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4 de junho de 2011

A Ira do Filho de Deus

          Jo. 2:13-22  
         O aspecto messiânico, a divindade e a humanidade de Jesus são questões de caráter teológico. A partir de hoje, o foco de nosso ensino estará sobre a Personalidade de Jesus. A “personalidade” consiste no modo constante e peculiar de perceber, pensar, sentir, agir e reagir de uma pessoa. Iremos analisar como o Senhor lidava com as circunstâncias que a vida lhe apresentava.
Para muitas pessoas, uma reação imprevisível de Jesus foi Sua indignação por causa do comércio encontrado no templo, quando expulsou de forma firme e decisiva os vendilhões. Naquele momento de ira Ele cometeu pecado? Será que agiu de maneira violenta?
Uma definição simples da ira aponta para um furor breve, provocado por mal ou injúria que se quer repelir. Aristóteles escreveu que “qualquer um pode irar-se, isso é fácil. Mas irar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa, não é fácil”. A ira pensada pelo filósofo grego descreve perfeitamente a reação do Filho de Deus diante da profanação e corrupção na Casa de seu Pai (Jo. 2:16).
Antes deste acontecimento, Jesus estava em Cafarnaum e devido à proximidade da Páscoa partiu para Jerusalém com sua mãe, seus irmãos e os discípulos. Quando chegou ao templo, encontrou cambistas e mercadores assentados, trocando moedas, vendendo bois, ovelhas e pombos. O lugar de oração tornara-se uma toca de ladrões, onde comerciantes exploravam a religião e lucravam em nome de Deus. Ao ver esta cena, Jesus irou-se contra aquela situação: Fez um azorrague de cordas e expulsou a todos, tanto homens como animais; espalhou o dinheiro, derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. Ele impediu que alguém conduzisse qualquer utensílio pelo templo e bradou: “Não está escrito: A minha casa será chamada por todas as nações Casa de Oração? Mas vós a tendes feito covil de salteadores” Mc. 11:17. 
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Os mercadores fugiram espantados com a autoridade de Jesus. “Não houve qualquer resistência, porquanto sabiam que Ele estava certo. Objeção também não houve nenhuma, pois sentiam que ele estava apenas reformando um abuso notório, que tinha sido aviltantemente permitido por amor ao lucro”.
Esta reação de Jesus não foi um ato de fraqueza nem descontrole. Se observarmos bem, iremos perceber em cada gesto a excelência da Sua Santidade:
Lucidez: Ele não agiu impulsionado por paixão, nem por precipitação, mas bem sabia o que estava a fazer. Antes de purificar aquele local, contemplou a situação e fabricou um azorrague de cordas (açoite de cordas com cabo) (Jo. 2:15).
Zelo: Pela obra de Deus. Não foi fanatismo terrorista. Sua ira foi provocada pelo sacrilégio que mercadores e cambistas estavam praticando. Irou-se pelo zelo do Nome daquele que ouve as orações dos homens (Jo. 2:17).
Irou-se contra o pecado: Deus ama ao pecador, mas abomina o pecado. Nessa situação Jesus não dirigiu sua ira à pessoa de cada cambista e mercador, mas condenou as suas práticas pecaminosas: desonestidade, exploração, profanação, etc.
        Não guardou mágoa nem rancor: No dia após este acontecimento, Jesus estava lá, no templo, ensinando a todos e curando cegos e coxos (Mt. 21:14, 23).

       O que esse acontecimento nos diz sobre Jesus? O mesmo Cristo que ama, perdoa e salva, sente indignação contra o pecado e não toma por justo aquele que usa a fé das pessoas como fonte de lucro. 


         O azorrague de Jesus hoje haveria de ser usado com maior frequência, pois o número de mercadores da fé multiplicou-se. E diante desse fato, precisamos aprender com Ele a nos indignar ante a exploração da sinceridade e da ignorância do povo. 

Pr. Alex Gadelha

1 comentários:

Araújo disse...

O vendilhões de hoje estão mais sofisticados.


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