpretação.

Se contextualizarmos a frase, diríamos que nem todos os tipos de trabalho dignificam o homem. Principalmente aqueles que negam valores morais e espirituais como o amor ao próximo, a pureza e a justiça. Para citar exemplos, poderíamos apontar atividades que lucram com a venda sexual do corpo, a exploração do vício e a alienação da verdade.
Assim como pensavam os protestantes na interpretação de Weber, penso que o trabalho dignificante é aquele cujo fim é a exaltação a Deus. A boa profissão é aquela que cuida em zelar por atitudes e práticas que respeitem os princípios ensinados e vividos por Cristo. Claro que existem em boas profissões, maus profissionais. Nem todos os professores, médicos, engenheiros, biólogos, advogados, esportistas, artistas, mecânicos ou pescadores respeitam os princípios divinos nas relações com os homens e com a natureza criada por Deus.
Na verdade, não é o trabalho que dignifica o homem, mas é o próprio trabalhador. A sua postura ética e sensível às necessidades dos outros o elevam à condição de um bom homem que faz um bom trabalho. Esforços realizados com murmuração ou com interesses egoístas adoecem não somente o corpo, mas também a alma e o espírito. O trabalhador mesquinho acelera o envelhecimento, escraviza-se a sentimentos de eterna insatisfação e ainda engana-se na tentativa de barganhar com Deus.
E o trabalho na Igreja? Deve ser realizado por todos os que amam a Deus. O pastor, o missionário, o evangelista e aqueles que recebem o seu sustento da Comunidade possuem funções especificas e por isso não devem ser os únicos a edificarem a Obra do Reino. Esse clericalismo que põe toda a responsabilidade sobre os líderes e que também lhes atribui todos os privilégios não foi ensinado por Jesus. No reino do Senhor o maior é aquele que mais serve aos outros.
 As gotas de suor, a pele queimada do sol ou as olheiras de tanto ler, os calos nas mãos, o desgaste da voz ou dos pés devem ser oferecidos a Deus como sacrifício vivo de um verdadeiro adorador. Sendo assim, o melhor é exercer a profissão e/ou o ministério, consciente de que o Juiz de todos os homens é Quem entregará o galardão, individualmente.


Alex Gadelha

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