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30 de maio de 2011

Deus Armou a Sua Tenda Entre Nós


João 1:1-18

        “O credo cristão formula a natureza de Jesus como sendo plenamente Deus e plenamente Homem. Ou seja, o Deus encarnado assumiu completamente a humanidade, tornando-se passível das mesmas limitações físicas e psicológicas comuns a todos os homens. Uma vez que estávamos separados de Deus pelo pecado, foi necessário que o próprio Deus encarnasse para que pudéssemos voltar a ter novamente comunhão com Ele. Dessa forma, a genuinidade da divindade de Cristo garante a eficácia de sua obra realizada na cruz, e a realidade de sua humanidade garante que sua morte é aplicável a todos os seres humanos” (Kelson Mota T. Oliveira).  
 
          A humanidade de Jesus não é tão discutida quanto a sua divindade, mas uma ideia clara sobre este assunto se faz necessária para compreendermos a Pessoa do Filho de Deus. Enxergá-lo como um “super-homem” em um corpo supra-humano, seria incoerente com o ensino bíblico. A Bíblia é clara em mostrar que Jesus era uma pessoa plenamente humana, sujeito a todas as limitações comuns à nossa raça. O Evangelista João nos diz que “o Verbo (Jesus) se fez carne e habitou entre nós”. No original a expressão “habitou” pode ser entendida como “armou a sua tenda” como referência à presença de Deus no meio do seu povo, no Tabernáculo. O homem Jesus representava a Shekiná permanente de Deus (Ex. 40:34-38). A ideia de que Deus poderia encarnar-se em um homem, era inconcebível para os gregos e repugnante aos judeus (Jo. 5:18). No entanto, as escrituras afirmam que Jesus “subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz” (Fp. 2:6-8). Sendo Deus, Ele a si mesmo se esvaziou, ou seja, “fez a si mesmo de nenhuma reputação”, abnegando sua grandeza e honra celeste, humilhando-se na forma de homem. E como tal ele:

   - Nasceu do ventre de uma mulher: (Lc. 2:6, 7); possuía genealogia (Lc. 3:23-38); viveu as mesmas fases de desenvolvimento humano, alimentando-se com sólidos e líquidos (Lc. 2:52).

-    Possuía Limitações Físicas: fome (Mt.4:2; Mc. 11:12); sede (Jo. 19:28); cansaço (Jo. 4:6); dor (Jo. 18:22; 19:2, 3); morte (Lc. 23:46).

-    Natureza Psicológica: emoções (Mt. 9:36); tristeza e angústia (Mt. 26:37); alegria (Jo. 15:11); indignação (Mc. 3:5, 10:14); ira (Mt. 21:12, 13); comoção e choro (Jo. 11:33, 35, 38);

-    Caráter Intelectual: Um conhecimento superior aos homens, mas voluntariamente limitado (Lc. Jo. 7:46; Mc. 13:32).

    Como podemos observar, Jesus experimentou as mesmas dores que ainda vivenciamos, foi tentado em todas as coisas, como nós somos tentados (Hb.4:15). A diferença do homem Jesus dos demais homens, além de seu nascimento virginal, foi a sua vida sem pecado (2 Pe.2:22). Enquanto somos descendentes do pecado de Adão e Eva, Jesus nasceu, viveu, morreu e ressuscitou sem pecado. Como seria conviver com um homem que não pecava? Com certeza a sua pureza denunciaria a nossa impureza, os seus atos ensinariam a humildade, o amor a Deus e ao próximo.
  

                                            Pr. Alex Gadelha

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