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31 de agosto de 2010

Voz Soberana

      
A teologia define soberania como sendo a “autoridade inquestionável que Deus exerce sobre todas as coisas criadas, quer na terra, quer nos céus. A soberania divina está baseada em sua onipotência, onipresença e onisciência. Isto significa que todos precisam de Deus para existir; sem Ele, não há vida nem movimento”.
A voz que ordenou a criação do mundo, o dilúvio, a dispersão dos povos e a confusão das línguas na torre de Babel; que chamou Abraão para estabelecer uma nação santa e elaborou leis para regê-la; que enviou o Seu Filho para morrer pelos pecados da humanidade é a mesma voz que redime aqueles que se rendem ao Salvador bem como a mesma que sentencia à condenação eterna aqueles que o rejeitam. A soberania de Deus Lhe confere autoridade de julgar o homem segundo a Sua Justiça e determinar a Verdade a ser seguida.
A Bíblia descreve a estrutura do homem como sendo pó (Sl. 103:14), compara nossos poucos dias aqui na terra como “uma neblina que logo se dissipa” (Tg. 4:14), uma planta que logo murcha (1 Pe. 1:24). O homem que vê a si mesmo como auto-suficiente, independente e “deus de si” vai estar um dia na presença do Criador para prestar contas. Descobrirá que toda a sua altivez foi insensata e perniciosa, irá dobrar os joelhos e reconhecer a Soberania do Único Deus (Rm. 14:11, 12). Mas reconhecer a soberania de Deus diante de Seu trono nos céus não garantirá a vida eterna. É enquanto estamos aqui neste mundo que possuímos a oportunidade de receber a graça de Deus. Se nos submetermos a voz do Bom Pastor ele nos promete: “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão” (Jo. 10:27). Se o negarmos, Ele também nos negará (Mt. 10:33). 
Quando Cristo esteve entre nós, nos agraciou com amostras da Soberania divina. Com sua voz ordenou a expulsão de demônios (Mt. 8:16), repreendeu o vento e mandou o mar se acalmar (Mc. 4:39); com a sua palavra curou enfermos (Mt. 8:5-13) e concedeu vida a pessoas que estavam mortas (Lc. 7:11-15). Sua voz manifestou o poder e a sabedoria infinita do Senhor da vida. Mesmo assim muitos não lhe deram ouvidos, movidos de malícia e inveja questionaram a sua autoridade. Em certa ocasião Cristo respondeu a esses tais: “as obras que faço em nome de meu Pai testificam a meu respeito” (Jo. 10:25). Afirmou que aqueles que não ouvem a sua voz não pertencem ao seu pasto: “as minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem” (Jo. 10:27). As ovelhas do Senhor reconhecem a Soberania de Deus e seguem suas ordens e princípios. Quanto aos que se mantêm rebeldes e surdos espirituais, a mesma palavra que não deram ouvidos os julgará (Jo. 12:48).
A atitude do homem com relação a Deus deve ser como a do apóstolo Pedro, que ainda não conhecendo a plenitude de Jesus rendeu-se à Sua autoridade. O evangelista Lucas registra que depois de uma noite de escassez de peixe, Pedro lavava sua rede junto ao barco. Jesus entrou nele e pediu que o afastasse um pouco da praia para falar as multidões. Após o seu discurso, ordenou-lhe que afastasse o barco mais um pouco e que lançasse as redes. Pedro ainda quis replicar, mas depois de ouvir os ensinos do Mestre disse: “sob a tua palavra lançarei as redes”. O resultado foi um barco cheio de peixes e um homem prostrado aos pés de Jesus, reconhecendo seu pecado e sendo chamado para ser pescador de almas (Lc.5:1-11). Essa famosa história reflete o que pode acontecer na vida de quem se rende a Jesus.
É bom saber que mesmo com toda a Sua Soberania, Deus se importa com cada um de nós. E quando reconhecemos e obedecemos a sua voz, Ele usa o seu poder e sabedoria para promover o nosso crescimento e nos garantir o bem.         

Pr. Alex Gadelha

1 comentários:

Caio disse...

Muito bom.
Glória a Deus pela Sua Soberania.


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