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26 de dezembro de 2010

O que foi 2010 e como será 2011?


                Parece que todo ser humano tem impregnado em si uma doença que rouba a alegria, a paz e a esperança. Essa peste ataca muitos corações e suga a força necessária para viver bem neste mundo mal. Estou falando do pecado da murmuração. Aquele sentimento de insatisfação e descontentamento que matou milhares de israelitas no deserto (1ª Co. 10) e que pela boca de uma mulher rixosa incitou o justo Jó a amaldiçoar a Deus (Jó 2:9).
Se para o poeta inglês Willian Shakespeare o ciúme tem os olhos verdes, para mim a murmuração tem semblante rijo, vista curta e olhos vermelhos de raiva, de pessimismo e de tristeza. A murmuração contraria a fé. O murmurador não consegue crer que Deus está no controle e por isso fatalmente visualiza apenas a tempestade. Não percebe que após a tormenta o chão fica molhado, as aves cantam e o clima fica ameno. Quando os ventos, os raios e os trovões passam, um tempo de calmaria se estabelece. É uma boa oportunidade para reconstruir o que foi destruído com uma melhor qualidade.
                Assim como todos os anos, 2010 foi um ano de temporais, brisas e bonança. Pessoas novas entraram em nossas vidas, outras foram e voltaram, alguns permanecem distantes e muitos (a maioria) mantém-se firmes na Rocha. Temos razões suficientes para celebrar e mesmo que não tivéssemos somos devedores de louvor e gratidão a Deus, pois apesar de quem somos Ele nos ama e trabalha para que sejamos melhores.
Em 2010, o Senhor nos deu o prazer de testemunharmos casamentos, conquistas profissionais, avanços na vida escolar, prosperidade material e outros fatos que são pequenos em relação ao que realmente importa. E o que realmente importa? A perseverança no Senhor, a comunhão com a Igreja, a salvação de pessoas, a mudança de mentalidade e de atitudes - o amadurecimento espiritual, a intensidade do amor, a promoção da glória do nome de Jesus por meio de nossas vidas. “O essencial é invisível aos olhos” dizia Saint Exupéry. E o nosso Mestre exortou a buscar em primeiro lugar o Seu Reino e a Sua Justiça, sabendo que o necessário seria provido por Deus.
E o que nos aguarda o futuro? Dores, conflitos, perdas, desafios e decepções. Também alívio, paz, conquistas, vitórias e alegrias. A vida é plena de paradoxos, de experiências e sentimentos que se alternam entre o prazer e a dor, a alegria e a tristeza. O que temos de fazer então? Agradecer. Sim, agradecer todas as coisas, conscientes de que uma experiência maior aguarda àqueles que amam a Deus com a mente e o coração. Enquanto estivermos aqui gemeremos nesse corpo corruptível, mas a esperança de que o melhor de Deus ainda estar por vir alimenta a nossa alma e é antídoto para a murmuração.
2011 será um ano de despedidas e de boas vindas. Pessoas que amamos irão partir, mas outras chegarão e tocarão o nosso coração. E neste vai e vem da existência experimentaremos saudades e surpresas, choro e risos, perdas e conquistas. E mesmo estando no olho do furacão da vida, Deus, o nosso Deus, continuará conosco por mais um ano ou talvez estaremos todos assentados à Sua mesa, celebrando nos céus as Bodas do Cordeiro.

Alex Gadelha

28 de outubro de 2010

Ouvindo a Voz de Deus no Conselho de Homens Piedosos



Um dos títulos proféticos do Messias é o de “Maravilhoso Conselheiro” (Is. 9:6). A imparcialidade e sabedoria nas respostas de Jesus maravilhavam os ouvintes. Foi assim nas questões do tributo a César (Mt. 22:17-22), do Sábado (Mt. 12:10, 11), da contaminação do homem (Mt. 15:1-20), do perdão (Mt.18:21, 22), da vida eterna (Mt. 19:16) etc. Deus enviou ao Cristo para aconselhar a humanidade à respeito do Seu amor e as boas novas de salvação.
Um conselho sábio pode nos aliviar da dúvida, da insônia, da depressão, do embaraço e da insegurança que assolam a existência. Bons conselhos são valiosos (Pv. 25:11), medicina para a alma (Pv. 16:24). Deus usou diversos conselheiros para guiar os homens nas veredas da justiça:
-   Jetro (sogro de Moisés): Vendo a sobrecarga sobre o genro, aconselhou a eleger dentre o povo “homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que aborreçam a avareza” para que julgassem os milhares de Israel (Ex. 18:13-27).  
-   : Em seu discurso, lembra de como os que o ouviam esperavam o seu conselho e faziam silêncio para ouvi-lo (Jó 29:21). Imaginem o quanto foi aprimorado o conhecimento de Jó após a sua provação.
-   Salomão: No início de seu reinado, Salomão representava a sabedoria divina (1 Rs. 3:16-28). Seus conselhos ajudaram o reino a crescer sobremaneira. 
-   Daniel: Depois de revelar o sonho do rei Nabucodonosor, Daniel o aconselhou a que abandonasse os seus pecados e iniqüidades, que fosse misericordioso com os pobres para, talvez, prolongar a sua tranquilidade (Dn.4:27). Em seu orgulho o rei não escutou ao seu conselheiro e Deus o humilhou, tornando-o como um animal do campo (Dn. 4).
             Há uma característica a ser destacada nos grandes conselheiros do povo de Deus: Uma vida de temor e retidão diante dEle. Alguém que deseja ajudar os outros com palavras de orientação, primeiro deve buscar aprender e viver os conselhos divinos para evitar opiniões pessoais, instintivas ou preconceituosas. “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Is. 8:20). A Bíblia deve ser a única regra de fé e prática, nossas admoestações devem passar pelo seu crivo. É perigoso ouvir conselhos de incrédulos, mesmo que esses sejam familiares ou amigos próximos. E não somente incrédulos, como também crentes carnais ou ainda inexperientes.
             Um caso na Bíblia que demonstra o estrago que um conselho irresponsável pode causar é descrito em Números 13, onde o Rei Roboão ao invés de seguir o conselho dos anciãos, preferiu ouvir aos jovens que haviam crescido com ele e o serviam. Enquanto os anciãos orientaram para que fosse benigno, agradável e de boas palavras, porque assim o povo o serviria para sempre; os jovens lhe disseram que fosse mais cruel e que falasse ao povo: “... meu pai vos impôs jugo pesado, eu ainda vo-lo aumentarei; meu pai vos castigou com açoites, porém eu vos castigarei com escorpiões” (2 Cr. 10:10, 11). Roboão seguiu o conselho por afinidade, a conseqüência foi a divisão do Reino.
             Paulo exorta: “instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria”, mas antes Ele deseja: “Habite ricamente em vós a palavra de Cristo” (Cl. 3:16). O conhecimento das Escrituras e a iluminação do Espírito Santo nos habilitam a sermos canal de Deus entre a Igreja e no mundo. Deus ainda usa pessoas como eu e você como seus conselheiros, vamos nos dispor para a sua obra.
Pr. Alex Gadelha

9 de outubro de 2010

Ouvindo a Voz de Deus nas Circunstâncias

     “Precisamos aprender a discernir a presença de Deus em cada circunstância da vida. Um filho de Deus, andando no Espírito, deve buscar as obras de Deus, as pegadas de Deus e as evidências das mãos do Deus Todo-Poderoso em cada situação da vida. Deus é soberano, e nós somos seus filhos. Não existem acidentes na vida de um filho de Deus. Há certas coisas que Deus pode permitir. Há algumas coisas que Deus envia. Há captadores de atenção que Deus coloca em nossas vidas, mas não há acidentes” (Charles Stanley). 


