Vida Cristã Prática - Quem é suficiente?

1ª Coríntios 2:14-17
Aprendi que Deus capacita os incapazes. Aprendi que Ele deixa a cargo do homem o possível, mas o impossível Ele assume. Aprendi que a Palavra, o Espírito Santo e a Igreja nos habilitam ao caminho da integridade, santificação e crescimento espiritual. Por isso, cheguei a conclusão de que praticar os ensinamentos do Senhor é uma questão de decisão, de querer obedecer.

No texto acima, Paulo dá graças a Deus pelo nosso triunfo em Cristo Jesus. Nele somos mais que vencedores (Rm. 8:37-39). Vencemos a morte, o Diabo e através da fé, o mundo (1ª Jo. 5:1-5). O apóstolo diz ainda que é por meio dos crentes que Cristo se revela à humanidade, “... por meio de nós, manifesta em todo o lugar a fragrância do seu conhecimento”. O mundo conhece a Jesus através da fidelidade dos que proclamam e praticam os seus mandamentos.

O cristão trás em si uma mensagem de vida e de morte. Vida, devido à certeza de salvação, a capacidade de amar e a paz com Deus. Vida abundante, transformada e prometida por Jesus (Jo. 10:10, 2ª Co. 5:17). Somos embaixadores da esperança e se de fato, assumirmos este encargo no dia a dia, atrairemos os que estão ao nosso redor.

Por outro lado, também exalamos cheiro de morte para a morte, porque portamos uma mensagem de condenação para os que rejeitam a Cristo e não agradam a Deus. Viver com integridade é viver na contramão das paixões mundanas e do pecado, e isso tanto incomoda aos que vivem mergulhados no lamaçal de iniqüidade, como também causa reflexão sobre o destino da alma após a morte. Diante de um cristão fiel, alguém pode perguntar: Se este diz ir para o céu, para onde irei eu?

A vida cristã prática do apóstolo Paulo gerava nos crentes o desejo de obedecer a Deus e amar ao próximo. Como um bom perfume atrai o nosso olfato, assim também um bom cristão provoca o desejo de conhecer a Deus. O cristão deve ser referência de fé em qualquer lugar que se encontre. Sua fama de bom marido e bom pai, profissional honesto, vizinho estimado, aluno e filho exemplar, deve se alastrar, salgar e iluminar o seu mundo.

Paulo indagou aos coríntios quem é suficiente para estas coisas? Quem era idôneo para ser o bom perfume de Cristo? Aquele que o ama e se submete a sua vontade. Paulo tinha este perfil, e afirmava que a fonte de sua suficiência era o próprio Deus (2ª Co. 3:4-6). O apóstolo nos mostra a possibilidade de viver com consciência pura diante de Deus e dos homens. Só precisamos, assim como ele, nos esforçar (At. 24:16).

Na conclusão do capítulo 2, o apóstolo explica que não estava negociando a palavra de Deus, mas em Cristo falava na presença de Deus, com sinceridade e coerência com a vontade do próprio Deus. Ele não pregava e vivia conforme o desejo da maioria, antes pregava e praticava o que precisavam ver e ouvir em um seguidor de Jesus. Também não omitiu a sentença de condenação ao inferno sobre os impenitentes. Ele era um modelo de vida cristã (1ª Co. 11:1, Fp. 3:17). E mostrou que, em Cristo, somos suficientes para praticar aquilo que afirmamos crer.

Pr. Alex Gadelha

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