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2 de janeiro de 2016

O Cristo e o espírito natalino


Ao invés de uma árvore, uma manjedoura.
Não um gorro, mas uma coroa de espinhos.
Ele não possuiu um casaco vermelho contra o frio.
Cobriram-no com um manto de escárnio e sangue.      

Panetones, nozes e chesters não estiveram sobre sua mesa.
Apenas pão e vinho. “Corpo e sangue entregue por vós”.
Gravatas, barbeadores e brinquedos?
Orações, sabedoria e amor.

Não um velhinho gordo e barbudo.
Um jovem com o corpo moído e rosto desfigurado.
Enquanto muitas renas puxam um trenó,
Ele sozinho arrasta o madeiro, até a ajuda de um cireneu.

Nada de ostentação que acumula dívidas.
Salvação, perdão de pecados que gera paz.
O saco cheio de presentes, alegria efêmera.
Mãos e pés divinos perfurados, graça para a eternidade.

Ah! espirito natalino! Tão temporário e estéril, performático.
Oh! Espírito Santo! Permanente e frutífero de vida na fé.
No fim não se ouviu gargalhadas.
Mas um clamor: Pai! Perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem.

E quando as luzes de dezembro se apagarem,
O vento noéltico passará.
E quando os sinais se cumprirem,
O Cristo ressurreto voltará. 

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