  Ouvir a voz de Deus nas circunstâncias nem sempre é fácil, afinal somos tendenciosos a nos centrar tanto nos problemas ou nas bênçãos que não atentamos para a fonte e a razão delas. Diante de situações agradáveis e desagradáveis podemos fazer uma pergunta que pode responder algumas de nossas ansiedades. Ao invés de sempre perguntarmos o porquê, podemos indagar: Para que Senhor? O que queres fazer em minha vida por meio destas coisas que estou vivendo? 


    Na pedagogia divina, acontecimentos incomuns podem estreitar a comunhão com Deus e fortalecer a nossa fé. Nos registros bíblicos, o Senhor captou a atenção de seu povo diversas vezes e de várias formas:

   Fracassos – Quando Israel venceu a batalha de Jericó (Js. 6), o Senhor ordenou que consagrassem toda prata e ouro ao seu tesouro, eles desobedeceram e perderam a batalha contra a fraca cidade de Ai (Js.7). As conquistas bélicas do povo de Israel geraram diversas vezes um sentimento de independência e orgulho. Quando Deus percebia isto, Ele mesmo promovia a derrota de seu povo com o fim de ensiná-lo a reconhecê-lO em seus caminhos.

   Doença e aflição – Deus pode permitir que adoeçamos tanto para fortalecer a nossa fé (Jó 42:1-5), como para nos advertir acerca do pecado (Sl. 119:67). Existem muitas lições que podemos aprender na dor, a principal delas é a humildade e a dependência de Deus (Sl. 32:3-7, 2 Cr. 32:24-26).

   Tragédias – A incredulidade do povo de Israel no Egito custou-lhes suas vidas. Serviu de exemplo para várias gerações (1Co. 10:1-11).

    Oportunidades – Deus possibilita oportunidades para o crescimento de seus filhos e a realização de Sua vontade. Paulo compara as oportunidades de evangelismo como portas abertas pelo Senhor (1Cor. 16:9; 2 Co. 2:12; At. 14:27; Cl. 4:3; Ap. 3:8).

   Bênçãos – Deus discursa sobre sua providência quando nos abençoa com aquilo que precisamos. Davi conta de sua experiência de nunca ter visto um justo a mendigar o pão (Sl. 37:25), Paulo, confiante, diz aos filipenses que Deus havia de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de suas necessidades (Fp. 4:19).

    É necessário reconhecer aqui que existem circunstâncias que são provocadas por nossas próprias ações. Não podemos culpar a Deus pelas conseqüências de nossos erros, a Bíblia é clara ao dizer que “colhemos o que semeamos”. Por isso “nunca se queixe daquilo que você permite”.

   É bom ouvir a voz de Deus nas circunstâncias e percebermos o seu cuidado e amor sobre nós. Amados, que possamos ser sensíveis a voz do Senhor, nos esforçando para obedecê-la, vivendo sob Sua orientação.


Pr. Alex Gadelha

31 de agosto de 2010

Voz Soberana

      
A teologia define soberania como sendo a “autoridade inquestionável que Deus exerce sobre todas as coisas criadas, quer na terra, quer nos céus. A soberania divina está baseada em sua onipotência, onipresença e onisciência. Isto significa que todos precisam de Deus para existir; sem Ele, não há vida nem movimento”.
A voz que ordenou a criação do mundo, o dilúvio, a dispersão dos povos e a confusão das línguas na torre de Babel; que chamou Abraão para estabelecer uma nação santa e elaborou leis para regê-la; que enviou o Seu Filho para morrer pelos pecados da humanidade é a mesma voz que redime aqueles que se rendem ao Salvador bem como a mesma que sentencia à condenação eterna aqueles que o rejeitam. A soberania de Deus Lhe confere autoridade de julgar o homem segundo a Sua Justiça e determinar a Verdade a ser seguida.
A Bíblia descreve a estrutura do homem como sendo pó (Sl. 103:14), compara nossos poucos dias aqui na terra como “uma neblina que logo se dissipa” (Tg. 4:14), uma planta que logo murcha (1 Pe. 1:24). O homem que vê a si mesmo como auto-suficiente, independente e “deus de si” vai estar um dia na presença do Criador para prestar contas. Descobrirá que toda a sua altivez foi insensata e perniciosa, irá dobrar os joelhos e reconhecer a Soberania do Único Deus (Rm. 14:11, 12). Mas reconhecer a soberania de Deus diante de Seu trono nos céus não garantirá a vida eterna. É enquanto estamos aqui neste mundo que possuímos a oportunidade de receber a graça de Deus. Se nos submetermos a voz do Bom Pastor ele nos promete: “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão” (Jo. 10:27). Se o negarmos, Ele também nos negará (Mt. 10:33). 
Quando Cristo esteve entre nós, nos agraciou com amostras da Soberania divina. Com sua voz ordenou a expulsão de demônios (Mt. 8:16), repreendeu o vento e mandou o mar se acalmar (Mc. 4:39); com a sua palavra curou enfermos (Mt. 8:5-13) e concedeu vida a pessoas que estavam mortas (Lc. 7:11-15). Sua voz manifestou o poder e a sabedoria infinita do Senhor da vida. Mesmo assim muitos não lhe deram ouvidos, movidos de malícia e inveja questionaram a sua autoridade. Em certa ocasião Cristo respondeu a esses tais: “as obras que faço em nome de meu Pai testificam a meu respeito” (Jo. 10:25). Afirmou que aqueles que não ouvem a sua voz não pertencem ao seu pasto: “as minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem” (Jo. 10:27). As ovelhas do Senhor reconhecem a Soberania de Deus e seguem suas ordens e princípios. Quanto aos que se mantêm rebeldes e surdos espirituais, a mesma palavra que não deram ouvidos os julgará (Jo. 12:48).
A atitude do homem com relação a Deus deve ser como a do apóstolo Pedro, que ainda não conhecendo a plenitude de Jesus rendeu-se à Sua autoridade. O evangelista Lucas registra que depois de uma noite de escassez de peixe, Pedro lavava sua rede junto ao barco. Jesus entrou nele e pediu que o afastasse um pouco da praia para falar as multidões. Após o seu discurso, ordenou-lhe que afastasse o barco mais um pouco e que lançasse as redes. Pedro ainda quis replicar, mas depois de ouvir os ensinos do Mestre disse: “sob a tua palavra lançarei as redes”. O resultado foi um barco cheio de peixes e um homem prostrado aos pés de Jesus, reconhecendo seu pecado e sendo chamado para ser pescador de almas (Lc.5:1-11). Essa famosa história reflete o que pode acontecer na vida de quem se rende a Jesus.
É bom saber que mesmo com toda a Sua Soberania, Deus se importa com cada um de nós. E quando reconhecemos e obedecemos a sua voz, Ele usa o seu poder e sabedoria para promover o nosso crescimento e nos garantir o bem.         

