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24 de março de 2011

Cristo é o Centro de sua Vida?

        O anjo Gabriel apareceu a uma jovem judia chamada Maria, noiva de José, descendente de Davi. Anunciou-lhe que iria dar à luz a um filho, a quem chamaria pelo nome de Jesus, o Filho de Deus e Salvador do mundo. O menino nasceu em uma manjedoura na cidade de Belém, viveu sua infância em Nazaré, cresceu em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens. Aos trinta anos de idade foi batizado nas águas do rio Jordão pelo profeta João Batista. Iniciava ali uma vida de prodígios, milagres e uma pregação que ia de encontro ao coração dos pecadores. Manso e humilde, falava sobre o reino dos céus, o arrependimento, a fé, o amor a Deus e ao próximo. Após três anos caminhando por várias regiões da Palestina, encontrou-se na cidade de Jerusalém, onde foi traído, perseguido, acusado e condenado injustamente. O governador da província, Pôncio Pilatos, atendeu ao clamor do povo que gritava: Crucifica-o! Crucifica-o! E Jesus foi preso, espancado, humilhado e crucificado.
        Puseram seu corpo em um túmulo comprado por José de Arimatéia, um seguidor em secreto. Três dias após a sua morte, algumas mulheres foram ao sepulcro a fim de embalsamarem ao corpo. Ali chegando, tiveram uma grande surpresa: O corpo tinha desaparecido! Anjos lhes apareceram e disseram: “Porque buscais entre os mortos o que vive? Ele não está aqui, mas ressuscitou”. Ele estava vivo! Ressurreto de entre os mortos! Depois disto, permaneceu quarenta dias na presença dos homens. Foi visto por mais de quinhentas pessoas, até que em Betânia, uma aldeia próxima a Jerusalém, foi elevado as alturas, à vista de todos que estavam ali. Ordenou-lhes a pregação do evangelho, até o seu tão esperado retorno.
         A história de Jesus é a mais bela história da humanidade. Muitos se emocionam ao ler, ouvir ou assistir a encenação de sua vida. Mas o problema é que poucos entendem o quanto Cristo é necessário para a humanidade. Sem Jesus, todos estaríamos condenados ao inferno eterno de dor, trevas e separação de Deus. Se Ele não pagasse com o próprio sangue o preço da condenação, não existiria chance alguma de salvação. Por isso, precisamos entender que conhecer sua vida, admirar sua história e sua mensagem somente torna-se significativo quando o confessamos como Senhor e Deus. Ele requer um compromisso sério, que implica em obediência e temor por toda a vida.
        Não é de agora que as pessoas gostam de ouvir falar sobre Deus, mas não o obedecem. No livro de Ezequiel há um exemplo curioso: O povo buscava ao profeta porque se agradava da forma como a mensagem era transmitida. Professavam amor, mas o coração só ambicionava o lucro. Deus disse a Ezequiel: “... tu és para eles como quem canta canções de amor, que tem voz suave e tange bem; porque ouvem as tuas palavras, mas não as põe por obra” (33:30-33). O teor da profecia era de desolação e espanto, anunciava a proximidade do cativeiro babilônico, mas o povo não se importava. Este fato descreve a situação de muitos hoje, que escutam a mensagem do Evangelho por conveniência, mas não se preocupam, não ficam com os seus corações compungidos ou contritos devido ao pecado. São insensíveis espiritualmente e por essa insensibilidade hão de prestar contas a Deus. 
      Cristo precisa ser relevante na vida daquele que o confessa como Senhor. O discurso “tornai-vos praticantes da Palavra e não somente ouvintes” será encarado com seriedade por aqueles que entendem não pertencerem a si mesmos, que tomaram a sua cruz e têm como projeto de vida imitar ao seu Mestre. A importância de Jesus e de seus ensinamentos não pode ser vista como contos de fadas, gibis ou ficções, que não exigem nenhum compromisso do leitor. Espera-se obediência daqueles que ouvem as palavras de Cristo (Lc. 6:46-49). Ele pode transformar a vida de qualquer um que o reconhece como imprescindível para o seu existir. O apóstolo Paulo considerou, viveu com dedicação e fervor pelo Seu Reino, experimentou a graça de Deus e terminou seus dias realizado, por ter combatido o bom combate, completado a carreira e guardado a fé (2ª Tm. 4:7). Afirmações como: “Para mim o viver é Cristo”, “Já estou crucificado com Cristo”, “Cristo vive em mim”, “vivo pela fé no filho de Deus”, “tudo faço por causa do Evangelho”, “trago no corpo as marcas de Cristo”, “Sede meus imitadores como eu sou de Cristo” expressam o quanto Jesus era relevante para ele, a razão do seu viver.              
          Cristo precisa ser o centro na vida daquele que o assume como Senhor e Salvador. No lar, na escola ou no trabalho, em público ou na privacidade, entre irmãos ou entre amigos, devemos ter uma postura santa, que reflita os seus pensamentos, palavras e amor.

Pr. Alex Gadelha

1 comentários:

Priscilla Freitas disse...

Excelente reflexão...


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