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30 de maio de 2010

Deus Aponta o Caminho




Quando estamos diante de situações que exigem decisões difíceis, se não quisermos nos precipitar ou fazer uma escolha da qual venhamos a nos arrepender depois, a primeira coisa que devemos fazer é pedirmos uma resposta de Deus. Isso não quer dizer que devemos esperar que Ele faça tudo em nosso lugar, como crianças que almejam que seus pais determinem o seu futuro. É necessário compreender que Deus não vai fazer tudo o que podemos fazer. O Senhor não vai decidir todas as questões de nossa responsabilidade e capacidade. Ele vai orientar e aguardar a nossa decisão (Sl. 32:8).
Deus aponta o caminho (Sl. 25:8). Ao afirmar isto, queremos dizer que Ele demonstra alternativas. Revela caminhos que O agradam e que nos abençoam, bem como aqueles que abomina e que nos são prejudiciais. Ensina o certo e o errado, indica a melhor escolha para evitarmos o pior.
Perceba este princípio em algumas passagens bíblicas:
-  As árvores frutíferas do Éden ou a árvore do conhecimento do bem e do mal. Sobre as primeiras ordenou comer livremente, sobre à segunda, Ele disse: “dela não comerás, por que no dia em que dela comerdes certamente morrerás” (Gn. 2:16, 17).
-  A vida e o bem ou a morte e o mal, a bênção ou a maldição (Dt. 30:15-22).  
-  A porta e o caminho estreitos que conduzem à vida ou a porta e o caminho largos que conduzem à perdição (Mt. 7:13,14).
-  O fruto do Espírito que promove paz, segurança e galardões ou as obras da carne que geram dor, vergonha e condenação (Gl. 5:16-23).
-  Andar na luz, ter comunhão uns com os outros e perdão de pecados ou seguir nas trevas e viver na prática da mentira (1Jo. 1:6, 7).
Deus nos criou com liberdade de obedecê-lo ou não, de seguir os Seus conselhos ou a própria vontade. E deixou claro que escolhas baseadas em desejos egoístas vão causar danos. Ele disse a Caim: “Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo” (Gn. 4:7). O nosso destino pessoal é construído à partir de escolhas e ações no presente. “O caminho se faz ao caminhar”. Como Deus intervém em nossas vidas? Ele aponta as melhores escolhas e nos potencia naquilo que somos incapazes.
A forma como Deus tratou o povo de Israel durante os 40 anos de peregrinação no deserto é um exemplo de Sua maneira de interagir com o homem. Ele poderia “num piscar de olhos” transladar o povo para Canaã, mas preferiu ensinar o princípio do esforço pessoal e da fé em sua providência. Quando saíam do Egito, ordenou-lhes que marcassem com sangue de cordeiro as ombreiras de suas casas para não terem os seus primogênitos mortos; quando estavam entre o mar e o exército de Faraó ordenou que marchassem em direção às águas (Êx. 14:15); próximo de Canaã mandou que conquistassem os povos que habitavam a terra (Js.1:1-6) etc. Mostrou sua providência enviando uma nuvem para protegê-los do sol escaldante, uma coluna de fogo para aquecê-los durante a noite, deu-lhes água da rocha, pão e carne do céu. O Senhor os guiou e os sustentou durante a peregrinação (Ex. 13:21). A responsabilidade do povo era de obedecer à sua voz e caminhar.
O Senhor aponta para onde devemos andar, mas temos que tomar cuidados com os atalhos do mundo e labirintos da carne. Devemos seguir as placas que Ele fixa ao longo de nossa peregrinação, para nunca perder de vista a Sua direção.



Pr. Alex Gadelha

1 comentários:

Igo Delanio disse...

olá pr. Alex
belo texto
usei uma parte dele no domingo 31/05/2010 na pregação do culto
foi uma benção
2 jovens se converteram
abração e que o Senhor continue abençando.


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