Pr. Alex Gadelha

15 de agosto de 2010

De Volta ao Primeiro Amor






1 de julho de 2010

Ouvir com os Ouvidos e com o Coração


Para ouvir e viver a voz de Deus é preciso escutá-la não apenas com os ouvidos, mas também com o coração. O termo coração é freqüentemente usado na Bíblia para explicar o mais profundo do ser humano. Ele é entendido como o centro da razão, das emoções e da vontade. O problema de muitos da época do Antigo e do Novo Testamento, assim como dos dias atuais, consistia em ouvir o mandamento sem reflexão ou com indiferença.

Os fariseus eram assim, pois conheciam os 614 mandamentos da Lei, as festas, os “dias santos” e todos os rituais judaicos. Ele proferiam belos discursos, esmolavam aos pobres, vestiam-se com “reverência”, davam louvores a Deus e cantavam belos hinos. Mas infelizmente não passava de teatro, já que não atentavam em seguir a voz de Deus. Conhecendo a sujeira interior Jesus censurava a estes religiosos comparando-os a copos, pratos e túmulos que eram limpos em seu exterior, mas imundos por dentro (Mt. 23:25-28). Podemos perguntar: O que aconteceu para que chegassem a tanta superficialidade e hipocrisia? O Senhor responde citando o profeta Isaías: “Porque o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos e fecharam os olhos” (Mt. 13:15). Com o decorrer do tempo eles se tornaram frios em relação à palavra de Deus, preferiram a glória humana (Jo. 5:44; 12:43) e logo mergulharam em uma religiosidade frívola, distanciando-se da adoração em espírito e em verdade.

Qualquer um corre o risco de se tornar assim como os fariseus, indiferentes à voz do Senhor. Como medida preventiva podemos cultivar atitudes que ajudarão a viver a mensagem Bíblica:

1. Reconhecer o devido valor da Palavra de Deus. “Para mim vale mais a lei que procede da tua boca do que milhares de ouro ou de prata” (Sl. 119:72). Aqui o salmista revela suas prioridades e a Palavra de Deus estava à frente do lucro material.

2. Um espírito de submissão. Como o de Samuel que foi orientado pelo sacerdote Eli para responder a Deus da seguinte forma: “Fala, Senhor, porque o teu servo ouve” (1 Sm. 3:9). Ouvir com obstinação e teimosia não adianta, a exortação Bíblica é acolher a palavra com espírito de mansidão (Tg. 1:21).

3. Amor pela verdade. Jesus disse que “a verdade vos libertará” (Jo. 8:32) e que a palavra de Deus é a verdade (Jo. 17:17). Precisamos nortear nossas decisões não pelo que “sentimos” ou “achamos”, mas pela verdade de Deus revelada na Bíblia (2ª Tm. 3:16, 17).

4. Paciência. Sem imediatismo ou precipitação. Descanse no Senhor, rumine a sua Palavra e com paciência encontre as repostas que tanto procura (Sl. 40:1).

5. Comunhão com o Pai. Ele quer nos ouvir e responder a nossos anseios (Mt. 6:6). É imprescindível que tenhamos comunhão através da oração, das Escrituras e da adoração.

Acredito que seguindo com o coração as orientações reveladas na Bíblia podemos experimentar a boa, perfeita e agradável vontade de Deus. Isto não significa ausência de problemas, mas capacidade para vivenciá-los de forma sábia e confiante, superando-os com o auxílio do Espírito Santo.  

   Pr. Alex Gadelha

20 de junho de 2010

Deus Nunca Deixou de Falar

No início, havia uma íntima comunhão entre Deus e o homem. Adão e Eva ouviam a voz do Criador de bom grado, de forma clara, sem mediadores. Após a queda, a intimidade foi quebrada e quando ouviram a voz do Senhor Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim” (Gn. 3:8). O Senhor estava a “procurar” o homem, tomando a iniciativa da reconciliação: “Onde estás?” Desta vez, a voz do Senhor não gerou segurança em Adão, mas medo. Por quê? Porque o pecado gera medo e nesta situação a tendência humana é esconder-se.
  
Enquanto o homem procura fugir, Deus revela o seu desejo amoroso de restaurar a comunhão e o bem de sua criação. Neste propósito, Ele passou a usar homens fiéis como megafones de sua vontade: Falou por meio de Noé, de Abraão, Isaque e Jacó, José, Moisés, juizes, reis e profetas. Ainda falou por meio de visões, sonhos, revelações, usou também fenômenos da natureza e até mesmo animais (a jumenta de Balaão, os corvos de Elias, a Baleia de Jonas, os leões de Daniel). Muitos dos profetas tiveram a incumbência de deixar registrados em pergaminhos os fatos que presenciaram e aqueles que foram dados por meio sobrenatural. Deste registro escrito, formou-se o Velho Testamento ou a Antiga Aliança, contendo 39 livros.

Depois do livro de Malaquias, o último dos mensageiros da Lei, Deus calou-se, no sentido de não levantar nenhum profeta para falar diretamente ao povo. Foram cerca de quatrocentos anos de silêncio profético. Durante este período, o povo de Israel esteve nas mãos de nações pagãs, algumas, como a Síria, impuseram suas crenças, outras toleravam o judaísmo, como foi o caso do Império Romano. Com a vinda do Messias, o Senhor nunca esteve tão próximo do homem em toda a história. Jesus, Deus encarnado, falava as palavras que o Pai havia ensinado (Jo. 8:28). Era Deus falando com o homem face a face, olho no olho. Mesmo assim, os corações endurecidos resistiram em aceitar as verdades que Jesus ensinava. Como Adão, esconderam-se por trás da agressividade, da indiferença e até mesmo da covardia. Em Jesus, Deus falou não apenas de seu amor, mas também de sua justiça e sua ira contra aqueles que se mantêm rebeldes ao evangelho (Jo. 3:36).

