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22 de janeiro de 2008

Um Conceito Real de Si Mesmo


Ter um conceito real de si mesmo é uma condição imprescindível na vida de quem deseja amadurecer. Se o nosso autoconceito é diferente da realidade, acabamos nos enganando, sentindo confusos e não enxergando os próprios defeitos. É como um doente que não sabe que está doente ou que não admite o fato, até sentir as dores. A Bíblia enfatiza a busca da consciência de si mesmo. A contínua repetição de termos como domínio-próprio, prudência, sensatez, bom-siso, juízo, sabedoria, longanimidade, moderação, temperança etc., refletem o propósito Divino de que o homem se conheça para ter domínio de si. “O teu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo”, disse Deus a Caim.

O autoconhecimento também é alvo de investigação de muitos pensadores da história. Tales de Mileto concluiu que “o homem que não perscruta a sua própria vida não merece viver”;  O filósofo Sócrates criou a máxima: “Conhece a ti mesmo”; Abelardo disse que “comete pecado o homem que age contrariamente à sua consciência, sem importar-se se outros homens venham a louvá-lo e sem resultar seu ato em benefício para ele mesmo e para outras pessoas”; Agostinho via o autoconhecimento como “algo que leva o indivíduo à felicidade, por via da ação ética correta”. A psicologia moderna com Daniel Goleman, fala de uma inteligência emocional, que consiste na capacidade de ter consciência das próprias emoções, controlá-las e adequá-las em diversas situações de relacionamentos; os psicólogos Mayer e Stevens afirmam que “a clareza com que sentimos nossas emoções pode reforçar traços de nossa personalidade, como autonomia, consciência dos próprios limites, saúde psicológica e uma perspectiva positiva sobre a vida”.
O Senhor nos dotou de emoções, pensamentos e vontade, também deixou registrado nas Escrituras princípios que nos ajudam a geri-los de forma sadia e consciente, de maneira que possamos controlar nossos impulsos e desejos em benefício do próximo.

A Bíblia revela o caráter de Deus e o perfil do homem segundo o seu coração. E no que diz respeito às palavras, o homem idealizado por Deus, não é tagarela (Pv. 13:3), mas moderado e prudente (Pv. 10:19), não se gaba de coisas que não fez (Pv. 25:14), pronto a ouvir (Tg.1:19), fala na hora certa (Pv. 15:23, 25:11), anima ao caído (Pv. 16:24), corrige com mansidão (2ª Tm. 2:24-26; Gl. 6:1) e trata a todos com palavras graciosas (Ef.4:29). Seus pensamentos transformam (Rm. 12:2), exaltam a verdade, o respeito, a justiça, a pureza, o amor, a boa fama, a virtude e o aquilo que produz louvor (Fl. 4:8). O homem de Deus tem a mente de Cristo (1ª Cor. 2:16), suas ações refletem o caráter do próprio Deus (1ª Co. 11:1). Nos relacionamentos demonstra amor e interesse pela felicidade do próximo. Compartilha a si mesmo, tem tempo para os outros, para si mesmo através da meditação e principalmente para o Criador.

O padrão de um homem de Deus está na Bíblia e antes de buscá-lo, precisamos ter uma idéia coerente sobre nós mesmos, estarmos cientes da rebeldia inata que existe em todo homem, mas que precisar ser corrigida e dominada. Caso isso não aconteça, nos tornamos frágeis diante do pecado e das angústias do mundo. Salomão comparou o homem que não tem domínio próprio a uma “cidade derribada, que não tem muros...”. Pv. 25:28. Em seu tempo, uma cidade que não fosse murada estava à mercê dos ataques inimigos, que a invadiriam com muita facilidade. Queria ensinar que um homem sem domínio de si é vulnerável à ataques pessoais; que “os impulsos fora de controle são uma fraqueza, não uma força” e quem não controla a si mesmo se sujeita à contínuas repreensões. Em provérbios 16:32 o sábio afirmou: “melhor é o longânimo do que o herói de guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade”. Ao homem não basta ter força, inteligência e coragem, é preciso disciplina para impedir que os próprios impulsos o matem.

Entendo que quando possuímos uma imagem real de nós mesmos, podemos reconhecer atitudes e pensamentos que precisam mudar. Ampliam-se as possibilidades de nos derramar na presença de Deus, sabendo que apesar de quem somos, Ele nos ama, e não quer que permaneçamos os mesmos.

Pr. Alex Gadelha

2 comentários:

Anônimo disse...

Amem, dou gloria a Deus pela sua vida irmão alex. Muito forte e extremamente importante esse assunto, Deus hoje mesmo permitiu que eu refletisse sobre o "dominio de si". Então pensei na palavra de tiago Cap. 3, quando vi seu texto, obrigado e Deus lhe abençoe, você e sua familia!!!

Leo Mariano - Diretor de Arte disse...

Agradeço a Deus por sua vida e pelas palavras sábias que acabei de ler. Eles me fortaleceram. Muito obrigado!


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