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3 de abril de 2010

A Perseverança do Cristo


A missão de Jesus foi prenunciada ainda no Éden, logo depois que o pecado entrou no mundo. No livro de Gênesis está escrito que após a transgressão o Senhor disse a serpente: "Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar." Gn. 3:15. Jesus sabia que viria para ser ferido no calcanhar, para morrer. Se isto não bastasse para admirar sua coragem, também estava consciente de que seria rejeitado pelo povo a quem ofereceria redenção.
Desde o nascimento sua missão mostrou-se dolorosa. Pouco tempo após ser concebido pela jovem virgem, foi perseguido por Herodes que fez jorrar o sangue de crianças nas ruas de Belém. Houve um angustiante clamor naquela noite. Mães choravam a morte de seus filhos pequenos. O menino Jesus escapou devido a orientação de Deus e a obediência de seus pais, que percorreram terras áridas até o Egito. Depois de alguns anos voltaram e “o menino crescia e fortalecia-se, enchendo-se de sabedoria. E a Graça de Deus estava com ele”.
Após ser batizado por João Batista, Cristo iniciou abertamente a sua missão pregando a vinda do Reino de Deus. O fato de pregar o arrependimento incomodava os religiosos, pois estes se julgavam auto-suficientes. A mensagem e a vida de Cristo despertavam inveja e ira nos que detinham o poder político-religioso.
Certa vez estava na cidade de Nazaré, onde fora criado, e entrou na sinagoga. Depois de ler as palavras messiânicas do profeta Isaías (Is. 61) afirmou que tal profecia acabara de se cumprir nEle. Enquanto discorria sobre sua missão, o auditório da sinagoga maravilhava-se com suas palavras de sabedoria e graça, mas quando revelou o interesse de Deus para com os não judeus, “todos na sinagoga se encheram de ira ao ouvir estas coisas; levantando-se, expulsaram-no da cidade e o levaram até o cume da montanha sobre o qual estava edificada a cidade, para o precipitarem; mas Jesus, passando por meio deles, seguiu o seu caminho" (Lc. 4:10-30).
Essa rejeição foi experimentada por Jesus durante todo o seu ministério:
1.   Foi rejeitado pelos próprios irmãos: João 7:1-5, Marcos 3:20, 21.
2.   Os religiosos blasfemavam contra ele: Mc. 3:22.
3.   Cidades inteiras não o receberam: Mc. 5:1-17.
4.   Autoridades políticas o rejeitaram: Pilatos, Caifás, Anás etc. Mc. 15:15.
5.   O próprio Pai o desamparou: Mt. 27:46.
Apesar de tantos “nãos” e barreiras postas no caminho não desistiu. Mas o que fazia de Jesus alguém perseverante até a morte? A sua determinação amorosa de cumprir a missão dada pelo Pai (Jo. 14:28-31).
Não foi fácil. Ele passou por sangrentos momentos de angústia (Mt. 26:36-46; Lc. 22:44). Sua natureza humana pedia para passar o cálice, mas seu espírito insistia em prosseguir na direção do sacrifício vicário.
Na cruz gemeu e clamou pela presença do Pai. Sentindo dores, ouvindo ultrajes e mesmo vendo os meneios da multidão, ainda encontrou fôlego para interceder por eles: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem” (Lc. 23:34). Em uma posição asfixiante levantou a voz para dar esperança ao ladrão arrependido: “estarás comigo no paraíso” (Lc. 23:43). E no último gemido, declarou a sua missão de amor cumprida: “Está consumado” (Jo. 19:30).
“Embora sendo Filho aprendeu a obediência pelas coisas que padeceu” (Hebreus 5:7-10). Devido a sua perseverança Jesus ressuscitou dentre os mortos e recebeu o Nome que está acima de todo nome (Fl.2:9). Deu o exemplo mais vivo que alguém poderia dar de obediência. Foi obediente até a morte e morte de cruz (Fl.2:8).
E o que faremos com exemplo de Jesus? Apenas admirá-lo ou reconhecê-lo como Senhor?

Pr. Alex Gadelha.

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