Após a ascensão do Senhor e o amadurecimento da Igreja, Deus tornou a usar o método do registro escrito para falar aos homens. Então, inspirando cerca de 10 escritores, deixou sua Nova Aliança impressa em 27 livros. Além dos quatro evangelhos, o Novo Testamento é composto de um livro histórico (Atos dos Apóstolos), 21 epístolas e um livro profético (Apocalipse). A conclusão da Antiga e Nova Aliança, aconteceu num período de 1.600 anos, formando o cânon de 66 livros, a Bíblia tal como a conhecemos hoje.

 “Pode se dizer que jamais outro livro foi tão amado e ao mesmo tempo tão odiado quanto a Bíblia!”. Ela é a voz de Deus escrita por homens santos, ao acesso de toda a humanidade, o principal meio pelo qual Deus fala hoje. Em Hebreus 1:1,2 diz que “havendo Deus, outrora, falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho...”. Mas como ouvir ao Filho hoje? A resposta Ele mesmo disse: “Examinais as Escrituras, porque cuidais encontrar nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (Jo. 5:39). 

 Pr. Alex Gadelha

9 de junho de 2010

A Voz De Deus

“Disse Deus: Haja luz; e houve luz” (Gn.1:3). Este é o primeiro registro na história que menciona a força da palavra de Deus. A expressão revela o Seu poder criador como também marca o início da manifestação de Seu caráter ao mundo (Sl.19:1-4). O livro de Gênesis nos diz que Deus ordenou a existência da luz e de todo o exército celestial e terrestre. Esta verdade está espalhada por toda a Bíblia. O salmista escreveu: “Os céus por sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de sua boca, o exército deles” (Sl. 33:6); o evangelista João disse que “sem ele (o Verbo/a Palavra), nada do que foi feito se fez” (Jo. 1:3); o escritor aos hebreus coloca a voz de Deus como resposta para a criação: “pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem” (Hb. 11:3).

Depois da criação do universo, Deus formou o homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida (Gn. 2:7). Quando a obra estava concluída, a voz do Senhor assumiu caráter orientador na relação do homem com a criação e com Ele mesmo. Com relação à criação, Deus os abençoou e lhes disse que deveriam se multiplicar e governar a terra como mordomos, extraindo apenas o necessário para sobrevivência. A função do homem no plano de Deus não consistia em degradar, mas cultivar e guardar o Éden (Gn. 2:15). No que diz respeito ao relacionamento com Deus, o homem recebeu a liberdade de comer de todas as árvores, estando restrito apenas ao consumo da árvore do conhecimento do bem e do mal. Com esta ordem o Senhor estabelecia uma aliança com direitos e deveres.

Percebendo a solidão de Adão, Deus ainda lhe concedeu mais uma benção: Eva. A criação estava pronta e a relação entre Adão, Eva e Deus foi perfeita, enquanto inclinaram os ouvidos somente à Sua voz. Quando uma quarta voz se fez presente no Jardim e quando Eva a atendeu, aconteceu o desastre: Eles comeram do fruto proibido e trouxeram sobre a terra e sobre si mesmos maldição e punição. O pecado entrou no mundo, a relação com o Criador foi abalada e os ouvidos dos homens tornaram-se relutantes à voz de Deus. 

O pecado gerou uma confusão de vozes e o homem, desnorteado, ainda vive em crise de direção, procurando o sentido da vida, algo que preencha o vazio da alma e que garanta a paz consigo, com os outros e com Deus. Nesta busca, segue vários sons, vindos de diversos lugares: alguns da ciência, outros da religião, ainda outros do misticismo, da cultura humanista e do intelectualismo ateu. À princípio, parecem caminhos agradáveis, mas ao fim são caminhos de morte e morte eterna (Pv. 14:12; 1:32, 33). O fato é que a voz do Senhor nem sempre é apreciada. Quando Jesus confrontava o pecado, a reação dos ouvintes era diversa:   
  • Alguns resistiam: “Duro é este discurso, quem o pode ouvir?” (Jo. 6:60);
  • Outros tremiam: “Nunca ouvimos ninguém falar como este homem” (Jo. 7:46);
  • E havia aqueles que se revoltavam, como foi o caso dos assassinos de Estevão (At 7:57).
  • A voz de Deus é impactante, principalmente na vida de quem o teme e o reverencia: “A intimidade do SENHOR é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança” (Sl. 25:14).

Hoje Deus continua a nos falar de diversos modos, cabe-nos buscar Sua intimidade para ouvi-lo claramente. E um passo importante é cultivar a sensibilidade, reconhecendo que Ele continua a ensinar os caminhos da justiça e conduzir a pastos verdejantes e águas tranqüilas (Sl. 23:2). Ele prometeu: “o que me der ouvidos habitará seguro, tranqüilo e sem temor do mal” (Pv. 1:33).
Alex Gadelha

30 de maio de 2010

Deus Aponta o Caminho




Quando estamos diante de situações que exigem decisões difíceis, se não quisermos nos precipitar ou fazer uma escolha da qual venhamos a nos arrepender depois, a primeira coisa que devemos fazer é pedirmos uma resposta de Deus. Isso não quer dizer que devemos esperar que Ele faça tudo em nosso lugar, como crianças que almejam que seus pais determinem o seu futuro. É necessário compreender que Deus não vai fazer tudo o que podemos fazer. O Senhor não vai decidir todas as questões de nossa responsabilidade e capacidade. Ele vai orientar e aguardar a nossa decisão (Sl. 32:8).
Deus aponta o caminho (Sl. 25:8). Ao afirmar isto, queremos dizer que Ele demonstra alternativas. Revela caminhos que O agradam e que nos abençoam, bem como aqueles que abomina e que nos são prejudiciais. Ensina o certo e o errado, indica a melhor escolha para evitarmos o pior.
Perceba este princípio em algumas passagens bíblicas:
-  As árvores frutíferas do Éden ou a árvore do conhecimento do bem e do mal. Sobre as primeiras ordenou comer livremente, sobre à segunda, Ele disse: “dela não comerás, por que no dia em que dela comerdes certamente morrerás” (Gn. 2:16, 17).
-  A vida e o bem ou a morte e o mal, a bênção ou a maldição (Dt. 30:15-22).  
-  A porta e o caminho estreitos que conduzem à vida ou a porta e o caminho largos que conduzem à perdição (Mt. 7:13,14).
-  O fruto do Espírito que promove paz, segurança e galardões ou as obras da carne que geram dor, vergonha e condenação (Gl. 5:16-23).
-  Andar na luz, ter comunhão uns com os outros e perdão de pecados ou seguir nas trevas e viver na prática da mentira (1Jo. 1:6, 7).
Deus nos criou com liberdade de obedecê-lo ou não, de seguir os Seus conselhos ou a própria vontade. E deixou claro que escolhas baseadas em desejos egoístas vão causar danos. Ele disse a Caim: “Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo” (Gn. 4:7). O nosso destino pessoal é construído à partir de escolhas e ações no presente. “O caminho se faz ao caminhar”. Como Deus intervém em nossas vidas? Ele aponta as melhores escolhas e nos potencia naquilo que somos incapazes.
A forma como Deus tratou o povo de Israel durante os 40 anos de peregrinação no deserto é um exemplo de Sua maneira de interagir com o homem. Ele poderia “num piscar de olhos” transladar o povo para Canaã, mas preferiu ensinar o princípio do esforço pessoal e da fé em sua providência. Quando saíam do Egito, ordenou-lhes que marcassem com sangue de cordeiro as ombreiras de suas casas para não terem os seus primogênitos mortos; quando estavam entre o mar e o exército de Faraó ordenou que marchassem em direção às águas (Êx. 14:15); próximo de Canaã mandou que conquistassem os povos que habitavam a terra (Js.1:1-6) etc. Mostrou sua providência enviando uma nuvem para protegê-los do sol escaldante, uma coluna de fogo para aquecê-los durante a noite, deu-lhes água da rocha, pão e carne do céu. O Senhor os guiou e os sustentou durante a peregrinação (Ex. 13:21). A responsabilidade do povo era de obedecer à sua voz e caminhar.
O Senhor aponta para onde devemos andar, mas temos que tomar cuidados com os atalhos do mundo e labirintos da carne. Devemos seguir as placas que Ele fixa ao longo de nossa peregrinação, para nunca perder de vista a Sua direção.



