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25 de julho de 2009

Deus e a Família

     Presenteando a Adão com Eva e ordenando-lhes que se multiplicassem sobre a terra, Deus estabeleceu a Família. Ela foi um remédio divino para a solidão humana. Na união entre o homem e a mulher e na conseqüente geração de filhos, a criatura experimentou a plenitude emocional, espiritual e física proporcionada pelo Criador. Após o pecado as coisas mudaram. E para pior. As dores de parto se multiplicaram, os meios de provisão tornaram-se áridos e os filhos nutriram sentimentos de disputa e vingança. O paraíso chamado Família parecia ter chegado ao fim. O ideal Divino havia fracassado?
           Deus olhou do céu, viu um homem e sua Família. Alguém que caminhava com Ele durante todo o percurso da vida. Noé atraiu o olhar e o coração do Pai e foi poupado do Dilúvio, bem como sua esposa, seus três filhos e suas noras. Uma família sobreviveu às águas da morte. Após a confusão das línguas causada pela rebelião da Torre de Babel, o coração divino foi atraído novamente pela fé de um homem. Seu nome era Abrão. Logo o separou de sua parentela idólatra e o levou a terra prometida. Mas o pai da fé não estava só, Sarai sua esposa e Ló seu sobrinho os acompanharam na peregrinação. A clara intenção divina era, através de Abraão, abençoar “todas as famílias da terra”. A instituição divina continuava viva!
          Acelerando os ponteiros do tempo vamos chegar até Jesus, Filho de Deus, Verbo encarnado, Auto-suficiente, mas que escolheu nascer entre um homem e uma mulher que se amavam. Deus deu o prazer a um casal de criaturas de exercerem a paternidade sobre Ele. E o menino Emanuel era-lhes submisso (Lc. 2:51). Ainda é relevante saber que Jesus teve irmãos e irmãs (Mc. 6:3). Ele experimentou a família e nela se nutriu de sabedoria, cresceu em estatura e graça, diante de Deus e dos homens (Lc. 2:52). Na opção Divina a intenção de preservar a família.
Após a morte, ressurreição e ascensão de Jesus, a Igreja continuou a missão de pregar as Boas Novas e em muitos momentos estas alcançaram famílias inteiras como aconteceu nos casos do carcereiro de Filipos (At. 16), do centurião Cornélio (At.10) e de Crispo, principal da sinagoga (At. 18). É registrado que muitos lares serviram para reunir a Igreja do Senhor (Rm. 16). Com certeza, a conversão de famílias inteiras contribuiu para que o trabalho missionário ganhasse  força.
          Uma Igreja forte possui em seus membros famílias fortes, pois estas têm o poder de influência coletiva pelo bom exemplo e equilíbrio nas relações dentro de casa. É nestes tipos de relações que a sociedade precisa se inspirar. E como sal da terra e luz do mundo, os cristãos devem assumir a responsabilidade de ser o bom exemplo. Claro que não existem famílias perfeitas e que algumas vivem absurdamente distantes do ideal pensado por Deus. E sofrem por isso. No entanto, mesmo que haja deficiências, é necessário dedicar atenção e esforço para viver dentro da boa, perfeita e agradável vontade de Deus (Ef. 6, Rm. 12).
         Deus ama a Família. É uma evidência histórica. E nós como promotores desse amor somos chamados para nutrir de esperança nossos lares e o daqueles que parecem não ter solução. Jesus pode e quer entrar em nossa casa, para instruir a vontade e restaurar os sonhos, para fortalecer os laços de afeto e de alegria. Creia. Busque-o. Ele ama você e sua família.
Pr. Alex Gadelha.

2 de julho de 2009

Como Vivo a Fé no Cristo que me Ama

Procuro viver minha fé de modo discreto e persuasivo. Quero que quem me conheça logo descubra a fonte da minha paz e prudência: o Senhor Jesus Cristo. Não preciso mentir nem inventar histórias miraculosas que não vivi para atrair as pessoas ao Salvador. Ele é admirado quando amo sem acepção, quando olho nos olhos e transmito serenidade. Acredito que podemos conduzir alguém a se aproximar de Deus mostrando-lhe interesse por sua vida, seu bem. Trabalhar para o seu bem não significa satisfazer todas as suas vontades nem ignorar todos os seus erros, inclui também confrontá-lo naquilo que precisa mudar e incentivá-lo no desenvolvimento das virtudes cristãs. Isso envolve a dura tarefa de ajudar as pessoas a conhecerem a si mesmas principalmente a Deus.

Deus é bom e os que o amam se esforçam para o ser. É uma questão de consciência. Para mim uma das maiores manifestações da bondade de Deus está nas oportunidades criadas por Ele mesmo. Essas se evidenciam na iniciativa do Criador em “fazer as pazes” com o homem. Mas não espere um anjo do céu descer até você trazendo uma mensagem ou uma visão mirabolante. O costume de Deus tem sido usar pecadores como ministros de reconciliação. Confesso que assumir tal ministério não é tarefa fácil. Exige uma postura repleta de ambiguidades, paradoxos, ou qualquer expressão que comunique a ideia de atitudes aparentemente contraditórias. Isso porque ao mesmo tempo em que amo as pessoas, odeio o pecado. Então, se você deseja agradar a Deus e se libertar do emaranhado de vícios e mágoas, pode contar comigo. Mas não espere que esconda sua maldade debaixo do tapete da religiosidade. Em alguns momentos posso oferecer um sorriso fácil com risadas acústicas, também chorar ao seu lado, compartilhando sua dor. Em outras situações meu rosto pode permanecer rígido, minha alma triste, meu espírito silencioso, apenas orando e olhando a distância. Diria que esse é meu jeitão de dizer que não concordei com sua atitude. Mas não se preocupe, não deixarei de te amar. Aliás, quem deixou de amar nunca o fez de verdade.

Uma vez alguém me disse olhando nos olhos que sentia o Espírito Santo em mim, “via esperança”. Outra pessoa disse que conseguia ver pureza, sinceridade. A primeira foi uma presidiária, 33 anos, presa por tráfico de drogas. A segunda uma professora universitária. Duas diferentes mulheres. Elas acertaram? Também preciso de pessoas que consigam enxergar coisas do meu “eu oculto”, aqueles pontos cegos que só os outros são capazes de ver. O problema é quando se projetam-se em mim. Projetar-se é ver a si mesmo nos outros. Sinceramente, gostaria de refletir Jesus. Não apenas no meu olhar, mas na maneira de tratar as pessoas. Ore por mim.

É mais ou menos assim que vivo a fé no Cristo que me ama. Querendo representá-lo não apenas no mundo das idéias, mas especialmente nos relacionamentos. Silenciosamente peço mansidão e humildade para suportar as críticas injustas, os olhares acusadores e subestimadores. Penso que se existe algo de bom em mim, é porque Deus o colocou. Não há um justo, nem sequer um. Mas existem muitos justificados pela cruz. Fico com um elefante atrás da orelha quando vejo homens que não precisam da cruz, auto-suficientes, donos do poder e da vontade divina. Eu não acredito em um servo do Senhor de coração altivo. Admiro a fé simples de homens e mulheres que obedecem a Deus, que O amam no próximo e na Igreja. Esse tipo de relacionamento com Deus atrai outros para a comunhão, pois é doce, suave, leve. E ao mesmo tempo em que inquieta, também refrigera. É o que eu quero e tento viver.

Pr. Alex Gadelha

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