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20 de agosto de 2008

O Absurdo Da Vida Sem Deus



A palavra “absurdo” é originária do latim, era utilizada para indicar uma música fora do tom ou sem harmonia. Os romanos foram os primeiros a usarem-na de forma figurada relacionando à falta de coerência de um enunciado. Na filosofia cotidiana usamos o termo quando pretendemos discordar ou rejeitar uma idéia, um fato ou até mesmo uma pessoa. Tal expressão trás a noção de algo contrário à razão, ilógico, incoerente, sem harmonia. E como seres racionais que fomos criados, para que possamos compreender uma idéia precisamos de uma explicação que preencha os critérios exigidos pelas leis do pensamento.

Nesse sentido, se formos intelectualmente honestos iremos afirmar que a compreensão da vida sem Deus é um absurdo. Quando a pseudociência tenta explicar a origem do mundo, do homem e dos valores por meio de teorias que excluem a Deus, logo se torna carente da verdade e atrai um olhar desconfiado dos que zelam por ela. O fato é que para compreendermos a vida, os valores e a nós mesmos existe a necessidade premente de reconhecer a atuação do Deus Criador, Mantenedor e Juiz de Toda Terra.

Por que a vida sem Deus é um absurdo?

Primeiro, porque contraria as leis do raciocínio humano. A nossa estrutura mental exige o princípio da causalidade para compreender a origem das coisas, dos fatos e das idéias.
- A origem do Universo. Quando contemplamos os céus, o mar, o espaço, os astros, os fenômenos da natureza, a diversidade e complexidade dos seres vivos, nos perguntamos como tudo isso veio à existência? Qual a causa de tamanha vastidão e diversidade inteligente? Numa atitude rebelde, alguns criaram hipóteses como a origem por meio de uma explosão e a organização biológica através de uma evolução. Mas tais idéias são teorias rejeitadas até mesmo por membros da chamada comunidade cientifica e também pelo homem comum, pois tais explicações deixam brechas sobre a causa de tais acontecimentos. De onde veio o material que explodiu e quando e como surgiu o primeiro ser vivo de onde supostamente evoluímos? Não há respostas sem a admitir a existência de um Ser Todo Poderoso, Atemporal e de Inteligência Imensurável.

- A origem do Homem. E quanto a nós seres humanos? Que seres maravilhosos! Pequenos, mas capazes de dominar todos os outros animais do planeta. Capazes de voar pelos céus, mergulhar no coração dos mares e atravessar as fronteiras da terra. Adaptáveis ao frio e ao calor, desertos e florestas, planícies e planaltos, vales e montanhas. Com o poder de criar tecnologias e manipular os elementos químicos para preservar e produzir vida. Olhando para o macaco e observando a mera intuição de outros animais, não dá para aceitar que somos derivados de seres tão estúpidos e limitados em sua ação criativa. Apesar de também sermos mortais e muitas vezes agirmos de forma estúpida, existe em nós capacidade racional e tantos atributos emocionais que nos tornam especiais, diferentes de toda a Criação. O fato é que a nossa própria configuração bio-psicológica evidencia que fomos criados à imagem e semelhança do próprio Criador.

- A origem dos Valores.

De onde surgiram as leis que regem as relações entre os homens? Quem implantou no homem o valor da solidariedade, da honestidade, da justiça, da compaixão, da esperança, da humildade e tantos outros? Por que algumas ações são consideradas corretas e honrosas, enquanto outras são criminosas e reprováveis? Alguns respondem a estas questões afirmando que o próprio homem à medida do convívio social criou normas a fim de regulamentar as relações e preservar a vida. Mas quem lhe explicou o valor da vida? As pessoas zelam pelas suas vidas porque consideram-na importante, o maior valor, e isso foi o próprio Deus quem incutiu em nossas mentes.