Pr. Alex Gadelha

1 de maio de 2010

O Fator Tempo


O tempo é um agente de desgaste da vida. É impossível vencer a degradação do corpo. Mesmo que tentemos maquiar nossas rugas, continuaremos como folhas que nascem belas e viçosas, mas que murcham com o correr dos ponteiros.
O tempo é o chamado da morte, que entrou no Éden depois do pecado. Desde então, homens de Deus têm ensinado a buscar enquanto se pode achá-lo (Is. 55:6).
O profeta Isaías disse que “todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades, como um vento, nos arrebatam”. Is. 64:6. Moisés falando sobre a brevidade do homem disse que “tudo passa rapidamente, e nós voamos” Sl. 90:10.
Jó na sua angústia argumentou com Deus: “O homem, nascido de mulher, vive breve tempo, cheio de inquietação. Nasce como a flor e murcha; foge como a sombra e não permanece; e sobre tal homem abres os olhos e o fazes entrar em juízo contigo? Quem da imundícia poderá tirar coisa pura? Ninguém! Visto que os seus dias estão contados, contigo está o número dos seus meses; tu ao homem puseste limites além dos quais não passará”. Jó 14:1-5.
O poeta Davi foi mais enfático ainda e escreveu: “Pois ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó. Quanto ao homem, os seus dias são como a relva; como a flor do campo, assim ele floresce; pois, soprando nela o vento, desaparece; e não conhecerá, daí em diante, o seu lugar”. Sl. 103:14-16.
O sábio Salomão falou das angústias que fazem parte do percurso da vida: “Ainda que o homem viva muitos anos, regozije-se em todos eles; contudo, deve lembrar-se de que há dias de trevas, porque serão muitos. Tudo quanto sucede é vaidade”. Ec. 11:8. Ainda advertiu sobre o perigo como a mulher adúltera lida com o tempo: “Ela não pondera a vereda da vida; anda errante nos seus caminhos e não o sabe” Pv. 5:6.
Com suas afirmações e indagações no sermão do monte, o Senhor Jesus ensinou a não sermos escravos das necessidades. Exortou-nos a olhar além do aqui e agora:
“Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida? Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal”. Mt. 6:27, 31-34.
   Paulo tinha consciência da lei da semeadura e por isso exortava os crentes a usarem o tempo para plantarem aquilo que gera frutos no coração de Deus: “E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos” Gl. 6:9. Em suas epístolas, mostrou o seu cuidado com o progresso espiritual dos novos crentes e advertiu-os quanto à maneira de viverem:
“Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus. Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor”. Ef. 5:14-17.
Pensando nesse poder consumidor do relógio, devemos consultar a sabedoria de Deus e pedir o discernimento necessário para gozar o melhor da vida. O tempo degrada o corpo, mas pode ser um forte aliado para aprimorar o caráter. Então use a efemeridade de seus dias para investir na eternidade, obedecendo a Deus e se desgastando em pró de Sua Vontade.


Pr. Alex Gadelha

9 de abril de 2010

Cristão Consciente


  Por que as pessoas procuram uma igreja? Quais as suas motivações? O que existe lá para atrair diferentes classes, idades, culturas e níveis educacionais? Possivelmente a resposta imediata seja: “Deus”. Porém, nem todos que chegam à comunidade dos cristãos estão, de fato, buscando a Deus.


A necessidade de agregar-se a um grupo social é uma das razões que conduzem muitos ao nosso meio. Essa visão enxerga a Igreja como um clube de lazer, time de futebol, escoteiros, alcoólicos anônimos, academia, religião ou qualquer outra instituição que promova identidade e interação entre pessoas. Conseqüentemente, não desenvolvem consistência espiritual nem raízes profundas e negam em atos e palavras aquilo que afirmam crer. A ausência de intimidade com Deus é uma marca dos igrejados. Mas além da carência social, podemos enumerar outros motivos  como o fanatismo pelo transcendente (fé emocional), interesses capitalistas e manipulação por falsos líderes. Todos estes distanciam da Verdade personificada em Jesus.

E infelizmente existe muita alienação no meio chamado socialmente de “evangélico”. São membros de igrejas que não conhecem a razão da sua fé nem o porquê fazem o que fazem, apenas deixam-se levar por costumes e tradições. Não lêem, não questionam e não entendem que a essência do evangelho é o relacionamento com a Pessoa de Jesus, manifestado principalmente no amor a Deus e ao próximo. É um compromisso consciente que conduz a obediência por temor ao Pai e não pela vergonha da disciplina eclesiástica; uma aliança com Cristo, feita não num envelope de dízimo nem em uma ficha de membresia, mas no coração; uma vida de integridade baseada nos princípios radicalmente bíblicos e não na ética do politicamente correto.
Um cristão consciente é aquele que desenvolve bases espirituais, doutrinárias e volitivas sólidas e saudáveis. Estas bases ou atitudes podem ser descritas assim: 

(1) Uma fé centrada em Deus na Pessoa de Jesus Cristo;
(2) Conceitos e valores alicerçados na Bíblia;
(3) E a disposição de obedecer por amor.

Quando estes pilares estão seguros pode-se desfrutar a vida abundante prometida por Jesus. O entendimento torna-se lúcido, evitando tanto o liberalismo quanto o fanatismo; a mente se torna perspicaz conseguindo enxergar as circunstâncias com sabedoria, facilitando a tomada de decisões; acima de tudo, pratica-se o amor de Deus concretizado em relações edificantes, com transparência e humildade.

            Como ser um cristão consciente? No mínimo três passos precisam ser dados:
            Primeiro, rever as motivações: Por que participo da Igreja? Interesses egoístas ou sede de Deus?
           Segundo, perceber coerência entre a fé e a prática: Pratico aquilo em que afirmo crer?
           E terceiro, ter consciência da presença de Deus: Entendo que Deus está presente 24hs na minha vida? Percebo os resultados da minha relação com Ele?

