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13 de agosto de 2011

O Homem Natural, o Espiritual e o Carnal




          Afirmamos e cremos que somente aquele que tem o Espírito de Deus pode entender as coisas de Deus. Paulo usou a analogia do espírito humano para explicar isto. Ele disse que assim como apenas o espírito do homem conhece as coisas do homem, “assim, também as cousas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus”, isto porque “o Espírito a todas as cousas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus (1ª Co. 2:10, 11).
         Segundo a Palavra, nós temos o Espírito de Deus e este tem nos revelado a sabedoria de Deus e ensinado o conhecimento que nos foi dado gratuitamente por Ele (vs. 12). É uma espécie de conhecimento que não se conquista nas universidades nem na escola da vida, pois é algo ensinado pelo Espírito Santo, que nos capacita a conferir coisas espirituais com espirituais (v. 13). 
         Então surgem perguntas: Por que muitos crentes não entendem a Palavra de Deus? Por que ainda escutamos absurdos vindos de crentes velhos na fé? Irmãos que deveriam ser mestres e ainda são meninos na Palavra? No mesmo texto da Carta, Paulo aponta três tipos de pessoas existentes na Igreja: O homem natural, o homem espiritual e o homem carnal.
          “O homem natural não aceita as cousas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (v.14). O homem natural é o não convertido, que pode está entre a igreja, mas não entende o significado real de ser cristão. Para ele a igreja é uma organização social, um lugar de lazer ou de rituais religiosos e a vida cristã é encarada à quatro paredes. Não evangeliza, não contribui, nem sente o peso do pecado. É um incrédulo de coração endurecido. Dentro da congregação dos salvos, mas condenado ao inferno. 
     O homem espiritual, à medida do tempo, vai adquirindo discernimento e mergulhando nas profundezas de Deus. Os seus pensamentos e sentimentos resultam em um comportamento de temor e obediência à Palavra de Deus. Ele tem a capacidade de julgar situações e saberes, e ser respeitado nos seus julgamentos.
          No capítulo 3, Paulo se refere aos coríntios como “a carnais, como a crianças em Cristo” (v.1). Os coríntios são exemplos da terceira espécie de crentes: os carnais ou infantis. Em Corinto os problemas eram vários: contendas, impureza, litígio entre irmãos, idolatria e vã glória. Estes irmãos eram salvos, mas confusos quanto às cousas de Deus devido à vida de pecado. O Espírito Santo em um crente carnal está aceso na intensidade de uma vela, por isso pouco ilumina.
         Tanto o homem natural como o crente carnal pode vir a ser um homem espiritual. Para isso, ambos precisam se debruçar sobre a Palavra de Deus e vivê-la intensamente. O homem natural pode se tornar filho de Deus e ser cheio do Espírito e o crente carnal, ou infantil, pode reascender o Espírito e continuar desenvolvendo a mente de Cristo.

Pr. Alex Gadelha

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