A experiência revela que somos seres com uma natureza má. As leis são criadas com o fim de controlar e reprimir o mal inventado e praticado pelo homem. Somente Alguém de caráter essencial e eternamente bom, Alguém pleno da justiça e perfeição poderia ter criado os valores que estão inseridos nos pensamentos e nas ações do Homem e que ainda orientam sobre a melhor maneira de viver sobre a terra. Os valores mais nobres que regulam nossas ações uns para com outros foram estabelecidos por Deus através do contato inicial com o homem, por meio dos mandamentos e pela vida e ensinos de Jesus. Um exemplo de um valor sublime é o amor. Ora, Jesus é manifestação personificada do amor de Deus. Ele nos amou e nos ensinou a fazer o mesmo. Em outras palavras, nós amamos porque Ele nos amou primeiro.

O Absurdo Da Vida Sem Deus
(Continuação)

Em segundo lugar, a vida sem Deus é um absurdo porque o pensamento exige sentido para as ações. Viver sem sentido é como participar de uma maratona sem ponto de partida nem linha de chegada. Não se sabe de onde vem, nem aonde se quer chegar, apenas se corre. É como escreveu Henry Kissinger: “Se você não sabe para onde está indo, todo caminho o levara a lugar nenhum”. Ou ainda Lewis Carrol em “Alice no País das Maravilhas”: “Se você não sabe para onde ir, qualquer caminho serve”.

O Sentido da Vida. De repente tomamos consciência que estamos vivos, que fazemos parte de um universo que contem bilhões de seres como nós, que possui vida por todos os lados, repleto de movimentos, cores, odores, sabores e sensações. Descobrimos que somos capazes de pensar sobre o que nos cerca e sobre o que acontece dentro de nós. Também de repente sentimos a necessidade de explicar os porquês e os para quês da existência. Em outras palavras, sentimos falta do sentido da vida. Porque a vida sem sentido não tem sentido. Alguém colocou a eternidade dentro de nós e mesmo que tentemos negá-la, ela continua lá, esperando o dia para manifestar-se.

Encontrar o sentido da vida é também encontrar respostas para as nossas motivações. As nossas motivações respondem a perguntas do tipo: Por que faço o que faço? Qual a finalidade de minhas ações? A quem quero agradar quando pratico o bem não-evidente, aquela boa obra que não trás nenhum louvor para mim, mas apenas beneficia o outro?

Existem vários princípios que nos impulsionam, desde aqueles mais egoístas como a avareza e a fama, à aqueles aparentemente saudáveis como a caridade e a religião. Mas como saber o maior, o melhor, aquele que merece a entrega de todo o nosso ser? Mais uma vez a resposta está em Deus. A maior e melhor intenção para as nossas ações é a adoração àquele nos Criou. Se vivermos centrados nesta verdade, então teremos mais prazer e sentiremos caminhando no rumo certo, tranqüilizando o coração e fazendo uma faxina na alma.

Encontrar o sentido da vida também favorece a gerência do tempo. Cada um de nós tem consciência que não ficará neste mundo para sempre. Um dia morreremos. Mas até lá? O que devemos fazer? Para quem devemos fazer? Para as futuras gerações com o fim apenas de preservar a existência da humanidade? Se pensarmos assim, então a vida consistirá apenas numa luta contra ela mesma, a luta pela preservação. Não. Definitivamente a essência da vida não é a escravidão à morte. Alguém nos fez para a eternidade.
Do porquê viver, nasce o como viver. Ora, se sei o porquê de minha vida, saberei como viver dentro do propósito para o qual fui criado. Isto quer dizer que quando estamos conscientes da razão pela qual estamos vivos, então seremos capazes de viver da melhor maneira possível, caminhando dentro do objetivo pensado pelo Criador. Nós fomos criados para a adoração a Deus através da obediência. Então, o segredo da vida é glorificá-lo em todo o tempo, mostrando a honra de servi-lo através de nossas ações. Como disse Salomão depois de sua investigação existencial: “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; pois este é o dever de todo homem” (Ec. 12:13).

Pr. Alex Gadelha

1 comentários:

cursos de teologia disse...

Maravilhosa e abençoada mensagem!!!

Continue na abundante Graça!


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