           As repostas podem indicar tanto uma consciência cristã autêntica, quanto uma religiosidade superficial que precisar ser abandonada. Ainda há tempo para se autoavaliar e redirecionar o olhar para o Alto.
 Pr. Alex Gadelha

6 de abril de 2010

Invista em Caráter


Em que investir a vida? Ela é tão preciosa que uma pergunta assim exige resposta refletida e convincente, considerando o contexto em que vivemos. No tempo chamado hoje, a grande maioria das pessoas têm focado e se desgastado em busca de um estado de conforto material. Para isso, esquecem de pessoas importantes na construção de sua história, desprezam valores de excelência como a justiça e a verdade, além de substituírem a fé em Deus pela confiança em si mesmo. Para os que vivem nessa intensa corrida por bem estar, a aquisição de coisas se tornou o sentido da vida. 
Porém há mais de 2000 anos o Mestre Jesus já advertia sobre o perigo das riquezas. Ele recomendou: “Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui”. Lc. 12:25. Claro que a prosperidade em si não é nenhum mal, no entanto, a maneira como é adquirida e administrada pode tornar-se idolatria e raiz de todos os males (Fp. 3:5; 1ª Tm. 6:10).
Mesmo que o debate não seja novo, continua sendo essencial, pois envolve a decisão sobre onde pôr o nosso coração: Em coisas ou em caráter. Se crermos firmemente que este mundo é terra estranha, lugar de passagem ou um não-lugar, com certeza teremos uma postura diferente em relação a nossos investimentos. Se também entendermos que somos forasteiros, que nossa pátria é a Jerusalém Celestial e que seremos julgados pelas ações praticadas através do corpo, iremos redirecionar intenções e esforços para conquistas que ultrapassem o visível e o imediato. Essas conquistas correspondem a ambição por recompensas eternas recebidas de Deus e não de homens. Elas também estão relacionadas a mudanças visíveis em nossas atitudes capazes de provocar um tremendo impacto nos que convivem conosco. Assim, o desejo de imitar a Cristo, de agradá-lo e receber de suas mãos o galardão precisam ter a primazia sobre o sucesso material.
Mas onde e como posso investir em caráter? Deus estabeleceu a Igreja como centro de aperfeiçoamento espiritual. Distribuiu dons, oportunizou ministérios, enviou o Consolador e deixou a Sua vontade revelada na Bíblia. Com esses recursos disponíveis temos todas as possibilidades de nos tornar pessoas melhores e de lançarmos sementes que brotarão na eternidade. 
Investir no Reino de Deus significa aplicar pensamentos, emoções e vontade no desenvolvimento do sublime fruto do Espírito: O amor. Aprender sobre Deus é aprender a amar. E a medida que aprendemos a amar também nos realizamos como pessoa, como seres criados a imagem e semelhança de Deus. Vale a pena sofrer a dor dos reparos na alma, dos questionamentos gerados pela confrontação com a verdade, pois produzem convicções e uma confiança em Deus que faz descansar e agir de maneira reta nas diversas circunstâncias da vida.
Você acredita firmemente que o acúmulo de virtudes é mais importante que o amontoamento de bens? Se você é um cristão maduro, a resposta é óbvia. Mas na prática o que você tem feito para crescer na graça e no conhecimento do Mestre Jesus? Quanto de seu tempo é investido? Quanto de seu dinheiro? Quanto de suas forças? Quanto de sua atenção? Será que estamos enganando a nós mesmos e repetindo os mesmos erros que forçou o apóstolo Tiago a escrever a advertência de tornar-se praticante da palavra e não somente ouvinte? (Tg. 1:22).
Proponho-lhe o resgate de práticas históricas, simples e eficazes para o aperfeiçoamento do caráter cristão: A leitura reflexiva da Bíblia, a oração e a comunhão fundamentada no amor. Estas três práticas possuem uma intensa influência sobre o nosso interior. Regue-as com fé e viva o processo de transformação que ocorre na mente e nas atitudes de quem se rende a Deus e O ama com tudo o que é e possui.

Pr. Alex Gadelha
   

3 de abril de 2010

A Perseverança do Cristo


A missão de Jesus foi prenunciada ainda no Éden, logo depois que o pecado entrou no mundo. No livro de Gênesis está escrito que após a transgressão o Senhor disse a serpente: "Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar." Gn. 3:15. Jesus sabia que viria para ser ferido no calcanhar, para morrer. Se isto não bastasse para admirar sua coragem, também estava consciente de que seria rejeitado pelo povo a quem ofereceria redenção.
Desde o nascimento sua missão mostrou-se dolorosa. Pouco tempo após ser concebido pela jovem virgem, foi perseguido por Herodes que fez jorrar o sangue de crianças nas ruas de Belém. Houve um angustiante clamor naquela noite. Mães choravam a morte de seus filhos pequenos. O menino Jesus escapou devido a orientação de Deus e a obediência de seus pais, que percorreram terras áridas até o Egito. Depois de alguns anos voltaram e “o menino crescia e fortalecia-se, enchendo-se de sabedoria. E a Graça de Deus estava com ele”.
Após ser batizado por João Batista, Cristo iniciou abertamente a sua missão pregando a vinda do Reino de Deus. O fato de pregar o arrependimento incomodava os religiosos, pois estes se julgavam auto-suficientes. A mensagem e a vida de Cristo despertavam inveja e ira nos que detinham o poder político-religioso.
Certa vez estava na cidade de Nazaré, onde fora criado, e entrou na sinagoga. Depois de ler as palavras messiânicas do profeta Isaías (Is. 61) afirmou que tal profecia acabara de se cumprir nEle. Enquanto discorria sobre sua missão, o auditório da sinagoga maravilhava-se com suas palavras de sabedoria e graça, mas quando revelou o interesse de Deus para com os não judeus, “todos na sinagoga se encheram de ira ao ouvir estas coisas; levantando-se, expulsaram-no da cidade e o levaram até o cume da montanha sobre o qual estava edificada a cidade, para o precipitarem; mas Jesus, passando por meio deles, seguiu o seu caminho" (Lc. 4:10-30).
Essa rejeição foi experimentada por Jesus durante todo o seu ministério:
1.   Foi rejeitado pelos próprios irmãos: João 7:1-5, Marcos 3:20, 21.
2.   Os religiosos blasfemavam contra ele: Mc. 3:22.
3.   Cidades inteiras não o receberam: Mc. 5:1-17.
4.   Autoridades políticas o rejeitaram: Pilatos, Caifás, Anás etc. Mc. 15:15.
5.   O próprio Pai o desamparou: Mt. 27:46.
Apesar de tantos “nãos” e barreiras postas no caminho não desistiu. Mas o que fazia de Jesus alguém perseverante até a morte? A sua determinação amorosa de cumprir a missão dada pelo Pai (Jo. 14:28-31).
Não foi fácil. Ele passou por sangrentos momentos de angústia (Mt. 26:36-46; Lc. 22:44). Sua natureza humana pedia para passar o cálice, mas seu espírito insistia em prosseguir na direção do sacrifício vicário.
Na cruz gemeu e clamou pela presença do Pai. Sentindo dores, ouvindo ultrajes e mesmo vendo os meneios da multidão, ainda encontrou fôlego para interceder por eles: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem” (Lc. 23:34). Em uma posição asfixiante levantou a voz para dar esperança ao ladrão arrependido: “estarás comigo no paraíso” (Lc. 23:43). E no último gemido, declarou a sua missão de amor cumprida: “Está consumado” (Jo. 19:30).
“Embora sendo Filho aprendeu a obediência pelas coisas que padeceu” (Hebreus 5:7-10). Devido a sua perseverança Jesus ressuscitou dentre os mortos e recebeu o Nome que está acima de todo nome (Fl.2:9). Deu o exemplo mais vivo que alguém poderia dar de obediência. Foi obediente até a morte e morte de cruz (Fl.2:8).
E o que faremos com exemplo de Jesus? Apenas admirá-lo ou reconhecê-lo como Senhor?

Pr. Alex Gadelha.

6 de março de 2010

Saudade e Certeza

    
            Saudade é a memória que permanece depois que alguém partiu. Um poço de recordações que jorra imagens, sons e momentos compartilhados intensamente. Sentimento capaz de regressar no tempo para evocar lágrimas e sorrisos, dores e alegrias, lembranças boas e ruins.

            As pessoas sentem saudades de lugares que marcaram a sua história, de animais de estimação, de objetos com valor simbólico e principalmente de outras pessoas. Aquelas que de uma forma ou de outra construíram um vínculo de amizade afetivo e consciente. E quando esse nó se desfaz, dizemos que um pedaço foi embora, como se uma peça do quebra-cabeça da nossa história fosse retirada. Experimentamos assim a sensação de incompletude.

            Existem muitas dores no mundo, como a sentida por uma mulher no parto, a de alguém que ouve um diagnóstico irreversível ou ainda aquelas derivadas da traição, da indiferença e da rejeição. Mas os maiores estragos continuam associados ao aguilhão da morte. Principalmente quanto este perfura a nós mesmos ou a alguém próximo. A morte aperta o coração até os olhos lagrimejarem de saudade.

            A perda continua sendo perda, mesmo que o Deus das consolações garanta um futuro de paz para o crucificado com Cristo. Para alguém que permaneceu distante é fácil proferir sutis acusações de incredulidade, palavras de censura religiosa sem compaixão. Mas para aquele que desfrutava a presença contínua da pessoa amada, o fato de saber que ela está no céu até ameniza a dor, mas não a extingue por completo. Os amigos e parentes têm o direito de chorar a ausência do ente querido. Não convém desesperar, mas é inconveniente não chorar ou não entristecer.

            É duro receber um amigo apertando a alça de seu caixão ao invés de sua mão. As palavras de boas-vindas e o sorriso espontâneo são forçosamente substituídos pelo silêncio e o rosto rijo.

Em um velório é possível enxergar diversas motivações. Há aqueles que estão ali por curiosidade, outros por necessidade. Alguns preferem não ver o estado físico final do querido enquanto outros fazem questão de guardar na memória uma última imagem, mesmo que pálida e sem vida, mas que simboliza a existência real de quem caminhou na mesma estrada. Ouve-se tanto o clamor daqueles que ainda não tem certezas como as lágrimas serenas dos que experimentam a vida eterna antes da morte. Apesar de reações distintas, todos sofrem.

Quando há a necessidade de vigília frente ao caixão, o estado dos vivos é de cansaço, desgaste e tensão. Os nervos roubam o sono. E entrar o outro dia na presença de alguém ausente parece ser necessário para que alguns aceitem a perda e entendam que a pessoa amada verdadeiramente se foi.

Diante de um quadro tão pesaroso, Deus continua sendo adorado. E em um culto fúnebre Ele é honrado pela herança de fé deixada com palavras, gestos e pensamentos de quem foi fiel. Existem despedidas que deixam alívio, mas outras suscitam grandes saudades. E para quem conseguiu escrever uma história de fidelidade a Deus, não é necessário exigir homenagens póstumas, pois acontecem naturalmente. Coroa-se em vida quem é humilde, sinceramente voluntário e profundamente amoroso. E no Juízo, o próprio Deus colocará um louro de glória sobre pessoas assim.

O que se canta em cerimônias assim? Canta-se a certeza expressa na memória de quem partiu, exalta-se a confiança no Autor e Consumador da fé. Ele que aprecia a morte dos seus santos, que tem prazer de receber em seus braços alguém que o amou de verdade. Quem não se sente feliz ao receber em sua Casa um amigo que ama?

Fechar o caixão, apertar mais uma vez a sua alça e seguir o cortejo rumo ao cemitério é a pior despedida. Nesse momento não é possível visualizar a imagem da pessoa, apenas a madeira que a envolve e que em breve guardará apenas pó. A descida ao túmulo e o lançar da areia simbolizam o fim.

Mas não é o fim. A ressurreição desfará o poder da morte. Os sete palmos não podem conter a alma de quem confia no Salvador Jesus Cristo. Suas promessas são irrevogáveis, Ele mesmo afirmou ser “a ressurreição e a vida”. Não vivemos a miséria de uma vida confinada às coisas deste mundo, pois a nossa Pátria está nos céus, de onde O aguardamos. A saudade de um crucificado com Cristo não é eterna, apenas momentânea. Ela será desfeita no encontro com o Senhor e com todos os que O amaram na vida e na morte.  

Alex Gadelha   

2 de fevereiro de 2010

Um Sonho de Liberdade

        Você já refletiu sobre a visão de um cárcere? Ela traz a ideia de um lugar que míngua a espontaneidade dos movimentos, silencia a voz e massacra as emoções. É um ambiente onde a  sensação de desconfiança tolhe a possibilidade de amizades sem reservas. E não é preciso estar encerrado para sentir o peso das grades, muros e olhares ameaçadores. Basta algumas visitas para entender que o sistema carcerário perpetua a prisão da alma, pois mesmo após deixá-lo a memória armazena os duros golpes experimentados ali. Até o organismo internaliza vícios adquiridos no espaço e nas relações de aperto. Essas marcas não desaparecem, apenas são administradas, às vezes escondidas, mas continuam vivas. 

Assim, a prisão mais sufocante se torna não aquela instituição governamental apresentada como lugar de reabilitação social, símbolo de vigilância e punição, construída de pedras, concreto e ferro. A punição maior não é a interdição do ir e vir do indivíduo. O que mais maltrata são as algemas postas no coração. Aqueles sentimentos que conservam a vergonha provocada pela culpa, por agressões verbais e gestos de desprezo. Essas grades anulam a capacidade de sonhar e o senso de valor, gerando na mente um mantra de desesperança que repete continuamente: “não tenho mais jeito”.

Porém não se engane, pois corações algemados não é condição somente dos que estão sob pena de reclusão. Muitos que andam “livres” pelas ruas vivem a mesma tensão das relações sob suspeita e nutrem fobias por decepções ou traições. Um dos mecanismos de fuga preferidos é o isolamento no cárcere privado de si mesmo. Uma espécie de prisão que produz relacionamentos superficiais, impondo regras e rijos critérios de aproximação. Entre eles o de não expressar afeto, não mostrar vulnerabilidades nem admitir culpa. Despir a alma é arriscado para quem está acorrentado a opinião alheia.

Também chama atenção a facilidade com que algumas pessoas se adaptam a condições repugnantes. Esse comportamento pode ser comparado a síndrome de Estocolmo, aquela onde depois de um tempo no cativeiro os reféns sentem até afeição pelos sequestradores. É como um pássaro que tem seus instintos condicionados a gaiola e que se ouriça na presença do seu algoz. Não adianta deixar a porta aberta, ele não quer voar, habituou-se à rotina. E a rotina adoece, encurta a vida, destrói a criatividade e aliena a consciência de qualquer homem. Pessoas assim sobrevivem na mesmice. Comem as mesmas coisas, andam pelos mesmos lugares, lêem os mesmos livros, ouvem as mesmas canções, conversam com as mesmas pessoas sobre os mesmos assuntos, nutrem os mesmos sentimentos e minam possibilidades de mudança. Claro que uma boa dose de disciplina é vital, mas é preciso ter cuidado para não se envenenar com ela. Apreciar a dinâmica da vida com as pessoas boas que ela tem é uma possibilidade para quem tem seu espírito livre.

É curioso perceber como a idéia do “novo” traz medo a quem está enclausurado. Sempre é mais cômodo permanecer na tradição e nos costumes dos antigos. Mas ignorar a renovação que acontece ao nosso redor é insensatez. Basta apenas analisar a transformação da cultura e das circunstâncias que nos envolvem. Isso com responsabilidade e reflexão, com uma postura firme e crítica pertinente a quem deseja ampliar seus conhecimentos e se aproximar de Deus, o Autor Criativo.

Falar sobre liberdade incomoda principalmente aqueles que são tomados de uma cosmovisão proibitiva. Aquela mania de ver pecado em todas as coisas, mesmo nas permitidas por Deus. Para quem vê o mundo desse jeito todas as ações, sejam elas as mais simples, precisam da permissão de outrem. Há uma dependência de decisões alheias, de uma tutela que arraste pela mão e diga o que fazer, mas que também serve como expiação para erros ou equívocos. Evidente que devemos admitir o valor da submissão e do respeito às autoridades legais, pois ser livre não significa fazer o que se quer, ou ignorar a lei, seja dos homens ou de Deus. Agir assim é libertinagem, anomia, anarquia ou coisa parecida. Liberdade só faz sentido quando existe um pacto que a garanta e a preserve nas relações entre os homens e com Deus. Ela deve respeitar a máxima de fazer ao outro o que gostaria que fizesse consigo. Isso implica em afirmar que a liberdade entre os homens depende da libertação interna, do desprendimento pessoal, da renúncia de desejos egoístas, do abrir das algemas do coração. São estas que mantêm homens e mulheres escravas a pensamentos de intolerância, apegados a futilidades materiais, invejosos da felicidade alheia e resistentes a esperança.

Entendo e creio que a resposta para uma vida livre está em uma Pessoa, não em uma religião ou governo. Estas instituições sob liderança mal intencionada ou inepta se tornam masmorras. Já Jesus Cristo, o Deus encarnado, chama para uma nova dimensão onde a amizade com o Criador possibilita a libertação da alma de pecados, incertezas e angústias.

Como os pecados se assenhoreiam de um homem? Por meio da compulsão pelo prazer. O vício pelas drogas (lícitas e ilícitas), jogatinas, sexo, dinheiro, comida. A liberdade ensinada, vivida e oferecida por Jesus diz que todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm ou devem dominar o discípulo seu. O desfrute do prazer precisa ser guiado pela consciência e pela fé nas orientações de Quem os criou. Neste sentido, quem é livre pode dizer não aquilo que tenta dominá-lo.  

A confusão sobre aspectos essenciais da existência é outro elemento que aprisiona a mente em incerteza. O relativismo sobre Deus é uma das questões que embaçam a visão de quem o busca. Mas essa obscurecência pode ser iluminada através de um relacionamento vivo com o Verbo. A compreensão e entrega à Verdade Personificada em Jesus é suficiente para despedaçar os grilhões da ignorância religiosa e espiritual. Além disso, essa devoção nos faz visualizar a concretude de um futuro de alegria plena. Assim, os tormentos escatológicos que afloram o mundo não podem roubar a segurança do coração crucificado com Cristo. Mesmo o assombro da pós-morte é vencido pela fé depositada no Único Deus. A garantia de vida eterna e comunhão com o Salvador é porta de acesso a um morrer consolado e sereno. Depois de conhecer Jesus e se apropriar de suas promessas pode-se resistir ao aguilhão da morte e ter certeza da vitória pela ressurreição.

Esta geração vive uma peste negra emocional. A impressão é que fobias, pânicos, depressão, complexos, recalques, revoltas e tanto outros termos semelhantes nunca estiveram tão em moda como atualmente. No entanto, é real a possibilidade de que esta profunda inquietude seja apaziguada pela companhia de pessoas que amam de verdade e principalmente pela Presença de Deus. A vida abundante prometida por Jesus, o fluir de águas vivas do interior e o cuidado do Senhor sobre nós não nos isenta dos riscos emocionais, mas, com certeza, provê a força necessária para suportar e quebrar tais cadeias.  

A proposta do Evangelho de Cristo está embebida de liberdade espiritual e vivencial. E quando alguém desfruta de uma Igreja fundamentada nos seus ensinamentos, na prática do amor e no conselho do Espírito Santo gozará de libertação não só da condenação do pecado, mas da opressão religiosa (idolatria, legalismo, alienação) e demais prisões da alma (culpa, solidão, rancor, amargura, ansiedade). Em Cristo, aquele que o abraça como Senhor pode desenvolver a potencialidade de amar com o mesmo amor recebido. E quem se dispõe a amar é livre de si mesmo, desprendido de coisas e pronto a promover a felicidade do outro.

É um sonho de liberdade. Esse sonho começa com o reconhecimento de Jesus como Libertador, como o Único capaz de quebrar as barreiras erguidas dentro de nós. E continua durante toda a vida com Deus, um processo de amadurecimento do ser que nos fará experimentar a plenitude da vida.

Pr. Alex Gadelha

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